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4 vantagens da tecnologia na Educação

Com a pandemia em pleno andamento e as aulas sendo remotas ou então híbridas, muito já deve ter se percebido sobre a importância da tecnologia para a educação nesse momento tão complicado. Confira agora mais algumas das vantagens desse “casamento”.

Quando se liga tecnologia à educação, ainda encontram-se fortes resistências em todo o mundo, por grupos que consideram a ideia de perda de qualidade no ensino devido a dispersões, por exemplo. Mas segundo pesquisa da AVG, os mitos contrários às inovações começam a cair, já que mais de 75% das crianças entre 3 e 5 anos já utilizaram algum aplicativo educacional, em 10 países.

Utilizar ferramentas como estas, é um hábito que vem sendo adotado também por pais e professores, que estão incentivando as crianças a utilizarem esses apps para complementar suas lições em sala de aula.

Isso também ganha reflexo na disponibilidade de aplicativos: só no Itunes, a loja online da Apple, existem mais de 65 mil aplicativos educacionais. E quando se vê esse aumento considerável de acessos a estas ferramentas, uma pergunta surge: quais são as vantagens educacionais desses apps? Abaixo, trazemos alguns pontos positivos levantados pelo site Oficina da Net:

1) O aprendizado fica mais divertido

Além de educativos, muitos aplicativos são, também, divertidos. Apps interativos, como livros de histórias e jogos, são uma ótima forma de aprendizagem para crianças, fazendo-os entender um pouco mais sobre saúde, leitura, música, etc.

2) Podem ajudar a desenvolver habilidades importantes, como a motora

Existem aplicativos que envolvem atividades como traçar linhas, formas, letras e números, ou então games que desafiam a coordenação motora.

3) Complemento para as atividades em sala de aula

Aplicativos educacionais, destinados a crianças com menos de 5 anos, podem ajudar a prepara-las para a escola, reforçando a leitura, a fala e habilidades matemáticas. Um número crescente de escolas e professores também está se voltando para estes dispositivos dentro da sala de aula como material de apoio.

4) Aprimoramento da compreensão de leituras

Um dos principais benefícios dos aplicativos educacionais para crianças se dá na fase inicial da alfabetização. A compreensão de leitura e a interpretação de texto aumentam quando as crianças brincam com jogos e a leitura é mais fácil quando há visão e som como elementos “recompensadores”. A facilidade na leitura desenvolve por consequência a habilidade da fala também.

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Sugestão de imagem: Freepik
Fonte: Oficina da Net

Videogame para evitar o sedentarismo? Pode ser que sim!

Neste período de pandemia e aulas à distância, a educação física acaba sendo uma das matérias mais prejudicadas. Mas a introdução de tecnologia em aula pode trazer benefícios até mesmo para matérias como ela.

Em recente estudo, conduzido por Karen Regina Salgado, que é mestranda da Universidade de Campinas (Unicamp), foi diagnosticado que os videogames podem ajudar os alunos a saírem do sedentarismo e, também, a aprenderem novos esportes.

Karen estudou os chamados “exergames”: jogos que captam a movimentação real do jogador e a transferem para a tela. Modalidades do atletismo, como salto em distância, lançamento de disco e corridas com barreiras, podem ser beneficiadas por estes games, já que, através deles, as crianças aprendem as regras do esporte na teoria. Após o conhecimento conceitual e procedimental, aí sim, os alunos vão para a quadra, colocar em prática o que aprenderam (quando as aulas presenciais voltarem, é claro).

A avaliação incluiu mais de 40 alunos, na idade entre 9 e 10 anos.

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Créditos de imagem: Freepik
Fonte: Uai

Difícil de convencer os alunos a ligarem a câmera nas videoconferências? Confira dicas

Os seus alunos participam sem problema das aulas remotas, mas quando é para ligarem suas câmeras a timidez toma conta? Nós temos algumas dicas para te ajudar a deixar eles mais à vontade para participarem das aulas dessa forma também.

1) Construa relacionamentos

Concentre-se na confiança professor-aluno e aluno-aluno.  Se os estudantes se sentem seguros e sabem que são tratados com cuidado, se sentirão mais confortáveis com suas câmeras ligadas.

2) Faça uma pesquisa com os alunos

Pergunte aos alunos individualmente ou em um formulário do Google o que os impede de ligar a câmera e o que os deixaria confortáveis. Depois de identificar as barreiras ao uso da câmera, você pode colaborar com os alunos para reduzir ou remover essas barreiras.

3) Use momentos para quebrar gelo

Experimente atividades de construção de comunidade que incentivem o uso da câmera. Por exemplo, peça aos alunos que “encontrem a maior coisa amarela em sua casa que você possa trazer com segurança para a câmera”. Como uma variação, é possível criar uma lista de itens de materiais escolares e pedir para quem tem à mão mostrar na câmera. Outra possibilidade é montar um jogo de passa a caneta remoto.

4) Adote jogos

Pedra, papel e tesoura funcionam bem em um ambiente de sala de aula remota, assim como Pictionary (adivinhar o desenho) e charadas. Explore este vídeo com 25 jogos para jogar no Zoom (ative as legendas em português), que inclui opções que funcionam para diferentes idades.

5) Vote ou compartilhe o entendimento

Peça aos alunos que votem com o polegar para cima ou para baixo em um tópico, ou faça uma votação para a turma em que eles votem de um a cinco com os dedos da mão, um sistema simples que pode envolver alunos relutantes e construir consenso dentro de um grupo.

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Créditos da imagem: Freepik
Fonte: Porvir

Esta professora encontrou uma forma de motivar os alunos na pandemia. Confira!

Ao perceber que seus alunos não pareciam motivados nas aulas remotas, a professora Edizia Rodrigues desenvolveu atividade com outra professora para os alunos das turmas do sexto ao nono ano do ensino fundamental.

Edizia é professora de língua portuguesa na escola estadual Doutor Leôncio Gomes de Araújo, em São Lourenço da Mata/PE e, juntamente à professora Bruna Gomes desenvolveu uma atividade que retomou a motivação de seus alunos nas aulas remotas.

Após um de seus alunos mostrar um anime que tinha produzido (estilo de animação japonesa), Edizia logo lembrou de um aplicativo que havia conhecido durante a sua formação do EducaMídia: o Toontastic 3D. Através desse app dá para escolher muitos ambientes e personagens para construir, desenhar, narrar e animar uma história.

Foi então que ela e Bruna criaram um festival de animes. Como o app permite a inserção de gravações de áudio, isso trouxe outros recursos para a aula de língua portuguesa, que vão além da produção de textos e dos desenhos. Através da proposta, foi possível construir um trabalho interdisciplinar.

Desenvolvimento da atividade

Para construir os roteiros das histórias, os alunos utilizar tópicos como a produção da vacina contra a covid-19, por exemplo. Além da construção da narrativa, os estudantes foram responsáveis pelos desenhos, animações e gravações de áudio para a dublagem dos animes. E, para apresentar, a ideia foi a criação de um festival online, com convites enviados pelo WhatsApp para turmas e famílias.

Apresentação

Para apresentar o festival, foi o utilizado o Google Meet. No início das apresentações, foi feita uma recepção ao público com músicas de animes, com apresentação do que foi a atividade desenvolvida com as turmas. Além disso, foram convidadas duas aulas para que explicassem o que tinham estudado sobre a linguagem de HQs, animes e cartoons. A partir daí, começaram as exibições das produções feitas pelos estudantes.

Resultado

Segundo Edizia, “essa atividade teve um valor muito significativo. A turma estava muito desmotivada, e trabalhar com esse aplicativo e com a produção de animes foi uma forma de fomentar a leitura e ainda desenvolver competências relacionadas à minha disciplina”.

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Créditos da imagem: Freepik
Fonte: Porvir

6 coisas que você precisa para gravar suas aulas à distância

Quer deixar gravadas algumas de suas aulas à distância, com qualidade e que sejam engajadoras, mas não sabe por onde começar? Então saiba o que é necessário.

Com a pandemia em andamento, as aulas à distância mantêm-se como a possibilidade da educação continuar acontecendo. E se vocês, além das clássicas “lives”, transmissões por Zoom e WhatsApp, quer também proporcionar conteúdos mais trabalhados ou até mesmo continuar na educação EAD pós-pandemia, aqui vão algumas dicas do que você vai precisar.

1) Roteiro

Antes de qualquer coisa, você precisa elaborar um roteiro. A ordem da gravação das videoaulas não tem muita importância. Você é quem decide se quer gravar primeiro a introdução, o conteúdo ou a conclusão. Afinal, isso pode ser editado na pós-produção.

Mas, as informações de cada uma dessas partes devem ser bem organizadas em um roteiro, para que você não se perca e nem deixe nada passar em branco. É importante lembrar que você está gravando um vídeo e não pode desperdiçar tempo. É preciso transmitir sua mensagem de forma clara, simples e objetiva. Do contrário, o seu conteúdo pode deixar o aluno confuso e desorientado. Consequentemente, você perderá a atenção dele.

2) Ambientação

A ambientação é o cenário que você vai utilizar para as gravações e é muito importante que esse local seja tranquilo, longe de distrações e barulhos que possam interferir no áudio da filmagem.

Busque sempre um ambiente bastante iluminado para fazer as gravações. Todo fotógrafo e cinegrafista sempre busca pela melhor luz para os seus registros. Assim, além das suas filmagens saírem muito mais nítidas, você ficará ainda melhor apresentado(a) nas suas videoaulas.

3) Câmera

Dependendo da sua condição financeira, o celular pode sim, ser utilizado. Inclusive, há muitos aplicativos para criar seus vídeos e muito fáceis de mexer. Mas claro: a recomendação é utilizar o equipamento mais profissional ao seu alcance. Isso, sem sombra de dúvidas, interfere no resultado final.

Uma câmera semiprofissional é um investimento muito válido para quem possui sua própria empresa de cursos online ou seu próprio curso de ensino a distância. Porém, se você só tiver um celular ao seu alcance – que filme, no mínimo, em HD – ótimo também.

4) Microfone

A menos que você esteja em um ambiente totalmente isolado e recluso, será impossível que o seu áudio saia perfeito usando apenas sua câmera ou celular. O mais provável é que seu vídeo fique cheio de chiados, barulhos e ecos, oque pode desagradar os ouvidos dos seus alunos.

Investir em um microfone é essencial para entender como gravar videoaulas. Esse dispositivo captará um som mais claro e de melhor qualidade para as suas gravações. Caso não conte com uma verba para essa aquisição, no momento, você pode transformar o seu celular em um microfone. Use o gravador do aparelho, mantendo-o próximo a você enquanto grava o vídeo.

O trabalho será concentrado ao momento  da edição, já que será preciso sincronizar áudio e vídeo. Mas nada que seja impossível de fazer.

5) Computador

É claro, o seu computador também deve estar preparado para a edição após a gravação das videoaulas. O caso é que os softwares de edição costumam exigir um alto desempenho da máquina. Sendo assim, dependendo das especificações do dispositivo, ele pode acabar ficando muito lento, durante a execução do programa.

Portanto, para que o software não fique travando e você não leve horas para editar suas aulas, é importante ter um computador que aguente essa tarefa.

Então, aqui vão duas dicas para você:

– Invista em uma boa placa de vídeo

Essa peça é responsável por executar as imagens nos computadores. Uma placa de vídeo apropriada ajudará a facilitar a edição de vídeos.

– Preste atenção ao processador

O processador é outro fator importante. Ele é quem endereça os dados de acordo com a aplicação.

Um computador com processador a partir do Intel Core I5 ou equivalente é o mais adequado para esse caso.

Você pode optar por comprar uma nova máquina ou melhorar seu computador atual. No segundo caso, não deixe de consultar uma assistência técnica de informática.

6) Software de edição

Nesse momento, você transformará todo esse material bruto na aula EAD. É hora de fazer os cortes, eliminar as falhas, sincronizar imagem e som e inserir uma trilha sonora.

As opções de softwares de edição são inúmeras. O Adobe Premiere e o Final Cut são excelentes opções para editar vídeos. Ambas contam com recursos mais profissionais e completos, mas são pagas. Entretanto, os próprios sistemas operacionais oferecem alternativas de softwares de edição de vídeo, que são mais simples, porém gratuitas.

O Windows conta com um editor próprio de fotos e vídeos, já o macOS, da Apple, disponibiliza o iMovie.

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Fonte: https://blog.eadplataforma.com/producao-de-conteudo-ead/como-gravar-videoaulas/

Veja como professores estão deixando as aulas remotas mais atraentes

Você, professor(a) podem estar passando (ou já passou) pela dificuldade de engajar os seus alunos durante essa pandemia, não é mesmo?! Então o exemplo destes outros professores podem te dar ideias e inspirar para encontrar outros caminhos para suas gravações das aulas. Veja!

As aulas online de diversas matérias começaram a ficar mais interessantes para os alunos depois que estes professores passaram a ir para dentro de cavernas, florestas ou até mesmo ao lado de uma ossada de dinossauro. Isso começou a acontecer assim que um acampamento pedagógico de Tatuí/SP disponibilizou a professores a oportunidade de gravarem aulas e “lives” (transmissões ao vivo) aos alunos durante a pandemia.

“A gente começou a ver a dificuldade que os professores estão tendo para se reinventar e resolvemos abrir nossa estrutura que sempre foi buscada por eles. A iniciativa é para agregar valor ao conteúdo passado ao alunos”, explica o gerente do Sítio Carroção, Felipe Guimarães.

A professora Thais Mirela Andrade, por exemplo, trabalha com educação infantil e está indo ao acampamento para gravar as aulas, já que percebeu um maior interesse dos alunos pelo conteúdo.

“A gente tenta mostrar para as crianças um pouco do mundo lá fora. Muita criança mora em apartamento e não tem a oportunidade. Para a gente também é uma experiência ímpar mostrar este tipo de coisa e estar neste ambiente”, diz.

O local

No local também há um mapa gigante, trilhas para cavernas, floresta, avião de guerra e até uma área que simula um sítio paleontológico e abriga o fóssil de um Tiranossauro Rex, com 14 metros de comprimento.

“Está sendo um momento inovador para os professores. É difícil, mas estamos inovando a cada momento. A família está acompanhando mais e ajudando neste momento. A ligação família e escola melhorou”, afirma a professora Pâmela da Silva.

Pais veem com bons olhos a inovação

Por causa das medidas de prevenção contra o coronavírus, a filha de Mariana Zuchi está tendo aulas pela internet. Ela afirma que o cenário exterior dos professores chama a atenção da pequena Marina.

“É um cenário diferente que ajudou a gente a prender atenção das crianças durante a aula online todos os dias.”

Créditos das fotos: Reprodução/TV TEM

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Fonte: https://g1.globo.com/sp/itapetininga-regiao/noticia/2020/07/05/professores-gravam-em-cavernas-e-floresta-para-deixar-aulas-mais-atraentes-na-pandemia.ghtml

Aprenda como reinventar as suas aulas com estas ferramentas (parte 1)

Veja estas 2 dicas para aprimorar as suas apresentações em slides e engajar mais os seus alunos nas aulas remotas durante a pandemia.

O já famoso “PPT” (mais conhecido Power Point) e o Google Slides ainda merecem muito espaço nas estratégias para manter a atenção dos alunos, principalmente durante esse período de pandemia e aulas à distância.

Ainda que profissionais da educação mais inovadores digam que eles já deveriam ter caído em desuso, outros professores estão mostrando justamente ao contrário, através de utilização não convencionais dessas ferramentas.

1) Esta professora está utilizando o chat para construir os PPT’s

Annelize Jacoby, professora de produção de texto em turmas do Fundamental 2 e Ensino Médio de uma escola particular de Campinas (SP), adotou um jeito diferente de usar o PPT. Ao invés de levar apresentações prontas para as aulas de verbetes com a turma do 6º ano, ela construiu os slides com a participação dos alunos. Primeiramente, Annelize pediu que os alunos pesquisassem definições diferentes de algumas palavras e mandassem os resultados no chat do Google Meet (aplicativo de comunicação por chamada de vídeo), enquanto ela montava os slides. Em seguida, Annelize avaliou cada elemento com a turma, refletindo sobre sinônimos, classificação gramatical, etimologia, dentre outros pontos. 

Depois desse processo, a professora disponibilizou a apresentação para consulta no Google Sala de Aula (Google Classroom, serviço online gratuito para professores e alunos). Nesse processo, um ponto interessante para ela é que os materiais de cada turma nunca são os mesmos porque são elaborados a partir da interação com os estudantes. “Essa é uma tentativa de construir o conhecimento junto com os alunos. Por isso, nunca chego com os slides prontos, seja no ensino presencial ou no remoto”, diz.

2) Arquivos de áudio para leitura? Sim!

Professora de Língua Portuguesa na Escola Municipal Antônio Maceo, no Rio de Janeiro, Helena Correia tinha como desafio promover o gosto pela leitura nas turmas da Educação Infantil e do Fundamental 1. Com a pandemia e o consequente isolamento social, ela percebeu que não teria como continuar com as mesmas práticas de ensino, principalmente porque muitos alunos praticamente não têm livros em casa.

Helena pesquisou sobre o PowerPoint e viu que dava para criar uma apresentação com o áudio de um poema de Cecília Meireles. “Montei os slides, depois gravei a leitura do poema, usei alguns efeitos de gravação que a própria ferramenta oferece, e, por fim, salvei em formato mp4”, explica. Outra produção da professora foi um passo a passo de como fazer uma boneca abayomi, símbolo de resistência de povos africanos. “Tenho aprendido muito nesse processo”, diz. “É algo novo para mim, uma vez que não conhecia todas as potencialidades dessa ferramenta”. O resultado, segundo ela, é visível. “Vejo que as crianças estão gostando muito. O nível de interesse e de participação aumentou nas aulas”.

Confira a segunda parte da postagem, aqui.

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Fonte: https://novaescola.org.br/conteudo/19403/ensino-remoto-como-reinventar-sua-aula-com-ppt-e-google-slides

4 passos para montar um plano de aula remoto

Com a pandemia em pleno andamento, as aulas à distância têm sido o caminho para manter o conhecimento e educação dos alunos acontecendo. Mas se você está com dificuldades de implementar as aulas, confira estes 4 passos para montar um plano de aula remoto.

1) Meios para se comunicar com os alunos virtualmente

O meio digital já faz parte do dia a dia da maioria dos estudantes, sendo que muitos deles se comunicam com mais desenvoltura que os próprios professores. Por isso é tão importante a interação nesses ambientes. E as ferramentas para isso, são muitas. Confira algumas delas:

WhatsApp: Utilização para conversas individuais, em grupos ou através de listas de transmissão;

Google Hangout Meets: Plataforma de webconferência para até 100 pessoas ao mesmo tempo;

Skype: Plataforma de comunicação para uma quantidade reduzida de pessoas;

Google Forms: Criação de avaliação, simulados e provas para resolução no formato digital;

Microsoft Teams: Trabalhe em equipe usando chat, compartilhando arquivos e fazendo chamadas com vídeo.

Procure identificar as tarefas que podem ser transpostas, facilitadas ou repensadas para o meio digital. Utilizar um ambiente virtual de aprendizagem, caso a sua escola ou o seu sistema de ensino disponha de um, é um ótimo exemplo.

O Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) funciona como uma “sala de aula” virtual, que traz videoaulas, planos de estudo e atividades, além da análise de dados educacionais.

2) Encaminhamento metodológico para o plano de aulas remotas

Se no modelo tradicional o professor em uma aula expositiva explica a matéria no quadro para que depois os alunos façam sozinhos a lição de casa, neste encaminhamento metodológico para o desenvolvimento de plano de aulas remotas, a sugestão é que primeiro o aluno realize a internalização dos conceitos essenciais antes da aula e depois com a ajuda da orientação do professor discutam os conhecimentos adquiridos e tirem possíveis dúvidas, seguindo a lógica da sala de aula invertida.

Considere propor que o primeiro contato com o conteúdo (estudado previamente à distância) seja feito por meio do uso de materiais digitais, como: videoaulas, games, podcasts, pesquisas, textos, fóruns, etc.

O material didático e sistema de ensino podem ser grandes aliados do professor na elaboração do plano de aulas remotas. Confira se o seu material traz encaminhamentos metodológicos, sugestões de atividades, referências, propostas de avaliação e outros elementos que possam auxiliar na construção do plano de aula.

3) Atividades avaliativas para o plano de aulas remotas

Para o desenvolvimento do plano de aulas remotas, o professor pode solicitar aos alunos a realização das atividades contidas no livro e o envio de um print das respostas por e-mail ou WhatsApp. Também é possível utilizar esse dispositivo para o envio de áudios para a turma, com explicações e encaminhamentos para realização dos exercícios.

O professor também pode desenvolver suas próprias avaliações, pesquisas e questionários utilizando ferramentas gratuitas, como o Google Forms.

Caso a sua escola utilize um sistema de ensino, uma dica é verificar se ele disponibiliza avaliações em formato digital, como atividades de fixação e reforço, provas e simulados.

4) Promova discussões práticas na elaboração do plano de aulas remotas

Que tal promover a discussão prática do conteúdo teórico trabalhado nas aulas remotas? O professor pode abrir um chat para discutir o assunto abordado na aula através das diversas ferramentas de comunicação sugeridas nesta matéria.

Aproveite este momento para criar espaços para a interação entre os próprios estudantes. Promova debates e estimule a participação e a exposição de diferentes pontos de vista.

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Fonte: https://salettoedu.com/veja-4-passos-para-montar-um-plano-de-aula-remoto/

Professor(a): está com dificuldades nas aulas remotas? Este guia pode ajudar

Guia orienta a implementação de Estratégias de Aprendizagem Remota. Confira!

 A pesquisa TIC Educação 2019 apontou que 39% dos alunos de escolas públicas não têm acesso a computadores ou tablets em casa.

Os dados do CGI.br (Comitê Gestor da Internet no Brasil) explicam os desafios enfrentados pelas secretarias de educação para dar continuidade às aulas neste período de suspensão de aulas presenciais – e que serão mantidos após a pandemia.

O CIEB (Centro de Inovação para a Educação Brasileira), que apoia gestores públicos das mais diferentes formas, coloca à disposição o Guia de Implementação de Estratégias de Aprendizagem Remota. Ele é um passo a passo detalhado sobre como colocar em prática sete possibilidades de ensino e a aprendizagem remotos.

“São estratégias de aprendizagem fundamentais tanto para esse período de isolamento social como para a fase pós-pandemia. Quando as escolas reabrirem, será preciso fazer uma recuperação dos conteúdos e das competências que não puderam ser trabalhados, e a adoção do ensino híbrido será uma das formas de alcançar esse objetivo”, diz Lúcia Dellagnelo, diretora-presidente do CIEB.

As estratégias

No material disponibilizado gratuitamente pela internet, as Estratégias de Aprendizagem Remota foram agrupadas em quatro grandes grupos para facilitar a compreensão:

Rádio e TV:

Transmissão de aulas e conteúdos educacionais via televisão

Transmissão de aulas e conteúdos educacionais via rádio

Materiais impressos:

Envio de material impresso com conteúdos educacionais

Videoaulas pelas redes sociais:

Aulas ao vivo e on-line transmitidas por redes sociais

Videoaulas gravadas e disponibilizadas em redes sociais

Conteúdos em plataformas digitais:

Disponibilização de plataformas de ensino on-line

Envio de conteúdos digitais em ferramentas on-line

Para cada categoria, o guia traz orientações minuciosas sobre todas as etapas de implantação, começando pelos aspectos práticos de checagem da infraestrutura e de organização de equipes, até chegar aos pontos mais críticos, como o desafio de formar professores, acompanhar a aprendizagem dos alunos e testar a eficácia do plano em si.

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Fonte: https://porvir.org/guia-orienta-a-implementacao-de-estrategias-de-aprendizagem-remota/

Dicas de especialistas para manter atenção dos alunos durante aulas online

Há algumas postagens atrás, trouxemos dicas para manter a atenção dos alunos durante as aulas à distância. Hoje trazemos ainda mais dicas de especialistas, para te ajudarem neste momento tão delicado. Confira!

Melissa Goichman, que é psicóloga e consultora pedagógica do LIV (Laboratório Inteligência de Vida),
esclarece que, antes de mais nada, temos que entender que estamos em um momento atípico, o que acaba tornando as respostas em nosso dia a dia, muitas vezes, diversas. Nem todos lidam da mesma forma com o problema. Mas estas dicas abaixo, podem te auxiliar a melhorar a questão da atenção de seus alunos:

1) Internet e seu novo propósito

Culturalmente, crianças e jovens, tendem a associar as “telas” a momentos de prazer e lazer. “Primeiro precisamos dar um tempo para que as crianças possam entender que esses recursos, como computadores, celulares e tablets, agora são também uma ferramenta educacional. É como se estivéssemos passando por uma transição na nossa relação com esses ‘gadgets’ (dispositivos)”, explica Melissa.

Se já não bastasse essa percepção das tecnologias, também é preciso compreender que houve uma mudança total e completa de ambiente de aprendizado. Se antes era a escola, hoje o estudo é em casa e sem a presença de professores e colegas. “Estudar online traz o ônus de perder um certo contorno que a sala de aula dava para as crianças. Digo contorno no sentido de estabelecer certas balizas sociais que indicavam para os estudantes que aquele seria um momento dedicado ao aprendizado. Muitos símbolos da escola nos lembram de seu propósito educacional, e isso nos ajuda a lembrar que estamos ocupando aquele espaço com a intencionalidade de desenvolver o conhecimento.”.

2) Participar em detrimento de assistir

É praticamente consenso entre professores e profissionais da educação que aulas ativas, que colocam o aluno em posição de criar, pensar, debater e desenvolver ideias, são mais dinâmicas e ativas do que aulas expositivas, nas quais o professor explica o conteúdo durante os 50 minutos de aula. Se adotada como única estratégia também no modo remoto,  existe uma grande probabilidade de os estudantes não criarem uma conexão com o que estão fazendo, o que consequentemente pode dispersar o foco.

“Eu investiria em uma forma de educar que possa ser estimulante ao protagonismo dos estudantes, mesmo que dentro do âmbito virtual. Isso já era um desafio para qualquer escola mesmo antes do modelo de aulas online: a dificuldade de pensar uma forma de educar que faça sentido para os estudantes, de maneira que eles possam participar ativamente do processo de aprendizagem. Quando vemos sentido em alguma tarefa, e nos dedicamos a ela também por gosto, é difícil interrompê-la”, afirma Melissa.

Vanessa Zito, professora e psicopedagoga, atualmente dá aula para alunos do ensino fundamental 1 e concorda com Melissa ao afirmar que, seja presencial ou virtualmente, a ideia é pensar em propostas de aula o menos expositivas possível, de forma a engajar, envolver e motivar os estudantes.

“Precisamos fazer uso de estratégias que garantam a participação da maioria, como a construção de mapas mentais sobre o tema da aula, a realização de uma chuva de palavras por aplicativo antes da discussão do dia para acionar o conhecimento prévio e engajar os alunos, a construção de apresentações durante as discussões e leituras compartilhadas. Da mesma forma que tentamos engajá-los no ensino presencial, fazemos a mesma coisa no online, claro que usando outros recursos porque o contato físico, o olhar, a mediação não estão presentes.”

No processo de elaboração de aulas online, docentes também precisam levar em consideração que, em casa e, em muitos casos, sem a mediação de um adulto, que por sua vez precisa trabalhar remotamente, a atenção que seria dedicada às aulas pode ser capturada por um sem fim de possibilidades: brinquedos, videogames, conversas paralelas com os amigos na internet ou simplesmente não ouvir o que o professor está falando do outro lado da tela. Para evitar que isso aconteça, Melissa reforça a importância de não esperar que alunos não se distraiam eventualmente com o celular, considerando que ele faz parte dessa nova geração. Além disso, tem papel fundamental a elaboração de aulas que cativem, engajem e possibilitem que as crianças atuem como protagonistas do debate.

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Fonte: https://porvir.org/especialistas-dao-dicas-sobre-como-lidar-com-falta-de-atencao-dos-alunos-durante-aulas-online/