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A tecnologia que alfabetiza

Você sabia que, só em São Paulo/SP, cada cidadão gera 16 quilos de resíduos todos os dias, gerando uma montanha de descarte de 20 mil toneladas. Pensando nas pessoas que trabalham que fazem coleta, separação e tratamento desses resquícios, e que não sabem ler ou escrever, essa empresa desenvolveu um projeto que utiliza a tecnologia para ajudá-los.

Atualmente, o número de pessoas que realizam esse trabalho, no Brasil, é de 800 mil. E eles são responsáveis por nada menos que 90% de todo os resíduos reciclado no Brasil, de acordo com dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

Pensando nessas pessoas, a Samsung desenvolveu o projeto “Alfabetização Cidadã – da digital ao digital”, que tem como objetivo usar a tecnologia para auxiliar 300 adultos, entre 18 e 83 anos, que trabalham no descarte de resíduos em geral. Essas pessoas, até então, utilizavam somente as digitais para assinar o próprio nome.

Para cuidar da área pedagógica, a empresa escolheu como parceiro o Instituto Paulo Freire, que gerencia as 28 turmas espalhadas na grande São Paulo desde outubro de 2017. Todos os espaços receberam TVs e notebooks e, além disso, cada participante ganhou um smartphone novo, com um plano de dados 3G e o app Palma, da IES2, já instalado para alfabetização.

O resultados estão sendo muito bons. Através da leitura e da escrita, os alunos têm mais autonomia e independência no dia a dia. Algo que antes era impensável. Abrem-se novas perspectivas de vida para um futuro mais inclusivo e sustentável.

Para mais informações sobre o projeto acesse www.samsungsocial.com.br

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Fonte:
https://www.techtudo.com.br/noticias/2018/07/tecnologia-e-educacao-para-alfabetizar-quem-ajuda-a-salvar-o-mundo.ghtml

Uma biblioteca sustentável

Produção e descarte de resíduos, consumo e consumismo, logística reversa. Todos esses assuntos são pilares para o projeto que as professoras Eliane Barreto Maia Santos e Rafaela Batista Santos, do Colégio Nossa Senhora Medianeira, em Curitiba/PR, criaram: a Casateca.

A Casateca é uma biblioteca para toda a escola utilizar como espaço de estudo, descanso e para pegar ou doar livros. Desenvolvida com materiais reciclados, a biblioteca e sua construção, possibilitaram trabalhar a matemática na prática, ao aferir a massa das caixas de leite cheias de resíduos, medir a madeira e construir o quadrado onde as caixas-tijolos seriam encaixadas. Também, para estudar problemas que poderiam ocorrer, como mudança de local da porta para não impedir a abertura de uma das janelas, os estudantes precisaram medir a área de cada placa e das paredes, explorando formas geométricas das placas, os sólidos geométricos formados pela casa e o próprio projeto da casa, que foi elaborado pela mãe de um dos alunos.

Após realizarem pesquisas sobre casas ecológicas, os estudantes acabaram optando por telhado desenvolvido com garrafa pet (para melhor iluminação) e pelo telhado verde (que mantém a casa com temperatura agradável). A atividade ajudou também na reflexão sobre a importância de um projeto assim, para a construção de moradias de baixo custo, uma alternativa sustentável de reaproveitamento de resíduos que levariam centenas de anos para se decompor na natureza. Foram utilizadas 808 caixas de leite, totalizando 161 kg de resíduos (cálculos realizados pelos alunos, após a construção). Para trabalhar o reaproveitamento, os alunos organizados em equipes desenvolveram objetos e móveis para o interior da casa.

Com o nome escolhido em votação pelos alunos, a Casateca é atualmente utilizada por todos alunos do ensino fundamental. Eles auxiliam na manutenção, molham as plantas do jardim e reorganizam a disposição dos móveis. Como é resistente ao sol e à chuva, existirá por muitos anos.

Que achou da ideia? Comente para nós!

Créditos da foto: Arquivo Pessoal / Eliane Barreto Maia Santos

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Fonte: http://porvir.org/alunos-reaproveitam-materiais-para-criar-biblioteca-ecologica-na-escola/

Trabalhando robótica através da sucata

Trabalhar com robótica proporciona aos estudantes a vivência do aprendizado com experimentações e solução de problemas. E, quando não há um kit pronto para trabalhar com a tecnologia, é possível utilizar sucata. Uma forma sustentável de oferecer conhecimento tecnológico aos alunos, que pode trazer muitos benefícios aos estudantes. Confira!

1) Colabora com a solução de problemas

A utilização de sucata na robótica ajuda a solucionar problemas naturalmente, proporcionando aos alunos desenvolver mais concentração e cooperação. Além disso, ela ajuda a exercitar a capacidade de resolver problemas na prática.

2) Integra a escola e a comunidade

O entusiasmo dos alunos acaba aproximando os pais da escola e a própria comunidade ao seu redor, através da doação de sucatas, por exemplo, que colaboram no processo de construção dos robôs.

3) Estimula a criatividade

Os alunos são estimulados a criar de inúmeras formas, produzindo protótipos, exercendo diversos papéis e desenvolvendo o raciocínio independente na construção do conhecimento lógico. A motivação acontece de forma lúdica e dinâmica, incentivando a passarem por desafios e etapas, com mais interação social, colaboração e cooperação.

Créditos da foto: Débora Garofalo

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Fonte: https://novaescola.org.br/conteudo/9088/7-beneficios-para-trabalhar-com-a-robotica-com-sucata

Este robô pode ajudar a ensinar sobre a natureza brasileira

Professores criaram um projeto que utiliza materiais eletrônicos descartados para desenvolver um robô que percorreu um mapa do Brasil, executando diversas tarefas nos diferentes biomas do país.

Leonardo Mendes e Paloma Sanchez são professores de programação e ciências no Colégio Jesus Maria José, em Poços de Caldas/MG. A proposta do projeto foi integrar os conteúdos de ciências, robótica e programação e surgiu no intuito de juntar as matérias em uma atividade que os alunos gostassem de executar.

O projeto foi organizado em etapas e, na primeira, os alunos fizeram pesquisas sobre os biomas brasileiros, onde puderam identificar as características e problemas de cada um. Com o diagnóstico, os estudantes desenharam cada bioma para a confecção de um tapete. Nele, o robô, então, iria executar as atividades e desafios que seriam propostos.

O próximo passo era criar o robô e, para isso, foi solicitado aos alunos que trouxessem materiais eletrônicos que não tivessem mais utilidade em suas casas. Esses equipamentos então foram desmontados e as peças que ainda tinham utilidade foram aproveitadas para elaboração de protótipos. Quando ficaram prontos, os estudantes perceberam melhor o funcionamento das peças e partiram para a construção e programação do robô.

Com os desenhos dos biomas já feitos, foram criadas tarefas para o robô executar em cada um desses biomas. No Pantanal, por exemplo, o desafio era resgatar jacarés que estivessem presos. Na Amazônia, a missão era prender traficantes de madeira. Assim, cada bioma tinha uma tarefa a ser executada.

Além de programação e ciências, o projeto também envolveu trabalho em equipe, raciocínio lógico, conhecimentos de eletrônica e reciclagem de aparelhos eletrônicos.  O resultado foi alunos muito envolvidos e com muita empolgação na busca de novos conhecimentos.

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Fonte: http://porvir.org/robo-de-sucata-eletronica-cumpre-missoes-para-proteger-natureza/

Esta horta pedagógica está mudando a cabeça das crianças

Professora de Curitiba/PR desenvolveu um projeto de horta e o resultado foi além de uma alimentação saudável. Confira!

Suellen Oriana Kricky leciona ciências e matemática em um colégio de Curitiba/PR e percebeu que muitos de seus alunos nunca haviam tido contato com a terra antes (e outros tantos nunca haviam sentido o sabor de um vegetal). Além dessa percepção, a professora vinha observando que os lanches, trazidos pelos estudantes, eram de baixa qualidade nutricional. Foi então que ela teve uma ideia.

A professora resolveu criar uma horta pedagógica, com a intenção de que os alunos colocassem a mão na massa e, no final do projeto, reconhecessem o valor daquele trabalho, com os frutos produzidos, trabalhando também a educação financeira.

Pesquisas e mão na massa

O primeiro passo foi incentivar as crianças a pesquisarem sobre os tipos de agricultura brasileiros. Além da pesquisa, ela mostrou aos alunos o vídeo “A História de João das Alfaces” (https://www.youtube.com/watch?v=N4pqg–jHXM), que é produzido pela Embrapa. Depois de debaterem em sala de aula, foi decidido que o modelo agroflorestal seria utilizado para a horta, pois argumentaram ser o mais sustentável.

Depois de escolhido o modelo a ser utilizado, o próximo passo foi compreender a biodiversidade, observando o bosque que existe na escola. Os alunos perceberam que existem diversos tipos de vegetais convivendo no mesmo espaço, que é uma horta já existente no colégio e que foi utilizada para o cultivo do projeto.

“Um fato curioso é que alguns alunos notaram que em uma parte do espaço havia sido plantada apenas couve e que as folhas estavam tomadas pelos pulgões, então aproveitei para discutir como evitar a proliferação desses insetos nos vegetais com receitas de repelentes naturais. Também havia muitas joaninhas no local e aproveitei para trabalhar cadeia alimentar, pois crianças nesta faixa etária acham que as joaninhas são herbívoras e puderam comprovar na prática qual seu alimento preferido (algumas espécies se alimentam de outros insetos).”, aponta Suellen.

A preparação do solo da horta foi realizada por um funcionário do colégio e a direção financiou o projeto. Quando as mudas e sementes chegaram, os estudantes foram orientados a fazer o plantio e a semeadura. Com muita empolgação, foram plantadas cenoura, babosa, beterraba, rúcula, alho-poró, abobrinha, alface verde e roxa, tomate, rabanete, couve erva doce e até limoeiros.

Ao longo do desenvolvimento da horta, a cada duas semanas, as crianças acompanharam a germinação das sementes e o crescimento das mudas, retirando as plantas concorrentes e mantendo a reposição da matéria orgânica sob o solo. Também havia uma pessoa responsável pela rega diária.

Uma horta repleta de legumes

Em dois meses já havia matéria-prima suficiente para fazer uma salada. Segundo Suellen, foi uma experiência e tanto, pois a grande maioria das crianças aprovaram. Um efeito muito positivo foi que, aquelas que apresentavam certa resistência a verduras, foram incentivadas a experimentar e, para surpresa dos professores, quase todas aceitaram, comeram e ainda pediram mais.

Educação Financeira também foi trabalhada

Finalizando o semestre, era hora da colheita. E com os legumes colhidos foi feita uma torta de legumes. Como não foi possível plantar todos os ingredientes, a professora levou os estudantes a uma feira orgânica e aproveitei para trabalhar a educação financeira aplicada a compra dos produtos, trabalhando com sistema monetário e cálculo mental (calcular o troco, por exemplo). Cada estudante levou 5 reais e tiveram de organizar o orçamento para aquisição do restante dos ingredientes para a torta.

Ainda no campo da educação financeira, Suellen trabalhou com o objetivo de que os estudantes percebessem a diferença de preço entre os produtos orgânicos e os convencionais e seu custo-benefício. Entrevistaram um produtor rural orgânico que mostrou como é definido o preço dos seus produtos e as crianças aprenderam que antes de pensar em um valor de venda, é preciso calcular quanto se paga de tributos, transporte, funcionário e aluguel da barraca.

Resultado

Com o desenvolvimento do projeto, a professora percebeu gradativamente o desenvolvimento da autonomia das crianças para argumentar. Eles não só repensaram seus hábitos alimentares, como sensibilizaram suas famílias a respeito dos problemas apresentados. Também ficou evidente o quanto as crianças aprenderam a respeitar o ambiente, os pequenos produtores e a sua própria saúde.

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Fonte: http://porvir.org/projeto-de-horta-pedagogica-motiva-criancas-refletirem-sobre-alimentacao-saudavel/

Esta escola criou um projeto pedagógico sobre respeito aos animais

Depois que dois cães foram adotados, esta escola resolveu que era o momento de conscientizar os seus alunos sobre a importância de respeitar os animais.

Localizada em Recife/PE, a Escola Municipal de Tempo Integral Antônio Heráclio do Rego adotou dois cachorros que viviam em situação de rua e colocou no currículo escolar o projeto pedagógico “Cãolega”, que conscientiza os alunos sobre a importância de respeitar os animais.

A ideia surgiu depois da adoção dos cães Júlia e Júlio. A presença de ambos, somada à resistência de algumas mães em aceitá-los no ambiente escolar, levou a diretora a criar o projeto.

Projeto Cãolega

Temas relacionados ao respeito aos animais e ao meio ambiente passaram, então, a ser trabalhados em sala de aula. Após o início do projeto, os cerca de 350 alunos da instituição foram incentivados a apresentar trabalhos sobre o assunto.

De acordo com a administração do colégio, a convivência dos alunos com os dois cachorros, que são vacinados, vermifugados e acompanhados por médicos veterinários, fez com que as crianças amadurecessem e desenvolvessem noções de responsabilidade, além de terem melhorado o desempenho escolar deles e a convivência com os colegas.

O convívio com Júlia e Júlio fez, também, com que vários estudantes se inspirassem na atitude da vice-diretora e decidissem adotar animais.

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Fonte: https://www.anda.jor.br/2019/05/escola-adota-caes-inclui-respeito-aos-animais-no-curriculo

Nesta escola os alunos pagam a mensalidade de uma forma inovadora

Esta escola encontrou uma forma de ajudar o meio ambiente com a ajuda de seus alunos. Confira!

Em todas as semanas, os alunos da escola Akshar Foundation School levam, ao menos, 25 itens de plástico descartável à instituição. A ideia é ensiná-los sobre noções comunitárias básicas, evitando queima de plásticos para fins de aquecimento, por exemplo.

Segundo os responsáveis pela instituição, as “mensalidades” pagas com plástico ajudam a estimular um senso comunitário entre alunos, pais e escola. Os alunos também criam “tijolos ecológicos” a partir de garrafas plásticas.

Além disso, muitas dessas crianças desprivilegiadas tinham deixado a escola para ganhar dinheiro, mas aqui encontraram uma maneira de ajudar no orçamento de casa enquanto aprendem. A escola paga as crianças mais velhas por hora para ensinar as mais novas. À medida que avançam academicamente, seu salário aumenta.

A escola começou com 20 alunos. Hoje, são mais de 100 estudantes aprendendo em cabanas de bambu.

Créditos da foto: Reprodução/BBC

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Fonte: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2019/06/10/a-escola-onde-criancas-pagam-mensalidade-com-plastico.ghtml

Esta professora brasileira ganhou destaque internacional com sucatas. Entenda

Débora Garofalo mostrou que é possível unir tecnologia, aprendizagem, sustentabilidade e ação social e entrar para a lista dos 10 finalistas do prêmio Global Teacher Prize 2019, considerado o nobel da educação.

Com seu projeto de ensino de robótica com sucata para estudantes de escola pública, a professora foi a primeira selecionada entre 10 mil candidatos de várias nacionalidades para estar entre os dez melhores professores do mundo.

Desde o início do projeto, em 2015, mais de uma tonelada de materiais recicláveis foram retirados das ruas da cidade de São Paulo e transformados em protótipos, resultado de um trabalho em fase de teste na Escola Municipal de Ensino Fundamental Almirante Ary Parreira, na Vila Babilônia, Zona Sul.

“O projeto de robótica com sucata nasceu da vontade de transformar a vida das crianças da periferia aqui da cidade de São Paulo. Eu sempre acreditei, como professora, que a educação só faz sentido se ela puder ser significativa e se ela puder ter esse caráter transformador”, disse Débora em entrevista para a EBC.

A tecnologia inovando a educação

O nascimento deste projeto foi uma resposta à realidade local, já que a comunidade sofria com enchentes e lixo nas ruas. As crianças relatavam que, em dias de chuva, elas não iam para a escola porque as casas alagavam, o acesso para ir para à escola alagava e muitas vezes elas perdiam tudo.

A partir de uma simples ideia e muita disposição, jovens de 6 a 14 anos aprendem sobre montagem de motor, circuitos e programação para, então, adquirirem autonomia e construírem protótipos do zero. Já foram construídos brinquedos, um pequeno semáforo, uma máquina de refrigerante, robôs, barata e aranha robóticas, além de soluções para questões práticas da vida.

O lixo da comunidade diminuiu, os alagamentos reduziram, os casos de dengue e leptospirose vindos dessas enchentes foram amenizados. As crianças aprenderam a trabalhar em equipe, a desenvolver seu senso de criatividade e cidadania, a entender que tem poder de ação sobre suas próprias comunidades.

Créditos da imagem: Divulgação/http://deboragarofalo.educapx.com/robotica-com-sucata.html

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Fonte: https://epocanegocios.globo.com/colunas/Novos-tempos/noticia/2019/03/robotica-ensino-e-sustentabilidade-licoes-de-uma-professora-premiada.html?utm_source=linkedin&utm_medium=social&utm_campaign=post

Veja o que estes estudantes produziram para um Carnaval mais sustentável

Em projeto desenvolvido em escola do Rio de Janeiro/RJ,  as matérias de biologia, física, matemática, português e química foram unidas para transformar o Carnaval. Saiba mais!

Professores do Colégio Marista São José Barra, no Rio de Janeiro/RJ, se uniram para produzir, junto aos alunos, bioglitter. Mais do que um projeto sustentável, houve uma união de diferentes conteúdos. Em química, além de aprenderem o processo de confecção de bioglitter, que utiliza uma mistura de gelatina e corante natural feito de beterraba, repolho roxo e cenoura, os alunos também pesquisaram sobre ebulição e fórmulas químicas.

Bioglitter (Créditos: Divulgação)

Bioglitter (Créditos: Divulgação)

Já na área da biologia, foram discutidos os efeitos do plástico no organismo dos seres vivos, como na da fauna marinha, que tem constantes notícias sobre problemas devido ao descarte do material. Na física, trabalhou-se com cor e luz. Em português, o professor auxiliou os alunos na criação de tutoriais. Para falar de quantidades, proporções e volumes que seriam usados na produção, o professor de matemática foi o responsável.

Além da produção do material, cada turma desenvolveu uma atividade diferente. No ensino fundamental, o nono ano está criando um tutorial para elaboração do bioglitter. Já no ensino médio, o primeiro ano produz um site com informação sobre bioglitter, o segundo ano começou uma pesquisa científica e o terceiro ano é responsável por uma proposta de comercialização do material.

Ecoconfete

Juntamente ao bioglitter, os professores e alunos também desenvolveram o ecoconfete. Utilizando folhas caídas das árvores, as turmas do sexto ao oitavo ano do ensino fundamental fizeram pesquisas e criaram confetes ecológicos em formato de coração, floco de neve, quadrado e bolinha. O melhor é que depois esse material não precisa ser recolhido, ele pode ser varrido para o canteiro do colégio onde vai se tornar adubo.

Que achou das ideias, professor(a)? Comente abaixo!

Créditos da imagem: divulgação

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Fonte: http://porvir.org/estudantes-produzem-bioglitter-e-ecoconfete-para-curtir-carnaval-sustentavel/

Esta escola dá um destino surpreendente às sucatas

Presente em 35 países, Engineering for Kids oferece cursos de engenharia para crianças em sede própria e também em escolas privadas.

Na Engineering for Kids, garrafas plásticas e elástico viram bumerangues e catapultas, com o propósito de ensinar o conceito de energia. Pontes que lembram a estrutura de treliça (muito utilizada nos Estados Unidos) são construídas a partir de palitos de sorvete e balas de goma.

Canudos se transformam em foguetes, e marshmallows viram astronautas que não podem cair quando a aeronave pousa. Com o slime, geleca que virou febre entre a criançada, é possível ver na prática a alteração das propriedades químicas das matérias.

É através das sucatas, que a escola Engineering for Kids Brasil ensina conceitos de engenharia para crianças de 4 a 14 anos. Também há aulas de programação e robótica. São cursos livres e pagos que ocorrem no período do contraturno escolar das crianças.

Presença mundial e no Brasil

A escola é uma franquia presente em 35 países, criada pela americana Dori Roberts, que dava aulas de engenharia para crianças em escolas dos Estados Unidos. A única unidade do Brasil fica na Vila Nova Conceição, na Zona Sul de São Paulo, e foi inaugurada no início deste ano.

Atualmente cerca de 150 crianças frequentam os cursos regulares uma vez por semana. A maioria tem até 10 anos, e cerca de 40% é menina. A Engineering For Kids também oferece oficinas em cinco escolas particulares da cidade de São Paulo. No ano que vem, o proprietário Rodrigo Oliveira Alhadeff quer fechar parcerias com instituições filantrópicas e atingir alunos da rede pública.

“É muito legal quando acaba a aula e a criança não quer ir embora, é bom ver o quanto elas se divertem, ainda mais sabendo que estamos impactando na educação delas. Uma das nossas preocupações era oferecer educação, e não entretenimento disfarçado de educação”, afirma.

Alhadeff formou-se em engenharia pela Poli na (USP) Universidade de São Paulo, fez MBA no exterior, trabalhou em bancos no Brasil e foi gerente nacional de vendas da Livraria Cultura. Do último emprego, herdou o gosto de ver as pessoas buscando lazer e educação. “Queria algo que enchesse os olhos nas pessoas, e como na época meus filhos tinham 5 e 8 anos, tinha acesso direto ao perfil do meu público.”

O engenheiro orgulha-se ao contar que já sente o impacto do trabalho da escola nos alunos. “Estamos com uma criança que sofria bullying na escola, sempre ficava de lado, depois que veio para Engineering For Kids mudou e ficou mais autoconfiante.”

Experimentos que empolgam os alunos

O currículo é padronizado em todas as unidades da escola e formatado por uma equipe de oito pessoas na sede nos Estados Unidos. A pedagogia é baseada no método desenvolvido pela empresa de consultoria Falconi chamado de PDCA que é originado dos verbos plan (planejar), do (executar), check (verificar) e act (agir).

Neste modelo os alunos são inspirados em perguntar qual o problema, pensar em possíveis soluções, projetá-las, construir o modelo com base nessa projeção, testá-lo e melhorar o que foi implementado.

Por conta da metodologia, durante as aulas práticas os professores fazem com que as experiências não funcionem na primeira vez para que a criança pense o que deu errado e faça mudanças para melhorar o projeto.

“Além da prática, tem a parte teórica. Quando falamos dos foguetes, contamos que ele foi inventado em 1300 pelos chineses para se defender de uma tentativa de invasão mongol. Já existia foguete em 1300 e fui aprender aqui. Até para nós adultos é interessante. Trazemos a história do tema e no final há um resumo para reforçar os principais pontos de aprendizado”, diz Alhadeff.

Uma das atividades que faz sucesso entre os alunos é a simulação de uma mineração de cookies cujo o impacto ambiental é avaliado a partir do volume de farelo gerado no entorno.

“Vendemos materiais mais caros e mais eficientes, e mais baratos e menos eficientes. Vira diversão comprar e vender o chocolate sendo minério de ferro”, explica.

Outra missão dos alunos durante as aulas é impedir que o óleo que vazou no mar se alastre até a praia. O “desastre ambiental” na verdade é um pouco de azeite jogado em uma bacia com água e areia. Os alunos precisam comprar materiais que tenham capacidade de absorver o azeite e conter o vazamento hipotético.

Robô herói e jogador de basquete

As atividades de engenharia e robótica podem ser feitas por crianças com idade a partir de 4 anos, mas para a programação, pela complexidade do tema, a idade mínima é de 7. Mesmo os alunos menores têm acesso às noções e ferramentas básicas de programação, e os desafios crescem à medida do tempo do curso.

Entre as atividades que envolvem robótica e programação estão a do robô que joga basquete e o que tem a missão de salvar o patinho de um terremoto. “A criança programa o robô para andar, parar e tentar acertar a bolinha na cesta. Também tem o que limpa os detritos do terremoto até salvar o patinho e que precisa reconstruir a ponte para passar.”

Além dos cursos, a escola promove atividades de robótica em festas de aniversário. Os convidados constroem robôs que lutam a partir dos comandos do controle remoto. As crianças também utilizam o sensor de cores para manter os robôs dentro da arena.

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Créditos da foto: divulgação

Fonte: http://porvir.org/com-sucata-escola-ensina-engenharia-para-criancas-a-partir-de-4-anos/