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Projeto busca o contato com a natureza para as crianças

Não há mais como negar que a importância da tecnologia, no meio educacional, tem crescido a passos largos. Mas, em meio a isso, não podemos excluir a natureza do convívio das crianças. Pesquisas mostram que tem aumentado o percentual de jovens diagnosticados com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade – TDAH, e muito do crescimento dessa estatística envolve a falta de atividades ao ar livre no cotidiano deles.

Para levar mais contato com o meio ambiente, a organização sem fins lucrativos Eden Trust, no Reino Unido, criou o projeto educacional Eden Project, ou Projeto Éden. Ele é um complexo localizado no condado de Cornwall (Cornuália), sudoeste da Inglaterra, e reúne espécies naturais de todo o mundo preservadas em estufas parecidas com grandes bolhas, que reproduzem biomas. Como em um jardim botânico, o espaço estimula os visitantes a se conscientizarem sobre a importância das plantas para a vida humana.

O projeto é bastante voltado para crianças e jovens, com atrações e programação especial para os pequenos, em seu espaço físico, e ainda possui material didático e treinamentos especiais para escolas e professores, entre muitos outros recursos. Seu foco é na sustentabilidade e na relação humana com a natureza, e segundo Sam Kendall, gerente de Educação do Eden, colocar as crianças hiperconectadas de hoje para aprender ao ar livre, fora do ambiente tradicional e fechado da sala de aula, não é algo excludente, mas sim complementar, em relação ao uso das tecnologias.

A ideia principal é tornar comum a prática das atividades ao ar livre, para que isso seja parte do que acontece na escola, através da criação de experiências fantásticas, atraentes, divertidas e poderosas.

Fonte:
http://porvir.org/projeto-britanico-aposta-contato-natureza-para-formar-cidadaos/

Nunca é tarde para sonhar

Inúmeros são os exemplos de pessoas famosas, que antes de tornarem-se bem sucedidos em suas carreiras, passaram por empregos que não eram suas verdadeiras vocações. Walt Disney, antes de ser o fundador da The Walt Disney Company, foi editor de jornal e chegou a ser demitido, curiosamente, porque “lhe faltava imaginação e não tinha boas idéias”. O cantor Andrea Bocelli trabalhou como advogado de defesa até os 34 anos, após graduar-se em direito na Universidade de Pisa, quando então deixou seu emprego para cantar em tempo integral e tornar-se um dos maiores cantores contemporâneos.

Durga Kami, um nepâles de 68 anos e com 8 netos talvez nunca seja famoso como os exemplos citados acima, mas assim como Disney e Bocelli, resolveu correr atrás de seu sonho: ser professor. Como a maioria das pessoas que saem da zona de conforto, para alcançar seus objetivos, as dificuldades sempre estão em volta. Para estudar, ele precisa caminhar uma hora para ir e voltar todos os dias, seis vezes por semana.

Kami nasceu Dalit, a casta mais inferior da sociedade nepalesa e por isso não conseguiu completar os estudos quando era jovem e a morte de sua mulher lhe inspirou para retornar aos estudos, já que segundo ele vai à escola para esquecer a tristeza. A mentora para que seguisse atrás de seu sonho foi uma professora que lhe fez a proposta, fornecendo material escolar e uniforme.

Seu objetivo, quando virar professor, é levar a educação a outros Dalit e inspirar outras pessoas mais velhas a recuperar o tempo que ficaram sem acesso aos estudos. Segundo Sagar Thapa, um colega de classe de Kami, no começo foi estranho a presença de alguém com a idade do idoso, mas com o tempo passou a gostar da companhia. O jovem conta que os outros alunos ajudam Kami a se superar.

“Baa”, como Kami é também conhecido pelos colegas (que significa “pai”), participa de todas as atividades, inclusive dos jogos de volêi e frequentar o que equivale ao nosso 9º ano. Ele aproveita a agitação dos cerca de 200 jovens que frequentam a escola, diferentemente do silêncio do local onde mora, que muitas vezes, sofre até com a falta de luz.

 

Fontes: Hypeness 

Ensino envolto à natureza

A sustentabilidade, cuidados e inserção à natureza têm sido assuntos levantados em ambiente escolar e mostram a importância sobre estarmos em sintonia com o meio ambiente. E as crianças são as maiores responsáveis por colocar em prática os ensinamentos para a construção de um futuro mais ecológico. É o caso da escola Golden Bridges, em São Francisco, nos Estados Unidos.

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A instituição é voltada ao ensino pré-escolar e fundamental, e atualmente os 55 alunos assistem às aulas ao ar livre e usam barracas como abrigo, quando o clima exige. E as diferentes ideias para essa diferente escola não param por aí: o arquiteto Stanley Saitowitz, da Natoma Architects é projeto a transformação do ambiente escolar, mas sem deixar de lado o respeito ao meio ambiente, que é um dos principais valores do colégio.

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E esse respeito ao meio ambiente se reflete em mudanças importantes, como a construção de um edifício coberto de plantas, que deverá ocupar 30% da área escolar e dará abrigo a salas de aula e espaços de encontro. O projeto contará com um telhado verde para retenção de água, isolamento e também servirá como habitat natural para polinizadores. Já a fachada exterior do prédio terá revestimento de plantas, dando a aparência de “colina” para a escola, com seu interior revestido de madeira. Na parte de trás, haverá uma área envidraçada, que permite a entrada de luz natural, reduzindo a necessidade de eletricidade.

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A proposta da escola também engloba a igualdade social, já que, mesmo sendo privada, cada estudante paga o que pode. Assim o ambiente proporciona uma grande diversidade entre os estudantes, permitindo maior convívio com as diferenças sociais da área. Há ainda de ser mencionado que essa é a primeira escola agrícola americana localizada em um centro urbana, permitindo que crianças criadas em ambientes muito urbanos tenham seus primeiros contatos com a natureza.

 

 

Fontes: Hypeness 

A primeira escola 100% sustentável da América Latina

O Uruguai acaba de dar um grande passo, quando se fala em educação e sustentabilidade: a criação da primeira escola 100% sustentável da Américana Latina. Com dois mil pneus, cinco mil garrafas de vidro, dois mil metros quadrados de papelão e oito mil latas de alumínio, Michael Reynolds foi quem projetou a construção de 270 m².

Reynolds é norte-americano e nos anos 60 percebeu o “abandono do ser humano pela arquitetura” e então fundou, há 45 anos, a Earthship, especializada em edifícios sustentáveis e de baixo custo. A escola de Jaureguiberry, no Uruguai, tem placas de energia solar e moinhos de vento para gerar energia, além de hortas para a produção de alimentos orgânicos. Cerca de 60% do material utilizado para a construção do colégio, é reciclado. O projeto contou com 200 voluntários do Uruguai e de outros países que colocaram a mão na massa durante as sete semanas de construção, aprenderam o método de Reynolds e poderão replicá-lo pelo mundo.

A escola sustentável atenderá cerca de cem alunos por ano, com o objetivo maior de fazer dela um um espaço de encontro para a comunidade, setor público e privado, com aprendizados sobre inovação e sustentabilidade desde a construção até as aulas.

 

Fonte: Hypeness 

 

Aprendendo inglês na horta

Imagem: divulgação

A Phil Young’s English School, em Curitiba, vem apostando na experiência que se transforma em aprendizado para suas aulas de inglês. A iniciativa caminha junto com as transformações que vêm ocorrendo mundo a fora nos processos de educação, e que visam potencializar o desenvolvimento das crianças como seres humanos questionadores e atuantes na sociedade.

Nesse cenário, a escola criou o Student Vegetable Garden. Trata-se de uma horta comunitária voltada para os alunos das turmas Phil Kids e Pre-Teens, que vai de 7 a 11 anos. Nas aulas, os alunos plantam e aprendem sobre temas relacionados ao meio ambiente, ao mesmo tempo em que assimilam outras línguas. Ao final do ciclo, eles colhem e comem o que plantaram, em um evento comemorativo chamado Festa da Salada.

A escola também desenvolve um projeto na área de reciclagem, organizando um sistema de separação e reciclagem de lixo na escola, que já reduziu o desperdício de insumos em torno de 20%.

Estes projetos existem desde 2008 na Phil Young’s English School, envolvendo os funcionários e também as famílias das crianças nessa atmosfera de cidadania e consciência ambiental.

 

Fonte: Hypeness

 

Um bosque tecnológico

Os alunos da EMEF Ernesto Gurgel Valente, de Aquiraz/CE, colocaram em prática o tema sustentabilidade que aprenderam em sala de aula. Diante da grande quantidade de lixo, árvores sendo cortadas e depredadas, e da observação de que espécies de animais e plantas estavam se extinguindo no bosque próximo à escola, viram que era necessário tomarem uma atitude: começaram a pesquisar registros históricos da cidade e do bosque, conseguindo fotos e entrevista com moradora antiga da localidade.

Houve então um grande mutirão de limpeza no bosque e, após sua realização, os alunos começaram o mapeamento das espécies de plantas existentes e das áreas desmatadas, através da criação de um mapa no Google Maps, com marcadores e desenvolveram placas, que foram colocadas juntos às árvores com o nome de cada espécie. Além disso, aconteceu o plantio de mudas de espécies típicas da região. Houve então a percepção de que era necessário o monitoramento do crescimento delas. Para isso, criaram equipes e montaram um calendário de visitas.

Com a ajuda de professores, criaram um formulário para observação e com tablets disponibilizados pela escola, saíram a campo e fizeram os registros da flora local. As plantas que precisavam de água eram regadas e aquelas com problemas de insetos receberam medicamento caseiro.

Batizado de “Reflorestamento e Tecnologias Móveis”, o projeto tem tido grande êxito, e os estudantes do 8º ano que participaram do projeto em 2015 estão sendo preparados para ajudar os alunos do 6º, que são responsáveis pela continuidade do programa este ano. As ações de melhoria do bosque já repercutiram por toda a cidade e o grupo tem inclusive canal direto de comunicação com a prefeitura e algumas das secretarias, para onde podem enviar gráficos, vídeos e slides com as atividades que foram realizadas. Além disso, receberam a doação de bancos e lixeiras de empresas que souberam da iniciativa.

O bosque virou um grande laboratório vivo e as aulas das turmas acontecem muitas vezes por lá. E o projeto é uma grande demonstração de que o protagonismo e engajamento dos alunos está crescendo, com consciência sustentável e bom uso de tecnologias.

 
Fonte: Porvir

Aplicativo desenvolvido por estudantes brasileiras é destaque em feira americana

Aplicativo desenvolvido por estudantes brasileiras é destaque em feira americana

Um grupo de estudantes do Recife criou um aplicativo para ensinar as crianças a usar a água de forma racional. A ideia das estudantes foi tão boa que elas ganharam o reconhecimento até de uma feira importante de inovação nos Estados Unidos, a Technovation Challenge. Elas são as únicas brasileiras inscritas na mostra, que traz as melhores inovações feitas por jovens em todo o mundo.

O projeto leva o nome de The Last Drop (a última gota, em tradução literal) e foi feito por cinco alunas da Escola Técnica Estadual Cícero. A ideia surgiu devido à crise hídrica vivida pelo país desde o ano passado.

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Aplicativo ajuda a criar uma consciência sobre a importância da água e atenta para a crise hídrica vivenciada no Brasil nos últimos anos

“Escolhemos o tema porque um problema que não é só nosso, mas do mundo todo”, diz Gabrielle Lopes, 16, uma das desenvolvedoras do projeto. “Tivemos de desenvolver o jogo em dois meses, para cumprir o prazo do concurso, o que foi um desafio para nós”, conta.

No aplicativo, a protagonista Victoria tem um tempo limitado para encontrar todas as maneiras em que pode ajudar a combater o desperdício em uma das cinco fases. A escola onde as meninas estudam oferece cursos de desenvolvimento e design digital, o que facilitou na criação do aplicativo inovador.

Elas contam que algumas pessoas se surpreendem quando descobrem que o projeto foi feito apenas por meninas. Afinal, apesar de consumirem muita tecnologia no mundo, as mulheres ainda não participam muito da criação de inovações tecnológicas.

Christiane Poppi, diretora-executiva no Brasil do Technovation Challenge, afirma que ainda existe muito preconceito com o trabalho da mulher nas novas tecnologias e nas inovações. “O estímulo à participação feminina vem de encontro com o preconceito que as mulheres sofrem todos os dias, em todas as áreas.” Ela ainda afirma que a grande maioria das meninas nem pensa na tecnologia como uma possível escolha de profissão. “Já está enraizado na nossa sociedade que tecnologia não é coisa de mulher.”

A executiva disse ainda que a participação do Brasil no troneio internacional vem crescendo a cada ano. O Brasil é um dos destaques da feira, que conta com 26 países participantes e mais de 6 mil projetos inscritos.

Fonte da imagem: Folha de São Paulo (www.folha.com.br)