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As vantagens dos jogos na educação

Veja um exemplo de como os jogos são benéficos à educação.

Na sala de aula da Escola Eliezer Max, os livros dividem espaço com jogos de computador. Por lá, o ensino é de programação já faz parte do currículo escolar.

Os alunos aprendem a programar através da criação de jogos e jogando os criados por outros, tornando o processo de aprendizado muito mais produtivo do que somente a absorção de conteúdo dado pelo professor. Assim, também se tornam protagonistas da tecnologia.

O ato de jogar traz diversas vantagens, como interpretação e resolução de objetivos de determinado jogo, por exemplo; há também os jogos que ocorrem em velocidade rápida, que exigem atividades multitarefas, como correr e atirar ao mesmo tempo. Inclusive, pesquisadores estrangeiros, como a cientista cognitiva Daphne Bavelier e o educador James Paul Gee, falam sobre outras características que os games elevam a quem os utiliza, como pensamento rápido, perseverança, mapeamento e teste de hipóteses.

Obs: a matéria foi realizada anteriormente ao período de pandemia, mas fica de inspiração para após tudo isso passar.

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Créditos da imagem: Xalingo Brinquedos
Fonte: O Globo

3 jogos para introdução da geometria

Parte do cotidiano dos alunos, a geometria é um dos conceitos matemáticos mais importantes na educação. E para auxiliar você, professor, a ensinar sobre as propriedades de cada uma das figuras geométricas básicas, trazemos 3 dicas de jogos que podem ajudar na introdução sobre conceitos como simetria, área e volume de formas geométricas. Confira!

1) Azulejo de formas

Neste jogo, as crianças terão que organizar blocos de modo que cubram uma forma destacada. O objetivo é treinar a composição de formas bidimensionais a partir de blocos poligonais. Acesse para saber mais: https://novaescola.org.br/conteudo/6833/azulejo-de-formas

2) Um momento de reflexão

Utilizando tijolos para construir uma figura simétrica, esse jogo vai auxiliar as crianças a compreender as noções de simetria. Saiba mais: https://novaescola.org.br/conteudo/6818/um-momento-de-reflexao

3) Medidas de área

A proposta deste jogo é que a turma utilize unidades quadradas de diferentes maneiras. Em um dos desafios, o número de quadrados fornecidos não é suficiente para cobrir o retângulo. Assim, os estudantes precisam estudar sobre o conceito de área. Saiba mais sobre o jogo: https://novaescola.org.br/conteudo/6835/eleve-ao-quadrado

Obs: Para utilizar os jogos, é necessário cadastro no site da Revista Nova Escola.

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Sugestão de imagem: Freepik
Fonte: Nova Escola

Exemplos de como a tecnologia auxilia a Educação

De acordo com Augusto Cury, uma criança de sete anos de idade tem mais informação que o imperador romano tinha no auge de Roma. Isso só é possível por causa da internet, porque, por intermédio dela, nós temos acesso quase que ilimitado a inúmeros conteúdos.

A facilidade em como as crianças podem ter acesso à informação hoje em dia mostra como a educação só ganha com a tecnologia ao seu lado.

Enquanto as fontes, até os anos 90, se limitavam a materiais impressos, como enciclopédias, hoje temos o YouTube Edu, com conteúdos filtrados e analisados para veracidade de suas informações.

Existem, também, iniciativas com conteúdo completo e nivelado, caso do Khan Academy. A iniciativa é de um empreendedor da educação chamado Salman Khan, que vem revolucionando e impactando mundialmente pessoas ao redor do mundo. Por intermédio de uma plataforma on-line e de um app que possui ambiente de gamificação, a criança aprende conteúdo de extrema qualidade e de forma gratuita em qualquer canto do planeta.

Aliás, outro importante exemplo é a existência de uma área no buscador do Google dedicada a artigos acadêmicos, chamada de Google Acadêmico. Caso você queira pesquisar sobre assuntos específicos, como, por exemplo, psicologia infantil, educação socioemocional, entre outros, essa ferramenta busca o que há de mais atual. A tecnologia na educação, portanto, veio para facilitar o aprendizado e a obtenção de conhecimento.

Além disso, outras tecnologias deixam as aulas mais atrativas e dinâmicas.

PhET Colorado

É uma plataforma de experimentos científicos digitais, ou seja, um simulador de experimento real e muito visual, que acaba facilitando a absorção do conhecimento.

Universe Sandbox

Simula os efeitos da gravidade nos objetos no universo, sistema solar, além de abordar outros assuntos da astronomia, dessa maneira, você pode ver as teorias complexas da física ao invés de simplesmente aceitá-las.

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Créditos da imagem: Freepik
Fonte: Folha Vitória

Esta plataforma mostra, aos pais, como os filhos estão aprendendo

Em tempos de pandemia e aulas remotas ou híbridas, a Educação pode ter um maior acompanhamento de pais que estão trabalhando em modelo home office. E esta plataforma pode ser uma excelente ferramenta para isso. Saiba mais!

Com as mudanças ocorridas devido à pandemia, muitos pais e responsáveis migraram seus trabalhos para o modelo home office, possibilitando assim uma aproximação maior ao processo educacional de seus filhos. Mas isso nem sempre pode ser tão positivo, uma vez que não ter uma formação pedagógica adequada para fornecer esse apoio, pode, em muitos casos, ser prejudicial para crianças e jovens.

Mas para que os responsáveis possam acompanhar sem prejudicar o processo das crianças, existem plataformas educacionais que oferecem relatórios das atividades realizadas pelos estudantes, o que pode apoiar professores e pais a notar como cada estudante está progredindo. A Eduten Playground é uma delas.

Essa plataforma finlandesa auxilia crianças e jovens de 6 a 15 anos no desenvolvimento do raciocínio matemático. Renato Mendes Mineiro, professor universitário e consultor da Eduten, explica que, no modelo de ensino tradicional da educação, sem qualquer uso de tecnologia, identificar com precisão os assuntos e conteúdos que os alunos não dominam ou têm mais dificuldade é uma tarefa mais desafiadora. “Muitas vezes, um aluno que tirou nota cinco e vai para a recuperação não precisa ver todo o conteúdo de novo, mas sim só algum assunto pontual. A Eduten, por exemplo, ajuda a fazer essa identificação.”

Relatórios auxiliam a identificar necessidades

Combinando elementos de gamificação e inteligência artificial, a Eduten tem como proposta engajar estudantes em atividades de matemática e, com isso, melhorar os resultados de aprendizagem e facilitar o trabalho do professor, fornecendo relatórios de acompanhamento da evolução da turma e de cada estudante individualmente.

Uma das funcionalidades é, por exemplo, analisar quanto tempo os alunos permaneceram na plataforma e quanto tempo levaram para realizar cada atividade proposta. “Existe um gráfico que mostra o tempo de permanência e a pontuação de cada estudante. Enquanto a escola pode ver todos os alunos identificados, os responsáveis conseguem visualizar apenas o nome do seu filho. Um aluno que obteve pontuação baixa na plataforma pode ter ficado pouco tempo. Mas também é possível que um jovem que obteve pontuação boa tenha levado muito tempo para isso, mostrando que ele é empenhado mas tem dificuldade”, exemplifica.

São inúmeras as interpretações possíveis a partir dessa única tela: alunos que conseguiram boa pontuação em pouco tempo mostram ao professor que estão prontos para evoluir no nível de atividade. Outra funcionalidade é analisar cada questão de uma atividade, o que pode mostrar em quais subtemas ou conteúdos a turma tem mais dificuldade e precisa de revisões, direcionando melhor o trabalho do professor.

Onde a família entra?

Na opinião de Renato, os relatórios ajudam as famílias a entenderem melhor o ritmo de aprendizado dos filhos, como se organizam com as atividades de aula e também auxiliam, até mesmo, no contato com os professores.

“Uma frase comum por parte dos responsáveis é ‘eu não vejo você estudando’. Ao acessar a plataforma, o pai ou a mãe pode ver se isso é verdade ou não, de acordo com o tempo de permanência do aluno na ferramenta. Essas funcionalidades podem dar um panorama melhor para a família; é um jeito diferente de acompanhar a aprendizagem”, explica o professor.

Além disso, podem também servir para ajustar a cobrança em relação aos estudos dos filhos. Não faz sentido, por exemplo, exigir que crianças e jovens passem muitas horas estudando se, com menos tempo dedicado, já conseguem obter bons resultados e pontuações, avançando em seu processo de aprendizagem. “A Eduten também permite acompanhar quando os alunos entregam as atividades. Se vejo que meu filho está deixando tudo para o último dia, ao invés de fazer aos poucos, posso conversar com ele”.

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Fonte: Porvir

Este game pode ajudar nas suas aulas de História

Game aborda a Revolução Industrial na Inglaterra.

A Revolução Industrial foi um dos mais importantes momentos da história mundial e aprender sobre este período pode ter grandes vantagens através do jogo Industriali. Surgido através do Comunidades Virtuais, um centro de pesquisa da Universidade Estadual da Bahia (Uneb) que se dedica exclusivamente ao desenvolvimento de jogos educativos, o game trabalha conceitos da RI na Inglaterra.

Industriali é um dos mais de dez games já lançados pela instituição, que teve seu primeiro jogo desenvolvido em 2006: o Tríade, sobre a Revolução Francesa. As ferramentas criadas abordam desde o sistema imunológico até raíz quadrática, e são abertos e gratuitos para professores utilizarem em sala de aula com os alunos. Segundo Lynn Alves, pesquisadora e responsável pelo centro de pesquisa, os jogos permitem algo que é muito difícil de conciliar nas salas de aula de hoje: a multidisciplinaridade. Um mesmo game pode passar da história para a geografia, da literatura pra matemática. Ela começou a estudar a função educativa dos games há mais de 20 anos e enxerga eles como ponto a favor da educação.

Um exemplo que, segundo Lynn, justifica a escola se adaptar à nova realidade do processo de aprendizagem, está em uma pergunta que ela mesma ouviu de um aluno, durante um debate sobre Revolução Francesa: “aconteceu em Assassin’s Cred, né, professora?!”. O projeto mais recente do Comunidades Virtuais é uma plataforma desenvolvida com intuito de ajudar professores no ensino de alunos com necessidades especiais e déficit de atenção, conhecida como Gamebook. Ela trabalha com conteúdo multimídia, como jogos, vídeos e audiolivros, e o primeiro jogo dentro dessa plataforma é o Guardião da Floresta. Com personagens do folclore brasileiro, o estudante tem o desafio de solucionar problemas que vão exigir o treino de funções cognitivas importantes, como atenção, planejamento e memória.

Conforme a pesquisadora, os piores desempenhos escolares de crianças entre 8 e 11 anos estão ligados a déficits nessas funções básicas. É com esse período de idade que muitas crianças são descobertas com TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade).

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Créditos da imagem: Freepik
Fonte: El País

Rolou uma química nessa batalha

Aprender, através de brincadeiras e jogos, tem trazido cada vez mais resultados positivos em todo o mundo. E quando se utiliza um velho conhecido, como o clássico Batalha Naval para ensinar Química? Parece uma tarefa impossível, mas a americana Karyn Tripp utilizou o jogo com seus filhos.

Mãe de quatro filhos, ela transformou a tabela periódica em um mapa de batalha naval. A brincadeira é simples: os jogadores devem circular linhas de dois a cinco elementos para demarcar suas embarcações, e então brincar usando as coordenadas, como acontece no jogo normal.

De forma divertida, os seus filhos têm aprendido sobre os elementos da tabela, mesmo que eles ainda não saibam o que significam. Segundo ela, um de seus filhos que tem 8 anos, mas ainda não sabe química, adorou o jogo.

E você: tem alguma ideia de clássicos jogos que também pode ser ferramentas de ensino?

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Fonte: Galileu

Um jogo para ensinar educação financeira às crianças

A americana Ruby Taylor é assistente social, mas quando perdeu seu emprego, se viu em apuros. Até que pais de ex-alunos a ajudaram em sua ideia. Confira!

Após sofrer um acidente de carro, Ruby precisou se aposentar por invalidez, já que teve uma lesão cerebral. Além de todo o sofrimento do ocorrido, sua aposentadoria a deixou sem finanças, levando a ser despejada do condomínio onde morava.

Mas então começaram a surgir ajudas para que as coisas mudassem: um pai de ex-aluna a auxiliou a entender que ela deixou de se preparar financeiramente, uma vez que ela nunca havia aprendido sobre educação financeira. “Isso me fez perceber que não tinha acumulado riqueza, embora tivesse trabalhado”, conta.

Parte do que a assistente social ganhava, ela utilizava para ajudar os outros. “Se eu tivesse e alguém precisasse, eu colaborava. Paguei uma enfermeira particular para minha mãe e uma escola particular para meu sobrinho. Também ajudava meus alunos quando precisavam. A região em que trabalhei, na Pensilvânia, tinha diferentes níveis socioeconômicos, mas a maioria dos meus alunos vinha de origem pobre. Eu criava clubes do livro, comprava roupas e tênis”, afirmou.

Era hora de mudar

Ao receber a ajuda para entender mais sobre educação financeira, Ruby logo ligou os fatos ao histórico da comunidade negra muitas vezes não conseguir acumular riqueza. Mas não porque não quer. Porque não tem a orientação necessária. “Nós trabalhamos duro, mas alguns de nós não têm educação financeira para tomar as decisões necessárias. O racismo sistêmico contribui para essa falta de conhecimento. Eu li que em 2053, o patrimônio líquido médio dos afroamericanos será zero”.

Já aposentada, a americana decidiu que era hora de dar um novo rumo para a sua vida e começou a pensar em como poderia ajudar as crianças. Ruby se lembrou que, como assistente social, usava jogos para atrair a atenção dos alunos. “Imaginei: se posso fazer isso com um jogo, também posso usar para ensinar educação financeira.” Ela, então, começou a perguntar para os jovens qual o jogo favorito deles e ouviu “Uno” da maioria.

A criação do jogo

Foi então que a americana criou o “Uno das finanças”, um jogo chamado “Legacy”. “Existem cinco rodadas. Na primeira, você escolhe uma carreira. Queria colocar as crianças a opções diferentes, porque eles sempre ouvem falar das mesmas. Também queria mostrar a eles quanto dinheiro eles podem ganhar em diferentes carreiras e ensiná-los a escolher profissões que lhes paguem um salário compatível com seu nível de dívida estudantil”, explicou.

As próximas rodadas do jogo falam sobre investimentos. “Depois de ter sua carreira, você precisa investir seu dinheiro. Vamos fazer esse dinheiro trabalhar para você. Você não pode simplesmente doar.” Com todos os detalhes do jogo finalizados, ela contratou um designer gráfico para criar uma arte e usou um site de financiamento coletivo para arrecadar dinheiro, montar um site e imprimir o jogo. O “Legacy” começará a ser comercializado em dezembro deste ano e Ruby planeja trabalhar na divulgação da sua criação em 2021.

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Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios

Este estudante de 17 anos criou uma startup para facilitar aprendizagem

Ao lado de outros oito colegas, o jovem empreendedor criou um formato de ensino e aprendizagem baseado em jogos digitais.

A produtora de jogos Cordel foi desenvolvida por Vinnicius Rodrigo e seus colegas em disciplina do ensino médio e técnico da Escola Técnica Estadual Cícero Dias, no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul de Recife. “A gente nasceu dentro da escola. Eu estava ainda no segundo ano do ensino médio quando tudo isso aconteceu. A gente nem esperava que ia construir esse feito. Fomos ousados e começamos a construir jogos”, disse Vinnicius.

A escola se caracteriza por incentivar a criação de projetos a partir de disciplinas sobre empreendedorismo, tecnologia e inovação social.

A Cordel passou pela mentoria do Mind The Bizz Ressignifica, programa promovido pelo Porto Digital em parceria com a British Council, organização internacional do Reino Unido para relações culturais e oportunidades educacionais. Depois, o Porto Digital aprovou o negócio para seguir na incubação e virar um projeto de impacto social.

O primeiro projeto foi um jogo de celular que é baseado no livro “O Pequeno Príncipe em Cordel”, de Josué Limeira da Silva. A obra se caracteriza por retratar características dos nordestinos, trazendo um pouco da história baseada no Pequeno Príncipe.

Conforme Vinnicius, além de promover um ensino lúdico a estudantes, o grupo deseja levar a cultura pernambucana para outros espaços. “Um dos nossos propósitos é também de levar a cultura da gente, juntamente com aspectos de modernidade”, declarou.

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Créditos da imagem: Freepik
Fonte: Globo

Este aplicativo está ajudando as crianças a aprenderem sobre finanças

Educação financeira é de grande importância nos dias de hoje. E este aplicativo tem tudo para ajudar as crianças do Ceará. Confira!

O Instituto Federal do Ceará (IFCE) lançou o aplicativo Grana, para fazer as crianças aprenderem sobre finanças através das brincadeiras. O aplicativo gratuito está disponível para download na Google Play.

O game acontece em um cenário rural do sertão nordestino, com uma linguagem simples que aborda conceitos como lucro, prejuízo, poupança, renda e planejamento financeiro. Conforme o professor Henrique Leitão, que coordena o projeto, o aplicativo busca levar a temática de educação financeira para um público que não tem muito acesso a esse tipo de conhecimento.

O Grana é resultado de um trabalho interdisciplinar desenvolvido no Lasic desde 2018, a partir da aprovação do projeto em edital do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Pibiti) no IFCE. A equipe envolvida foi formada por professores da área de tecnologia, com o coordenador Henrique Leitão; de idiomas, com a professora Fernanda Leal; e de música, como o professor Deyvid Martins. Estudantes dos cursos de Rede de Computadores e Gestão de Turismo também atuaram como programadores, designers, roteiristas e testadores.

A versão final do aplicativo é um desdobramento de duas iniciativas anteriores. A primeira delas foi o projeto Automatizando (2016-2017), para auxiliar empresários locais de Canindé com conceitos de gestão financeira por meio do uso de sistemas computacionais. A segunda foi o projeto Escola do Dinheiro, projeto de extensão que buscou ensinar gestão financeira de forma lúdica e divertida a crianças residentes na zona rural de Canindé. A expectativa dos desenvolvedores do projeto é de, no futuro, o aplicativo ter novas funcionalidades e estar disponível para download em dispositivos iOs.

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Fonte: O Povo

A estratégia destes professores têm dado certo durante a pandemia

Paulo Gallina e Thiago Azevedo são professores de história e estão levando jogos de RPG para outras disciplinas durante a quarentena.

Os dois professores já lecionam em turmas presenciais de RPG (que traduzindo, significa “jogo de interpretação ou narrativos). Porém, com a pandemia, as aulas foram suspensas. Mas, apesar do distaciamento social, o jogo pode ser uma ferramenta aplicável em ambiente virtual. “Para começar, é preciso entender o que é um jogo de RPG. Ele se baseia em compartilhar a narrativa de uma história (aqui chamamos de aventura). Isso quer dizer que os jogadores apenas contam uma história em conjunto. Cada jogador controla um personagem dessa história, enquanto o narrador é um tipo de jogador especial, responsável pelo resto do cenário dessa aventura. O papel de narrador tem várias semelhanças com o papel de um professor em sala de aula. Ele precisa ensinar as regras do jogo, propor o fio narrativo, improvisar diante das escolhas dos jogadores e mediar a condução da aventura. Tudo isso sem deixar nenhum jogador de lado.”.

Inovação na educação em tempos de pandemia

A experiência com o RPG tem sido muito inovadora, pois está colocando o aluno como protagonista de uma história. Logo, ele está produzindo seu próprio conhecimento. “Ao conhecer o cenário em que ocorrerá o jogo, o aluno precisa, naturalmente, entender as leis da natureza que o regem, o momento histórico e as relações de poder entre os grupos sociais, sejam eles quais forem. Na hora de criar seu personagem, deve se perguntar uma infinidade de detalhes: sua origem, sua identidade, suas crenças, sua classe social, suas relações com os outros e com o ambiente (e isso tudo depende de muita pesquisa sobre o cenário em que o jogo ocorrerá, o que por si só já é uma parte importante do aprendizado em história e geografia).”

Hora de jogar

A partir do início do jogo, o jogador deve escolher o que seu personagem diz e faz nessa história. Assim, os jogadores conseguem entender melhor as relações de consequência, de poder, entre muitas outras, de um determinado componente escolar. Também é necessário que o aluno use conhecimentos prévios para conseguir que seu personagem faça o que ele deseja. Se precisa abrir um alçapão sem a chave, precisa entender a física das alavancas. Se precisa negociar com nações vizinhas, precisa conhecer a cultura de seu interlocutor. Para salvar o personagem de outro jogador na selva, deve saber como funciona o corpo humano, além das possibilidades de fauna e flora do local. As possibilidades são infinitas. Tudo depende dos objetivos do professor-narrador, que colocará desafios a serem resolvidos pelos jogadores, colaborativamente.

Regras

É claro que, como é um jogo, todas as escolhas são pautadas por diversas regras. Os sistemas clássicos de RPG possuem  regras muito complexas para a aplicação pedagógica, por isso os professores utilizam um sistema de regras próprio, criado por eles mesmos, que serve para equilibrar e tornar mais interessante as decisões dos jogadores. Ele funciona basicamente com uma ficha de jogador e um dado de dez lados. Na ficha, o jogador tem várias informações sobre seu personagem, que podem ajudar os testes, que são rolagens do dado. Quem decide quando um teste é necessário é o narrador. Eles servem para tornar a experiência mais divertida, pois quando os personagens podem fazer tudo sem restrições, a diversão se perde.

Desse modo, não é necessário fazer um teste para seu personagem se levantar da cama, mas sim quando ele deseja levantar de uma cama de campanha no meio de um bombardeio na guerra do Vietnã, por exemplo. As competências socioemocionais também estão sempre sendo desenvolvidas no RPG. Dar vida a um personagem em uma história é um movimento de empatia importantíssimo, além do trabalho colaborativo.

Experiência durante a quarentena

Durante a quarentena, as sessões de jogos migraram para as plataformas de reunião por vídeo e para um aplicativo que dá suporte visual, e eles ensinaram outros professores de história e matemática a jogar RPG. A aventura de história se passa em uma vila no interior do país no século 18, e os jogadores controlam personagens que devem investigar a morte de um escravizado que extraía ouro nas terras de um senhor. A aventura de matemática se passa no futuro, e pretende trabalhar a ideia do quadrado perfeito nos produtos notáveis, pois a tecnologia daquele cenário só permite que naves espaciais cheguem à velocidade da luz quando seu formato é um quadrado perfeito. Os professores se divertiram enquanto tomavam o primeiro contato com o RPG.

A ideia é aprender sem perceber. Vivendo essas histórias, o conteúdo é aprendido, utilizado e ressignificado de maneira quase intuitiva e extremamente prazerosa.

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Fonte: https://porvir.org/professores-de-historia-levam-jogos-de-rpg-para-outras-disciplinas-durante-a-quarentena/