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Como fazer aulas interessantes a partir do YouTube

O site Por Vir é uma ótima fonte de pesquisa para professores e educadores. Atualmente o site conversou com especialistas em YouTube para entender um pouco mais desse site e como usar essa tecnologia a favor da educação.

Um deles é o professor Rafael Procopio que desde o ano passado trocou a sala de aula para ensinar via Internet. Apesar de ser desencorajado a abandonar o cargo no setor público de ensino do Rio de Janeiro (RJ), hoje ele conta com cerca de 244 mil inscritos no seu canal do YouTube, o Matemática Rio.

Além de Procopio, Paulo Valim, de Inhumas (GO), e Ivys Urquiza, de Maceió (AL), também compartilharam suas histórias de sucesso e números de fazer inveja a canais de humor durante a nona edição da Campus Party Brasil, evento de tecnologia e empreendedorismo que aconteceu no Anhembi, em São Paulo, entre os dias 26 e 30 de janeiro. Valim comanda o canal Química em Ação, com 181 mil inscritos e Urquiza está à frente do Física Total, com 158 mil inscritos.

Apesar de hoje conseguirem dar tratamento profissional aos vídeos, a experiência com aulas virtuais começou de forma bastante simples. Procopio diz que sua história é comum a de muitos outros professores Youtubers: no início, até por falta de conhecimento, não havia preocupação com o lado técnico, que envolve som e imagem. “Em 2010, eu comecei a gravar meus vídeos em casa, com a minha camerazinha, sem preocupação com qualidade, iluminação, nada disso. Eu só pegava a câmera e gravava”, explica o professor. Segundo ele, a experiência com vídeos (e a confiança para deixar a sala de aula) veio com o tempo. “Muita gente pergunta pra mim como começar a fazer os vídeos, e eu respondo ‘é só começar. Se você não tem conhecimento técnico, com o tempo você aprende’”.

Para o professor Ivys Urquiza, os vídeos são atrativos porque facilitam a vida do estudante. “No meu blog, vários estudantes gostavam dos meus textos, mas diziam que eu escrevia demais. Muitos pediam um ‘videozinho’, alegando que ficaria mais fácil de acompanhar. O vídeo requer menos esforço. Hoje, não tem como escapar. Todos os sites têm apoio visual porque todo mundo corre para o vídeo”. À frente do canal Física Total, criado em 2013, ele avalia que o formato tem melhorado durante os últimos dois anos e explica que, atualmente, o maior problema está em lidar com a grande oferta de conteúdo. Como garantir que os alunos estão recebendo informações de qualidade? Para solucionar a questão,  o YouTube e a Fundação Lemann criaram YouTube Edu, espaço que seleciona os melhores vídeos produzidos por professores.

Como começar? Confira cinco dicas para um professor que está começando no YouTube, de Rafael Procopio:

  1. Comece com o que você já tem: “Não adianta querer entrar na internet sem nunca ter produzido nada. O primeiro passo é produzir, publicar o conteúdo, ver se vai dar certo e se é isso mesmo o que você quer”.
  2. Preocupe-se com o áudio: “O áudio é muito importante. Você nem precisa comprar um microfone. Eu comecei com o que eu tinha em casa, que é o headphone do celular. Se você colocar perto da boca, funciona como um microfone de lapela. Então, começa gastando literalmente zero”.
  3. Faça um roteiro: “Não adianta querer preparar o aluno para o Enem e não saber o que é cobrado. O nome é Exame Nacional do Ensino Médio. Então o professor dá um curso completo do ensino médio, mas o exame cobra mais conteúdo do ensino fundamental [na área de matemática]. É preciso montar um roteiro baseado naquilo que você quer ensinar – e isso não só pra matemática, como também para qualquer outra disciplina”.
  4. Invista em equipamentos: “Com o passar do tempo, se for isso o que você quer fazer de verdade, comece a investir em equipamento. Compre um câmera legal e um bom microfone. Quanto mais profissional for o canal, mais gente vai se interessar em assistir. Hoje em dia, a concorrência está muito grande, os canais estão cada vez mais profissionais. Conforme o seu material vai melhorando, o número de seguidores também aumenta”.
  5. Divulgue, divulgue, divulgue: “Divulgue ao máximo o seu conteúdo, seja por Facebook ou Instagram. Você precisa arrumar uma maneira de divulgá-lo para que as pessoas conheçam e saibam que você está fazendo o seu trabalho”. – Use o GoogleDocs, o Evernote e o Dropbox para organizar lições, textos, avaliações e muito mais.

Fonte: Por Vir