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Conheça o projeto que prepara jovens da periferia para o mercado de trabalho

Bastou um quarto, com móveis e materiais encontrados no lixo, para que o jovem Miguel da Hora impactasse mais de 7 mil pessoas com seu projeto autônomo, através de produções e desenvolvimento de tecnologias abertas com os jovens da periferia. Saiba mais!

Miguel da Hora é um jovem criado na periferia. E o fato de viver na Zona Sul de Osasco/SP o ajudou a se conscientizar que a educação poderia mudar a situação de muitos outros jovens que também vivem em situação periférica. E bastou um antigo quarto, com móveis e materiais encontrados no lixo, para que ele iniciasse o projeto “Projetistas Periféricos”.

Há mais de 3 anos ele leva, aos jovens das comunidades periféricas da Zona Sul de Osasco/SP, no bairro Jardim Conceição, projetos e cursos inovadores que têm despertado, nesses cidadãos, a vontade de construir seus futuros.

O projeto, que tem como mantra “realizar sonhos coletivamente”, conta com espaço que mescla MakerSpace, construído com descarte da comunidade, e ambiente de gravação, monitoramento e desenvolvimento de realidade virtual (VR). “Unimos tecnologia, design, educação e inovação com práticas relacionadas a Teoria U, criatividade, complexidade, sociemocionais, entre outras, para garantir educação autônoma! Deste modo os alunos encontram seus reais interesses, seus métodos de aprendizagem e seu propósito social.”

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Nesses dois anos, os projetos executados com os jovens do bairro já trabalharam com foco em: tecnologia para transformação social, design enquanto projetar soluções e, atualmente, educação libertadora e personalizada.

“Nesse percurso já impactamos mais de 7 mil pessoas, através de produções dos jovens, desenvolvimento de tecnologias abertas e ações diretas”, afirma Miguel.

Saiba mais sobre o projeto, aqui.

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Fonte: https://razoesparaacreditar.com/voaa/ele-criou-projeto-prepara-jovens-periferia-mercado-trabalho/

A programação está ajudando estes alunos a superarem desafios

De forma colaborativa, com a participação de educadores, alunos e até mesmo familiares, o projeto “Aprender fazendo Programação e Robótica” está promovendo o pensamento computacional no fazer pedagógico em escolas municipais de Belo Horizonte/MG.

 Coordenado pela Secretaria Municipal de Educação e pela Empresa de Informática e Informação do Município de Belo Horizonte-Prodabel, o projeto envolve grupos heterogêneos de participantes por meio de metodologias ativas, lúdicas e interativas, como gamificação, aprendizagem por pares e design thinking. A ideia é superar desafios e construir soluções a partir de demandas reais da comunidade.

Saiba mais sobre o projeto através do relato dos fellows Thiago Ferreira da Silva e Alberto Henrique Ferreira Cunha:

“Ao saber que fomos selecionados pelo Desafio Aprendizagem Criativa Brasil 2019, ficamos em uma espécie de tensão e, ao mesmo tempo, surpresa. Apesar de imaginar que dessa experiência viria muita coisa boa, ainda não tínhamos noção do que iria acontecer.

Temos Paulo Freire como uma referência para o nosso trabalho, tendo como base uma proposta de educação libertadora. De certa forma, nossa atuação já estava dentro de uma perspectiva da aprendizagem criativa, mas ainda não tínhamos esse conhecimento estruturado. Quando fomos aprovados, passamos a ter um contato mais próximo com a Rede Brasileira de Aprendizagem Criativa, e parece que tudo se fechou. Conseguimos convergir tudo isso com a proposta que já estávamos desenvolvendo.

Nós trabalhamos dentro de uma perspectiva de formação não hierarquizada. Ou seja, professores, estudantes e famílias estão envolvidos no processo. No ano passado, conseguimos trabalhar com crianças de quatro anos de idade até senhores e senhoras da EJA (Educação de Jovens e Adultos).

Nosso projeto começou com um processo de formação. Em 2017, a programação ainda era uma novidade para todos nós. Chamamos alguns professores e alunos para começar uma atividade. A meta era formar pelo menos 500 estudantes no primeiro ano no cursos 1 e 2 da plataforma Code.org. Para nossa surpresa, conseguimos mais de 700 alunos e cerca de 1.400 participantes envolvidos no processo de uma forma geral. A partir daí, muitas pessoas começaram a se interessar pela área.

As atividades foram crescendo e começamos a trabalhar com uma linguagem de programação mais avançada, envolvendo também robótica e construções mecânicas com materiais de baixa tecnologia.

Quando viajamos para o MIT, nos Estados Unidos, como parte das atividades do desafio, conhecemos algumas experiências que inspiraram mudanças na forma como estávamos desenvolvendo nosso trabalho. Tentamos trazer para o nosso projeto alguns conceitos por trás do Lifelong Kindergarten e do Scratch, que estimulam o compartilhamento e a criatividade.

Todas as visitas que fizemos durante a viagem foram importantes para entendermos como crianças e adolescentes podem aprender com interesse e alegria. Estamos no caminho certo, mas temos que seguir fortalecendo o envolvimento de todos que participam das atividades.

O mundo está girando cada vez mais rápido. Individualmente, nós não nos damos conta de tudo o que está acontecendo. Precisamos nos antecipar a todas essas mudanças, e isso inclui preparar melhor estudantes e educadores para trabalhar em equipe, desenvolver a criatividade, compartilhar e aprender com os pares de forma lúdica”.

Créditos da foto: arquivo pessoal

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Fonte: http://porvir.org/educadores-e-alunos-trabalham-juntos-para-superar-desafios-com-ajuda-da-programacao/

Esta pesquisa mostra como a tecnologia é vista pela maioria dos professores

Em pesquisa encomendada pelo Google ao Instituto YouGov, os números de professores e responsáveis por alunos, que entendem a tecnologia como de grande importância para a educação, surpreende. Saiba mais!

 O levantamento teve a participação de professores e familiares de alunos de educação básica, da rede pública e privada, questionados sobre a utilização da tecnologia em sala de aula. Os números mostram que ela tem sido cada vez mais bem vista: 95% dos educadores entendem que a tecnologia prepara os alunos para o futuro e 47% dos familiares entrevistados avaliam que os recursos digitais são atualmente usados da melhor maneira para beneficiar a aprendizagem dos alunos.

O levantamento foi realizado por meio de formulário online, com 300 educadores (72% de ensino público, 27% privado e 1% ONG/Fundações) e 500 pais de alunos (56% público,

41% privado e 3% ONG/Fundações). Entre as famílias, 87% têm filhos no ensino fundamental (6-15 anos) e 13% no ensino médio (16-18 anos).

Em outros momentos, as opiniões seguem na mesma direção. Enquanto 95% dos professores concordam que trazer a tecnologia para a sala de aula pode tornar o aprendizado mais atraente para os alunos, tal ideia também é defendida por 91% dos pais brasileiros.

Entre os maiores desafios mencionados pelos professores estão o envolvimento dos alunos (77%) e o tempo para fazer tudo o que é necessário (60%). Novamente a tecnologia aparece como fator para virar o jogo: 9 em cada 10 acreditam que a tecnologia pode tirar da frente o trabalho repetitivo.

A equidade no acesso, isto é, promover oportunidades iguais para o bom uso da tecnologia é uma preocupação para 82% dos educadores, já que é com o apoio de computadores e recursos digitais de aprendizagem que conseguirão desenvolver com os alunos habilidades para o futuro, tais como comunicação, colaboração, criatividade e pensamento crítico.

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Fonte:
http://porvir.org/tecnologia-e-importante-para-preparar-estudantes-para-o-futuro-diz-pesquisa-do-google/

Esta jovem está mudando a realidade da sua localidade com a educação e tecnologia

Betelhem Dessie tem 20 anos e é moradora da Etiópia. A sua pouca idade não foi empecilho para se tornar uma das pioneiras do setor de tecnologia do seu país.

Dessie começou a programar aos dez anos e, nos últimos três, já patenteou softwares. O conhecimento que adquiriu, ela não guarda só para si: ela é CEO do Anyone Can Code (ACC ou “Qualquer um pode programar”), um programa que faz parte do iCog, principal centro de inteligência artificial do país.

No ACC, Dessie tem viajado por toda a Etiópia ensinando jovens de idade escolar os fundamentos da programação e robótica. Suas oficinas já alcançaram mais de 20 mil crianças e adolescentes.  Nos países desenvolvidos, lembra Dessie, o já amplo mercado de inteligência artificial, robótica e tecnologia “cria um conforto ou uma conveniência”. Enquanto isto, na África, os envolvidos no setor buscam “solucionar necessidades básicas”.

A jovem lembra ter pedido dinheiro ao pai para celebrar seu aniversário de nove anos. Ocupado, o pai não lhe deu ouvidos. Ela então tentou outra estratégia: fez um acordo. Se conseguisse ganhar algum dinheiro com o computador que o pai tinha em sua loja, ela poderia ficar com o lucro e gastar em sua celebração.

Dessie acumulou US$ 90 (R$ 350) com um serviço em que fazia listas de música para o celular de clientes e editava vídeos. O feito ganhou a imprensa local e a tornou famosa em sua cidade natal, Harar, município de 150 mil habitantes no Leste da Etiópia. “Acho que ainda sou [famosa lá]”, conta a jovem rindo.

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Fonte:
https://g1.globo.com/educacao/noticia/2019/07/24/a-jovem-pioneira-que-ensinou-programacao-para-milhares-de-pessoas-na-etiopia.ghtml

5 dicas de leitura para trazer mais interação às suas aulas

Manter-se em constante atualização sobre metodologias de ensino, novidades educativas e inovações, é muito importante para quem ensina. Por isso trazemos 5 dicas de leitura para que você, professor(a), leve mais interação às suas aulas. Confira!

A seleção, feita pela Débora Garofalo, inclui a importância de inovar práticas, aplicação de aulas gamificadas interativas, integração em redes sociais na vida e na rotina escolar, entre outros assuntos. O melhor é que todos os conteúdos estão disponíveis e as leituras são gratuitas.

1) Facebook para educadores

Escrito por Linda Fogg Phillips, Derek Baird e BJ Fogg, o guia pretende inspirar professores a aproveitar o potencial da rede social na Educação, trazendo a possiblidade dos estudantes apresentarem ideias e aprenderem de forma colaborativa. O material está estruturado em torno de sete maneiras que os educadores podem utilizar para integrar essa ferramenta na rotina escolar.

Acesse aqui.

2) Gamificação na Educação

Publicado pela editora Pimenta Cultural, o livro aborda conceitos, questionamentos e aplicações da gamificação na Educação, que traz dez sessões escritas por diferentes especialistas na área, sob o olhar de motivar e tornar aulas mais interativas.

Acesse aqui.

3) Por que os educadores precisam ir além do Data Show

Esse e-book foi desenvolvido pela Geekie e aborda caminhos para promover uma maior integração entre educação e tecnologia no processo de ensino aprendizagem, traçando um panorama na Educação, apontando a necessidade de inovar as práticas, colocando o estudante no centro do processo de aprendizagem.

Acesse aqui.

4) Tecnologias na escola – Como explorar o potencial das tecnologias de informação e comunicação na aprendizagem

Esta é uma iniciativa do Instituto Claro e o Fronteiras do Pensamento, que reúne possibilidades de desenvolver atividades com os alunos, incorporando a tecnologia no processo cognitivo. O material aborda diversos aspectos, como vídeo, áudio, blogs, redes sociais, jogos e simulações – permitindo ao educador se inspirar e colaborar com educadores que desejam inovar em sala de aula.

Acesse aqui.

5) Recriando a Educação – Transformando sistemas educacionais

O material foi elaborado pelo GELP (Global Education Leaders’ Program) e apresenta reflexões e experiências sobre os processos de inovação e transformação e foi lançado em português com a parceria da Fundação Telefônica Vivo. Entre os diversos tópicos apresentados, destaque especial para a transformação da Educação e a construção de um novo ecossistema de aprendizagem e escalabilidade.

Acesse aqui.

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Fonte:
https://novaescola.org.br/conteudo/18092/5-leituras-gratuitas-para-inspirar-voce-a-trazer-mais-interacao-para-sua-aula

Quer aprender inteligência artificial? Então leia essa postagem

A Microsoft acaba de lançar plataforma de cursos gratuitos de inteligência artificial.

Com todas mudanças tecnológicas que vêm acontecendo, é sempre bom se atualizar às novidades que poderão ser repassadas, posteriormente, aos alunos.

E para te auxiliar, uma dica é a nova plataforma de ensino da Microsoft: a AcademIA. Ela terá disponibilizados 12 módulos gratuitos sobre inteligência artificial, que parte da introdução básica à tecnologia, sua linguagem de programação e aplicações. Para ganhar capilaridade, a iniciativa conta com o apoio de instituições que levarão os cursos até profissionais e estudantes, tais como Recode, IOS (Instituto de Oportunidade Social), Instituto Gerando Falcões, The Trust for The Americas, Eidos e ATN (Associação Telecentro de Informação e Negócios).

O curso de inteligência artificial contempla 12 módulos, sendo eles: “Introdução à Inteligência Artificial”, “Introdução a Python para Ciência de Dados” – ambos disponíveis em português –, além de “Matemática Essencial para Machine Learning: Edição Python”, “Leis e Ética para Dados e Analytics”, “Métodos de Pesquisa para Ciência de Dados: Edição Python”, “Princípios de Machine Learning: Edição Python”, “Explicações sobre Deep Learning”, “Explicações sobre Reinforcement Learning”, “Processamento de Linguagem Natural (NPL)”, “Sistemas de Reconhecimento de Voz”, “Visão computacional e Análise de Imagens” e “Microsoft Professional Capstone: Inteligência Artificial”.

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Fonte:
http://porvir.org/microsoft-lanca-plataforma-de-cursos-gratuitos-de-inteligencia-artificial/

Brasil é muito bem representado em campeonato mundial de robótica

Seis equipes brasileiras ganham prêmios em campeonato mundial de robótica, que ocorreu entre 17 e 20 de abril de 2019 em Houston, nos Estados Unidos, com mais de 15 mil competidores.

Das 10 equipes brasileiras que participaram do First Championship, seis trouxeram para o Brasil ao menos um prêmio. Considerado uma das principais competições acadêmicas para estudantes na área de robótica, o torneio divide os participantes em quatro categorias, sendo que o Brasil participou em três delas, com 106 estudantes.

Das dez equipes, oito são formadas por alunos do Serviço Social da Indústria (Sesi) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). As seguintes cidades tiveram representantes do Sesi e/ou Senai classificados para o torneio internacional: São Paulo, Goiânia, Blumenau e Concórdia (SC), Americana, Araras, Bauru e Jundiaí (SP).

As outras duas equipes foram formadas, respectivamente, por alunos de uma escola particular de Novo Hamburgo (RS) e de escolas públicas de Taubaté (SP).

No total, cerca de 15 mil estudantes de 74 países participaram do campeonato, que aconteceu entre 17 e 20 de abril em Houston, nos Estados Unidos.

Créditos da foto: Aerton Guimarães/CNI

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Fonte: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2019/04/24/seis-equipes-brasileiras-ganham-premios-em-campeonato-mundial-de-robotica.ghtml

Você vai gostar destas dicas para educar as novas gerações cada vez mais tecnológicas

Com o avanço da tecnologia e a ampla utilização de smartphones pelas novas gerações, a preocupação tem aumentado em todo o mundo: “como educar uma geração digital com tanta dificuldade para se concentrar?”. Na postagem de hoje, trazemos exemplos mundiais de atitudes que estão sendo tomadas para diminuir e evitar os efeitos nocivos que a tecnologia pode ter sobre a educação.

O desenvolvimento inicial do cérebro é assunto complexo, mas, nos últimos anos, pesquisadores em todo o mundo tem manifestado preocupações sobre o impacto que smartphones e o hábito de consumir diferentes mídias simultaneamente podem ter sobre a capacidade de concentração.

“Há um conjunto crescente de evidências – que não ainda foram totalmente validadas e podem ser contestadas – de que a tecnologia, as redes sociais, o acesso instantâneo à internet e os smartphones prejudicam a capacidade das crianças de se concentrar. Estamos mudando a forma como crianças pensam e como seus cérebros se desenvolvem”, diz Jim Taylor, autor de Raising Generation Tech (Criando a Geração Tech, em tradução livre).

Os professores também já notaram isso. “É um problema. Para começar, o adolescente médio só consegue prestar atenção por cerca de 28 segundos”, diz Laura Schad, que dá aulas para alunos de 12 a 14 anos na Filadélfia, nos Estados Unidos.

Ela diz que, embora os smartphones tenham afetado claramente os cérebros em pleno desenvolvimento de seus alunos, falta treinamento para lidar com a questão: como a educação deve evoluir para atender alunos que são nativos digitais não foi algo tratado em sua formação profissional, por exemplo.

O futuro das salas de aula

Se os alunos não parecem prestar atenção por longos períodos, muitos professores simplesmente dividem as lições em partes menores. Gail Desler, especialista em integração tecnológica do distrito escolar de Elk Grove, diz: “Uma ideia comum entre os professores é que algo mais curto é melhor”.

Desler também dá como exemplo professores que iniciam as aulas com exercícios de atenção plena ou de meditação quando os alunos precisam se concentrar.

Uma professora do ensino médio em Salinas, nos Estados Unidos, usa o aplicativo Calm para ajudar os alunos a meditar, mas um estudo de 2013 indicou que qualquer tipo de “intervalo de descanso da tecnologia” pode combater a ansiedade por realizar múltiplas coisas ao mesmo tempo.

Alguns professores também escolhem “ir ao encontro dos alunos” em plataformas como o YouTube e o Instagram. Asha Choksi, vice-presidente de pesquisa global da editora educacional Pearson, dá o exemplo de um professor que filma a si mesmo realizando um experimento científico, publica no YouTube e usa o vídeo na aula para ilustrar o material no livro didático, que pode ser visto como algo chato para os alunos.

Da mesma forma, Schad busca manter os alunos dedicados às tarefas por meio de lembretes no Instagram sobre o dever de casa e as próximas atividades.

Estes recursos podem manter os alunos atentos quando refletem seus interesses. Desler elogia professores que fazem coisas como relacionar a história da propaganda nazista ao cyberbullying.

“Trata-se de introduzir informações relevantes em um currículo obrigatório, de maneira que os alunos se vejam refletidos no que é ensinado”, diz ela. “Ao fazer conexões com coisas que estão acontecendo aqui e agora, você entra no mundo deles e os envolve.”

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Fonte: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2019/04/03/como-educar-uma-geracao-digital-com-tanta-dificuldade-para-se-concentrar.ghtml

4 aspectos fundamentais para transformar a educação (parte 2)

Confira outros 2 aspectos que serão fundamentais nas mudanças da educação.

1) Personalização da Aprendizagem

O desafio de atendimento às demandas sociais só terá sentido para o estudante se estiver conectado ao seu contexto. O simples fato de incluir no projeto pedagógico alguns temas, projetos ou unidades de investigação vinculados aos desafios sociais não garante uma conexão significativa com a aprendizagem do estudante.

No SXSW EDU ocorreu um ótimo diálogo sobre casos que combinaram personalização da aprendizagem com impacto social: “Aprendizagem Personalizada com foco na Equidade”, mediada pela Chan Zuckerberg Initiative (em Inglês).

É necessário prover oportunidades para que os estudantes tragam sua curiosidade, suas questões e sua realidade de casa e da vida social para dentro da sala de aula. Ouvir a “voz” do aluno significa se conectar com a sua realidade fora da escola, além de considerar habilidades, sonhos e dificuldades com os objetivos de aprendizagem previstos. Nesse aspecto, observa-se também algumas das 10 competências gerais da Base Nacional Comum Curricular, que devem ser desenvolvidas ao longo da Educação Básica: repertório cultural, trabalho e projeto de vida e autoconhecimento e autocuidado.

2) Educação Integral

Considerar a educação a serviço da transformação social é impossível se o foco for desenvolver apenas habilidades acadêmicas. A própria definição de sucesso acadêmico foi trazida de maneira ampliada no SXSW EDU 2019, onde se frisou a necessidade de desenvolver os estudantes de forma integral.

A personalização da aprendizagem, por sua vez, só pode ser legitimamente praticada se os estudantes forem considerados nas suas dimensões intelectual, física, emocional, social e cultural. O assunto não é novo, e alguns dos ótimos exemplos que já temos no Brasil podem ser vistos aqui.

Na apresentação “Traduzindo a pesquisa na prática” (em inglês), um dos destaques desse aspecto foi a integração de tecnologia, personalização de ensino e uma abordagem científica para estimular o desenvolvimento integral. Outro destaque foi o caso brasileiro trazido pelo Instituto Península: “Uma abordagem integral para formação de professores”.

Confira a primeira parte da postagem aqui.

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Fonte: http://porvir.org/do-sxsw-edu-para-o-brasil-5-aspectos-fundamentais-para-transformar-a-educacao/

4 aspectos fundamentais para transformar a educação (parte 1)

O SXSWEdu 2019 busca promover a inovação em aprendizagem por meio de uma comunidade de profissionais que olham para o futuro da educação, e já está em sua nona edição.

No evento deste ano, foram apontados alguns dos aspectos fundamentais para transformar a educação. Confira 2 deles, segundo George R. Stein:

1) Tecnologia

Temos a tendência de pensar em tecnologia como exclusivamente ligada à informação e comunicação, baseada em dispositivos digitais. Porém, a tecnologia na educação existe desde que a humanidade começou a transferir conhecimento de uma geração para outra, usando instrumentos tão simples quanto pedras para desenhar. Mas, como era de se esperar, muitos fornecedores e sessões do evento apresentaram inovações como o uso de inteligência artificial na escola, até possíveis aplicações educativas de Blockchain, passando por aplicativos para escolas e comunidades, entre outros.

O desafio complexo de reduzir a distância entre as mais modernas aplicações e a realidade escolar passa necessidade de considerar as aplicações e usos que os estudantes já têm acesso, além de pensar como a escola consegue incorporá-los de maneira coerente e significativa em uma proposta pedagógica que tenha os professores como protagonistas.

2) Impacto Social

O poder das tecnologias de informação e comunicação de conectar, aproximar e possibilitar a criação e o compartilhamento de conhecimento tem muito valor para a educação. Porém, como já trazia Paulo Freire, se a educação deve combater a alienação e desenvolver as potencialidades humanas para exercer responsabilidade em relação às demandas sociais, a educação e as tecnologias devem ser colocadas a serviço da transformação social.

O evento trouxe essa demanda pela ótica das minorias, dos desafios de comunidades, de questões éticas e desafios globais. Vale ressaltar que o termo “social” também faz referência aos desafios usualmente relacionados ao meio ambiente (mudanças climáticas, lixo, falta de água, etc).

Começando por assuntos que passam pela realidade da sala de aula, da escola e da comunidade, até desafios da vizinhança e questões globais, a melhor maneira de dar significado para a aprendizagem é oferecê-la como uma potencial solução para os problemas reais do universo cotidiano dos estudantes.

Para ver os outros 2 aspectos, clique aqui.

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Fonte: http://porvir.org/do-sxsw-edu-para-o-brasil-5-aspectos-fundamentais-para-transformar-a-educacao/