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Corrupção tratada em sala de aula

A corrupção é assunto rotineiro nos noticiários, jornais e outras mídias. O tema já não é comentado somente pelos adultos e invade também as salas de aula de ensino fundamental. Como é o caso das aulas da professora Expedita Estevão da Silva.

Professora na Escola Municipal Augusto Staben, em Campina Grande do Sul/PR, Expedita viu o assunto tomar maiores proporções quando o caso de uma faxineira que foi autuada por furto, depois de comer um bombom que estava na mesa de um delegado, surgiu na sua aula. A partir do acontecimento, houve um debate em torno da postura do profissional e também a reflexão sobre atos de corrupção que estão presentes na sociedade.

Após a busca pelo significado da palavra corrupção, os alunos criaram uma lista com ações que as pessoas fazem para benefício próprio. Foi desenvolvido um questionário com perguntas aos adultos, sobre pequenas corrupções, como compra de produto falsificado e estacionar em vaga destinada a idosos e gestantes.

Além dessa atividade, a professora propôs a realização uma tarefa para verificar a honestidade de outros alunos da escola. O trabalho consistia na colocação de uma caixa de lápis no corredor do colégio com a inscrição “troque o seu lápis velho por um novo”. A ideia era ver quem realmente iria fazer a troca. O resultado assustou: foi significativo o número de estudantes que não fizeram a troca.

A experiência trouxe a reflexão dentro da sala de aula e, além de outras atividades realizadas envoltas ao assunto, Expedita percebeu uma mudança no comportamento dos alunos, que começaram a se expressar mais quando notavam atitudes erradas.

Fontes:
http://porvir.org/criancas-questionam-jeitinho-brasileiro-em-projeto-escolar-sobre-corrupcao/

Sala de aula invertida

Já pensou na ideia dos alunos assistirem às aulas expositivas em casa e fazerem os deveres em sala de aula? Jonathan Bergmann e Aron Sams, sim. Os dois são professores de Química em uma escola de uma pequena cidade rural do Colorado, nos EUA, e em 2007 começaram a colocar em prática a ideia de inverter a ordem de aprendizagem tradicional. A ideia surgiu quando ambos perceberam que muitos alunos faltavam às aulas devido à competições esportivas e outras dificuldades, e ficavam atrasados em relação ao restante das turmas. Decidiram, então, gravar a parte expositiva das aulas,  o que ajudaria esses alunos e de quebra facilitaria a vida dos próprios professores, que não precisariam repetir várias vezes a mesma explicação.

Eles conseguiram isso através de um software que grava apresentações Power Point em formato de vídeo, incluindo voz e anotações, e posteriormente publicaram em um site. Os vídeos facilitavam o processo de aprendizagem, pois permitiram que o aluno pudesse pausar o conteúdo para anotações, voltar e assistir novamente, caso não compreendessem. Com isso, os professores perceberam que o momento que os estudantes mais precisavam deles era quando a dificuldade surgia ao fazer as tarefas e desafios, e não na aula expositiva.

Este método é conhecido como sala de aula invertida (flipped classroom, em inglês) e, com a popularização do uso de tecnologia na educação, ganha adeptos pelo mundo. Primeiro, foram os vídeos de Bergmann e Sams que chamaram a atenção de educadores e de estudantes em diversas partes dos Estados Unidos. Em 2012, eles lançaram um livro, que já foi traduzido em mais de nove países e virou um best seller mundial. A versão em português foi lançada esse ano, “Sala de Aula Invertida – Uma metodologia ativa de aprendizagem”, pela Editora LTC.

Fonte: EBC 

 

Quem tem medo da lousa digital?

Embora as lousas brancas à caneta ainda não tenham substituído por completo os tradicionais quadros-negros (ou verdes) à giz, os avanços tecnológicos na área da educação apontam para a chegada das lousas digitais às salas de aula.

A lousa digital é como uma imensa tela de computador, porém sensível ao toque. Desta forma, ela oferece todos os recursos multimídia de um computador com navegação na internet, facilitando e abrindo novas possibilidades ao método de ensino tradicional.

Com a lousa digital é possível abrir mão dos projetores para apresentações em Power Point, por exemplo, que podem se tornar mais dinâmicas com o acesso direto aos links incluídos no conteúdo. Por serem interativas, as lousas digitais se tornam mais atrativas à participação dos alunos. Além disso, elas possibilitarão novos recursos, como apresentações com imagens em 3D para estudar Biologia ou fazer uso do Google Maps e Google Earth para ensinar Geografia, por exemplo.

Outra grande vantagem da lousa digital é a possibilidade de salvar a aula, etapa por etapa. Assim, as lições podem ser guardadas ou até compartilhadas com os estudantes.

Utilizando a criatividade, os professores podem criar diversas novas formas de apresentar os conteúdos, de forma mais dinâmica, atrativa e interativa para os alunos. Eles podem usar o ambiente virtual da lousa para criar projetos com os alunos, que posteriormente serão executados no ambiente real.

Porém, com esta novidade se aproximando, alguns professores podem se assustar com a novidade. É importante que a instituição de ensino ofereça cursos de capacitação sobre como usar a lousa, para que os professores possam tirar melhor proveito desta nova ferramenta, que em breve deve começar a chegar às salas de aula de todo o mundo.

É necessário praticar, e sempre testar as aulas com antecedência, para evitar erros em carregamento de arquivos, som ou imagem. A própria interação dos alunos com a lousa pode gerar insights aos professores, uma vez que os adolescentes geralmente apresentam facilidade no uso de novas tecnologias.

Existe o risco de que a utilização das lousas digitais acabe acelerando um pouco o ritmo das aulas, o que deve ser bem dosado pelos professores, para que os alunos não tenham dificuldade de acompanhar. Sendo bem utilizada, essa nova ferramenta tem tudo para tornar a aprendizagem mais fácil e interessante, agilizando processos e melhorando o currículo do professor e da escola.

Maneiras criativas de usar as redes sociais na sala de aula

Não há como negar que a Internet está inserida na rotina de crianças e adolescentes ao redor do mundo. E esse envolvimento é ainda maior quando se trata de redes sociais, cujo alcance se expandiu muito nos últimos anos com a popularização dos Smartfones. Mas quando se trata de mídias sociais em sala de aula, o assunto ainda é tabu e muitos professores abominam a ideia. A gente já comentou aqui no blog como você pode contar com a ajuda dessas ferramentas na sua aula e agora trazemos mais algumas dicas de como inovar com a ajuda dessas ferramentas.

Além do Google: Antes mesmo de aparecer nas buscas do Google as notícias circulam primeiro nas redes sociais. Você pode pedir para os seus alunos acompanharem um episódio com o auxílio da hashtag.

Entrevistas: Com a ajuda das redes sociais você pode conseguir palestras e entrevistas com pessoas bem interessantes que vão tornar a sua aula muito mais rica.

Interação e colaboração: Alunos e professores podem criar conteúdo nas redes e convidar outras pessoas com o mesmo interesse a interagir, opinar e colaborar de diversas formas aumentando a qualidade do projeto.

Grupos Online: Quando uma turma está envolvida em um mesmo tema, é possível criar grupos de estudo e discussão e incluir pessoas de relevância, como especialistas, que contribuam com a troca de conteúdos e informações, motivando os alunos.

Apresentações: Criar um banco de apresentações e vídeos online sobre temas variados que ajude a fomentar a troca de informações e referências entre os alunos. Pode-se também pedir aos alunos que disponibilizem suas apresentações a outras turmas.

Debates do virtual para o real: Iniciar debates nas redes sociais com alunos e estimulá-los a pesquisar informações para embasar suas respostas em um debate real na sala de aula, pode ser uma forma de enriquecer as discussões.

Senso crítico: É possível encontrar muita informação nas redes, e isso é uma forma de estimular seus alunos a ter senso crítico, tolerância com opiniões contrárias e discernimento na hora de usar um conteúdo como verdadeiro.

Estudar, revisar, testar e compartilhar: Existem várias plataformas onde é possível usar redes sociais na escola. Uma dessas plataforma é a ExamTime, como ela você pode criar gratuitamente, fichas de memorização, testes, mapas mentais, notas online, grupos de estudo e ainda compartilhar tudo isso em outras plataformas ou com os colegas. Também é possível acessar a biblioteca virtual, que possui milhares de recursos criados por outros alunos e professores.

Cinco pecados que deixam a sua aula chata

Quase todos os alunos já cochilaram dentro da sala de aula. É natural, ainda mais se aula não prender muito a atenção dos estudantes. É papel do professor inovar e trazer sempre assuntos novos e diferentes para a aula, para que essas horas não sejam entediantes para alunos e professores. Algumas práticas dos professores contribuem muito para tornar uma aula desinteressante, e manter-se atento torna-se uma tarefa árdua.

1 – Fugir do assunto
É compreensível o esforço de muitos professores em contextualizar suas disciplinas e praticar um pouco de interdisciplinaridade, mas quando a linha do bom senso é atravessada, os alunos logo notam e são afetados pela angustiante espera pelo retorno ao conteúdo da aula. Docentes que se perdem nos temas dos quais tratam acabam passando a impressão de que não prepararam a aula e estão apenas improvisando. Alunos dedicados não suportam a sensação de serem “enrolados”.

Como resolver: Adote esquemas para as aulas, sejam escritas num papel, nos slides ou mesmo mentais. Ter clara a sequência de assuntos a serem tratados, e ser fiel a ela, dá segurança à turma e ao professor.

2 – Prender-se em discussões com alunos específicos
Ninguém gosta de ser ignorado numa conversa, e é assim que muitos estudantes se sentem quando o professor se deixa envolver em intermináveis diálogos com um único aluno ou com pequenos grupos, reduzindo os demais a meros espectadores.

Como resolver: Seja breve em respostas que não interessam à turma toda, ou dizer ao aluno interessado que a conversa pode continuar ao fim da aula.

3 – Ler durante a aula toda
Artifícios úteis como o projetor de slides ou textos impressos podem se converter em verdadeiras tentações do comodismo. Quando o professor se apega exclusivamente ao que está escrito, passando aulas inteiras apenas lendo, é inevitável que o aluno se pergunte: “Se eu apenas lesse um livro será que não aprenderia a mesma coisa ou mais?”.

Como resolver: Limite-se a citar tópicos escritos nas telas e desenvolvê-los oralmente. No caso de textos impressos, interrupções a cada dois ou três parágrafos com comentários ou contextualizações ajudam a tornar a leitura mais dinâmica.

4 – Exigir que todos falem num debate
Pecado típico do professor bem-intencionado que quer estimular a participação da turma, mas, por exagerar na medida, acaba deixando muito tempo de aula para opiniões. O professor que faz isso consegue aborrecer dois tipos bem diferentes de estudante. Os debatedores natos, que não veem a hora de partirem para uma discussão mais produtiva, e os desinteressados pelo tema, que se sentem oprimidos com a obrigação de falar e podem dar declarações pouco fundamentadas.

Como resolver: Convide todos os alunos a participarem das aulas, especialmente se alguém tiver uma opinião diferente, mas sem que a turma inteira tenha de dizer algo. A iniciativa de falar tem de ser incentivada, não imposta.

5 – Ignorar a bagunça
Fingir que nada demais está acontecendo enquanto alguns alunos não param de conversar faz a turma concluir que nem o professor leva a própria aula muito a sério. Além disso, a turma fica com a expectativa de que o professor vai reclamar a qualquer momento, aí a concentração é que sai perdendo.

Como resolver: É esperado que às vezes o professor interrompa a aula para chamar a atenção e isso pode torná-la mais produtiva. Os bons alunos agradecem.

Professora de SC cria aplicativo para suprir a falta de livros didáticos

Histórias que mudam o mundo e também as pessoas que estão nele. É isso que queremos aqui no Conexão Xalingo, trazer para os educadores histórias de como a tecnologia encurtou distâncias e ajudou os alunos a irem além.

A professora Josi Zanette do Canto revolucionou suas aulas de Geografia em escolas estaduais da cidade de Araranguá, no sul de Santa Catarina. Como não haviam livros didáticos suficientes para tosos os alunos, a professora, com a ajuda dos estudantes, criou um aplicativo para que o conteúdo fosse disseminado entre todos. Faltavam os livros, mas sobravam celulares. Todos os alunos possuíam aparelhos celulares e então veio a ideia de usá-los para o bem da educação.

A especialista em educação Anna Penido afirma que atitudes como essas fazem a diferença na vida dos alunos. “Todas as pessoas que conseguem realizar grandes coisas na vida sempre têm um adulto de referência, que olham pra ele e diz: ‘vocês são capazes’. Eu tenho certeza de que a professora Josi vai ter esse efeito nos seus alunos.”

E você, quer deixar uma marca nos seus alunos? Saiba mais sobre o aplicativo e a história da professora Josi no link.

Quer ter sua história publicada aqui no Conexão Xalingo? Mande pra gente o seu relato por aqui.

Como fazer os seus alunos saberem a importância de aprender

Muitas vezes o professor perde a voz, e um pouco da paciência, tentando fazer com que seus alunos aprendam a matéria proposta em sala de aula. Muitos não conseguem entender a importância do aprendizado, e mais, o motivo pelo qual precisam passar por aquele momento.

Ser professor é uma tarefa árdua e claro que fazer com que seus alunos estejam sempre motivados faz parte desse trabalho. Nem sempre é fácil, agente sabe. Mas separamos algumas dicas para você usar com os seus alunos e fazer com que eles valorizem o aprendizado.

1 – Encoraje o estudo

É importante que você faça com que os alunos tentem sempre melhorar e testar a si mesmos. Para isso você pode pedir para que eles falem sobre o conteúdo em voz alta, para eles mesmos ou focando ensinar os colegas, ou criar jogos nos quais consigam demonstram o quanto absorveram do conteúdo aprendido.

2 – Signifique os conteúdos

À medida que você for ensinando os alunos novos conteúdos, tente relacioná-los a situações cotidianas, para facilitar o entendimento. Quanto mais eles sentirem que há um significado por trás do que estão aprendendo, mais valorizarão as aulas e as atividades que você pedir para que façam.

3 – Não incentive a memorização

A decoreba nunca foi uma boa prática. Pode até surtir efeito a curto prazo, mas não é isso que queremos para os nossos alunos. Façam com que eles entendam os conteúdos ensinados em aula. Dessa forma, provavelmente o rendimento deles melhorará, já que conseguirão entender de fato o que você está ensinando.

4 – Incentive a solução de problemas

O ambiente acadêmico propicia muitas situações em que os alunos precisam solucionar problemas. Por isso, é importante que você mostre a eles formas de pensar para resolver os mais variados tipos de empecilhos e incentivá-los a ser criativos para tal.

5 – Dê exercícios constantes para os alunos

É essencial que você estabeleça uma lógica de que as atividades não têm somente a finalidade de avaliar. Discuta com a sua turma a importância de, por meio de tarefas menores, entender o progresso de cada um dos alunos, além de poder identificar quais os pontos que ainda devem ser aprimorados. Assim, aplique atividades constantes, mas não faça com que todas valham nota, necessariamente.
Fonte: www.universia.com.br