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Esta professora usou o Instagram para trabalhar literatura brasileira com seus alunos

Karina Predebon é professora de literatura no ensino médio do Colégio Farroupilha, em Porto Alegre/RS, e criou um projeto que envolve redes sociais e o ensino da literatura. Confira!

Como estratégia de leitura para incentivar os seus alunos, Karina desenvolveu o projeto de leitura da obra “O Cortiço”, de Aluízio Azevedo, que envolve as redes sociais. O projeto tem mais de 6 anos e, atualmente, utiliza o Instagram como ferramenta. A professora avaliou a dinamicidade da rede, a potência para explorar a criatividade, a habilidade de síntese, o uso de linguagem não verbal, a relação com outros textos verbais (música), habilidades que poderiam ser exploradas com o uso do aplicativo.

O projeto durou aproximadamente seis semanas. Karina inicou a atividade com a apresentação do conteúdo relacionado à obra. Ou seja: o período literário Naturalismo. Foram expostos os aspectos históricos, as características, alguns fragmentos de textos do referido período e, na sequência, aconteceu uma conversa sobre o livro “O Cortiço”. Após esse momento teórico, o projeto foi explicado e os estudantes acolheram-no com interesse e curiosidade.

A prática

O trabalho foi desenvolvido da seguinte forma: as turmas foram divididas em duplas e cada dupla era um personagem da obra. Cada personagem ganhou um perfil no Instagram, por exemplo: @ritabaiana22b (nome da personagem e identificação da turma). As personagens deveriam seguir e serem seguidas apenas pelos perfis da turma e o perfil da professora, @aluizioazevedo_literatura. As postagens tiveram um cronograma de leitura semanal para que todos estivessem na mesma parte da história. Além do cronograma, também havia regras para as postagens, número de “stories”, número de publicações no “feed” (linha do tempo) e comentários.

Os objetivos desse projeto eram proporcionar aos estudantes uma leitura dinâmica e interessante de um clássico da literatura brasileira e aproximar a literatura da atualidade. Por meio das publicações, era possível observar com mais atenção e verdade os dramas vividos por cada personagem, unir o estudo da literatura às mídias digitais do século 21, potencializar a leitura dos clássicos, oferecer estratégias de leituras diversificadas e instigar a curiosidade.

A obra “O Cortiço” adequa-se muito a essa atividade, porque apresenta um número grande de personagens, tipos diferentes de personalidades, histórias de vidas diversificadas, tem uma narrativa acelerada, dinâmica. Ou seja, em cada página, algo novo acontece, o que possibilita uma verdade no Instagram.

Ao longo do projeto, Karina foi percebendo o interesse dos alunos pelo trabalho. Estavam envolvidos com suas personagens, defendiam a sua história de vida. O que possibilitou essa percepção foram os comentários feitos nas publicações e também nos encontros em sala de aula. Outro aspecto que os deixava atentos eram os comentários e as curtidas que o perfil da professora fazia tanto nos “stories” quanto nas postagens. Esse ponto foi fundamental para o desenvolvimento do projeto, estar atenta, próxima e participativa. Os relatos ao final da atividade foram positivos.

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Fonte: http://porvir.org/personagens-de-o-cortico-ganham-perfis-no-instagram-em-atividade-escolar/

Filosofia na TV

A filosofia nem sempre é bem vista pelos estudantes. Há grande número de alunos que não encontram fim prático e contribuição para a sua formação.

Mas na Escola Estadual João XXIII, localizada na cidade de Ipatinga, interior de Minas Gerais, uma experiência tem transformado as aulas do professor Uanderson de Jesus Menezes, e proporcionado mais interesse dos alunos, diminuindo reprovações e evasões escolares. O Projeto TV Filosofia criado por ele, tem programas que falam um pouco sobre a filosofia grega, através do programa “Domingão do Platão”, programas para torcer para um dos competidores dos “Pensadores Vorazes”, ou então entrar em uma história em quadrinhos no episódio de “O mundo sem filosofia”, entender um pouco mais sobre Freud e se aventurar com “Alice no país da loucura” , refletir sobre moral e ética através do episódio de “Em Família”, acompanhar as entrevistas de políticos da cidade e de pessoas comuns falando sobre diversos temas no “Jornal Filosofia da Política” ou atualizar a alegoria da caverna de Platão assistindo ao curta-metragem “A mente do acorrentado”.

O projeto ajudou a levar filosofia para onde os alunos estavam: redes sociais, canais de vídeos, mesmo que poucos deles utilizassem essas ferramentas para estudo. Da pesquisa de temas, passando pela elaboração dos trabalhos até a apresentação final, inúmeras são as contribuições que os educandos obtêm em sua formação humana e intelectual. O trabalho foi fácil de aplicar e pôde ser levado para outras realidades educacionais. Como atividade central do trabalho os alunos deveriam criar um vídeo criativo sobre filosofia, incluindo temas, conceitos e discussões realizadas em sala de aula. Este vídeo deveria ser no formato de um mini programa de TV.

O trabalho ajudou a construir um acervo que pode ser usado durante as aulas como material didático em diversas outras realidades educacionais. Com autorização dos grupos, os vídeos foram divulgados no canal da disciplina no YouTube e podem ser acessados pelos alunos e comunidade escolar a qualquer momento. Através do projeto, os alunos se tornaram verdadeiros construtores do conhecimento.

Fonte:
http://porvir.org/alunos-criam-domingao-do-platao-para-discutir-filosofia-em-canal-do-youtube/