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4 dicas para planejar as aulas de acordo com a experiência do aluno

As aulas remotas estão sendo difíceis neste momento de pandemia? Talvez seja o momento de você reavaliar os métodos e planejar suas aulas de acordo com a experiência dos alunos. Confira agora 4 dicas para te ajudar!

1) Deixe os planos de aula “descansarem”

Uma das dicas é quando você criar materiais para as aulas, faça rascunhos e revisões. Quando você reler o que escreveu, pode descobrir que está com alguns erros ortográficos, por exemplo.  Aproveite para ensinar isso para seus alunos também (edição e revisão).

2) Pela perspectiva do aluno

Coloque-se no lugar do aluno. Se você utiliza uma plataforma online de ensino, logue-se como um estudante faria e execute o que pedirá a ele depois. Busque utilizar dispositivos que o jovem usaria, como smartphone ou tablet.

Alguns detalhes são importantes de se observar quando você fazer o exercício como se fosse um aluno: quantas vezes precisou mudar de tela? Precisou usar memória de curto prazo? As funcionalidades são fáceis de utilizar (principalmente por um usuário com deficiência)?

Isso te ajudará a entender possíveis frustrações dos alunos e como corrigí-las.

3) Formatos mais simples

Novidades sempre são bem-vindas, mas busque manter o mesmo padrão em cada atividade proposta. Se o aluno necessita sempre ficar mudando de plataforma para estudar, por exemplo, isso o frustrará.

4) Não pense como um professor

Coloque alguém (que não seja educador) para resolver, antecipadamente, os testes que você criar. As pessoas que não são do setor de educação podem perceber os jargões e partes mais confusas que facilitam a revisão do professor. Crie um banco de recursos (como vídeos de orientação para acesso das plataformas, sobre como ter a senha sempre em mãos, por exemplo) para que as famílias possam ser seu “copiloto”.

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Créditos da imagem: Freepik
Fonte: Porvir

Quer inovar suas aulas em 2020? Então olha estes exemplos (parte 2)

Na postagem “Quer inovar suas aulas em 2020? Então olha estes exemplos (parte 1)” trouxemos 5 exemplos de inovação para a sua sala. Hoje, trazemos outras 5 que podem te ajudar muito nesse ano. Confira!

Autoria

A partir da criação de um livro de poesia, a professora Simone de Souza Moura Otoni, de Goiás, estimulou o protagonismo dos alunos e mobilizou a comunidade escolar com uma festa de lançamento da publicação.

Mais informações sobre o projeto, aqui.  

Mão na massa

Para trabalhar a funcionamento do sistema nervoso na prática, a professora Lucia Helena Alves de Souza elaborou uma aula maker no Colégio Elvira Brandão, em São Paulo/SP. Com circuitos elétricos, a turma foi incentivada a observar, compreender, descrever, simular e construir neurônios, capazes de se comunicarem entre si para propagar os impulsos nervosos.

Mais informações sobre o projeto, aqui.  

Sala de aula invertida

Em Guararema/SP, a professora Laiana Bruno Petta apostou na metodologia da sala de aula invertida para estimular a autonomia e a cooperação dos meus alunos. Com um projeto realizado com uma turma de quinto ano do ensino fundamental, ela trabalhou com grupos de estudo e roteiros individuais para personalizar as aulas.

Mais informações sobre o projeto, aqui.  

Uso do território

Desenvolvido na escola COC Lages, o projeto “O Jogo do Patrimônio” foi desenvolvido com uma turma de 5º do ensino fundamental. A professora Graziella Coelho Vieira incentivou os estudantes a produzir o mapa geográfico da cidade e construir réplicas de monumentos históricos para trabalhar cultura, memória e identidade da comunidade.

Mais informações sobre o projeto, aqui.  

Teatro

Em Vertentes/PE, a professora Ilka Eliane de Albuquerque Cavalcante usou o teatro para promover o letramento literário e a exploração de emoções a partir de clássicos da Literatura Brasileira.

Mais informações sobre o projeto, aqui.

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Fonte: https://porvir.org/10-ideias-inovadoras-para-mudar-suas-aulas-em-2020/

Quer inovar suas aulas em 2020? Então olha estes exemplos (parte 1)

2020 chegou e você já está pensando nas aulas desse ano? Que tal inovar e trazer mais interesse dos seus alunos através de inovações? Confira estes 5 cases de inovação na educação que você aplicar em sua sala também.

Jogos Digitais

No Colégio Agrícola Estadual Daniel de Oliveira Paiva (CADOP), em Cachoeirinha/RS, o professor Eduardo Lorini Carneiro trabalhou conteúdos de geografia com jogos digitais. O projeto ainda deu origem a uma disciplina de games para o ensino fundamental.

Mais informações sobre o projeto, aqui.

Educação Integral

Para trabalhar equilíbrio emocional, concentração, paz interior, respiração de qualidade, além da percepção e descoberta corporal, a professora Litz Araujo Silva começou a ensinar yoga para crianças de 3 e 4 anos da Unidade Municipal de Ensino Porchat de Assis, em Santos/SP.

Mais informações sobre o projeto, aqui.

Redes Sociais

No Colégio Farroupilha, em Porto Alegre/RS, a professora Karina Predebon utilizou o Instagram como aliado para engajar os estudantes e trabalhar um clássico da literatura brasileira. Durante a atividade, personagens do livro ‘O Cortiço’ ganharam vida em perfis da rede social.

Mais informações sobre o projeto, aqui.

Elogios

Com o Diário da Gratidão, a professora Janaína Fernandes Pessoa trabalhou escrita aliada às habilidades socioemocionais. O projeto foi desenvolvido com uma turma de ensino fundamental, no Colégio Espanhol Santa Maria Minas, em Belo Horizonte/MG.

Mais informações sobre o projeto, aqui.

Produção de mídia

Na rede municipal de educação do Recife/PE, a professora Sandra Amorim usou a linguagem radiofônica para trabalhar a Revolução Pernambucana com uma turma do ensino fundamental.

Mais informações sobre o projeto, aqui.

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Fonte: https://porvir.org/10-ideias-inovadoras-para-mudar-suas-aulas-em-2020/

Entenda como escolas brasileiras têm aplicado conceitos do Japão

Saiba mais sobre a abordagem Estudo de Aula que, segundo Akihiro Takahashi, educador japonês que acompanha professores americanos nessa abordagem, “é considerado o melhor modo do professor se desenvolver profissionalmente”.

Desde fevereiro de 2018, a professora Adriana Silva estava planejando a aula que deu em julho do mesmo ano para os alunos de 5° ano da EPG Hamilton Félix de Souza, em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo. O tempo de preparação foi tão longo porque a lição foi pensada de acordo com a abordagem do Estudo de Aula, que ela aprendeu durante uma viagem que fez a Chicago, nos EUA, a convite da Fundação Lemann.

Adriana e mais dois colegas da rede municipal participaram de um workshop de cinco dias em que conheceram a abordagem, vinda do Japão. “O Estudo de Aula é considerado o melhor modo do professor se desenvolver profissionalmente: trabalhando em grupo para resolver problemas difíceis que encontram em sala de aula”, conta Akihiro Takahashi, educador japonês que acompanha professores americanos nessa abordagem e liderou o curso frequentado por Adriana.

Todo o planejamento culminou na aula ao vivo, acompanhada por Takahashi e Thomas Mcdougal, da Lesson Study Alliance, instituição que divulga essa estratégia de estudo nos Estados Unidos. “Ficamos muito otimistas ao ver a aplicação do Estudo de Aula aqui no Brasil”, diz Thomas.

E para entender um pouco mais, confira 3 dos elementos presentes nessa abordagem:

1) Escolha um tema difícil e um tópico específico

Durante um período longo, como um ano ou mais, aborde um tema complexo. O trabalho deve ser focado em um aspecto específico de uma única aula. No caso de Adriana, o grupo formado por ela e pelos colegas Helen Graciely Martins e Rogério da Mata decidiu planejar uma atividade que falasse sobre o que fazer com o resto de uma operação de divisão. “Notei que muitos alunos só ignoravam aquele número”, conta a professora. Os especialistas alertam que não vale selecionar o tema que você mais goste de ensinar. “O objetivo é resolver um problema que o professor tenha. Se ele seleciona algo com que lida bem, ele não aprende nada de novo”, ressalta Thomas.

2) Pesquise em fontes diversas

Quando o problema for selecionado, é hora de aprender ainda mais sobre ele. Pense na sua turma e busque referências em fontes diversas e bastante aprofundadas. “Em primeiro lugar, é preciso olhar para os estudantes e entender quais são as dificuldades que eles têm e por que esse tema é importante para eles, assim como quais atividades podem engajá-los”, diz Akihiko. Depois, é hora de ler o máximo possível sobre o assunto. “Procuramos exemplos de atividades e também teses e artigos acadêmicos”, conta Adriana. Todo o trabalho deve ser feito de forma colaborativa: a cada passo, o grupo se reúne e vai discutindo as descobertas que fez. Esse processo pode ser acompanhado por um parceiro externo ao grupo de trabalho, como um coordenador pedagógico ou especialista.

3) O que levar em conta ao planejar

Toda a pesquisa embasa o planejamento da aula. A abordagem do Estudo de Aula parte da premissa de que os alunos precisam desenvolver sua autonomia e pensar por si mesmos. Por isso, a ideia é (tendo o objetivo da aula bem claro) pensar nas atividades que vão levar a turma a atingi-lo. “No começo, a gente pensava em alguns exercícios, mas chegamos à conclusão de que uma única situação-problema era suficiente. Assim, teríamos tempo para que os alunos discutissem sobre ela, o que é mais importante”, conta Adriana.

Fontes:
https://novaescola.org.br/conteudo/12300/educacao-no-japao-como-planejamento-e-colaboracao-podem-mudar-a-aula