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O Correio da Amizade

Com vinte anos de experiência em sala de aula, foi há dez anos que a professora Sandra Cristina da Silva Cassiano começou a perceber a grande importância de valorizar a autoestima das crianças. Como parte do processo, ela costuma fazer rodas de conversa, que ajudam a direcionar a mente para práticas contemplativas e meditativas.

Durante alguns minutos, ela realiza, junto aos alunos, um agradecimento por tudo que possuem, e pensam em sonhos que já foram realizados. Segundo ela, as crianças começaram a ficar mais atentas, resultando em melhor rendimento em sala de aula.

Como parte disso tudo, ela organiza pequenos grupos de estudo com monitores. Sandra os divide conforme os diferentes níveis de aprendizagem, possibilitando que tirem dúvidas e aprendam juntos. Ao perceberem que podem auxiliar no processo de aprendizagem dos colegas, eles se sentem úteis e ficam mais seguros.

Todos os dias eles buscam utilizar palavras positivas e frases afirmativas. Em sala de aula foi construído um caderno de elogios e uma mala de sabedorias com livros e histórias altruístas. Durante a semana, são escolhidos momentos, no início ou final da aula, para escrever elogios aos colegas, professores ou qualquer outra pessoa da comunidade escolar. Para a atividade deram o nome de “Correio da Amizade”.

O projeto está tomando proporções maiores e outros professores já estão trabalhando com essa ideia.

Fontes:
http://porvir.org/professora-cria-caderno-de-elogios-para-valorizar-autoestima-dos-alunos/

Uma aula de cidadania

A escola não pode ser encarada apenas como o primeiro passo para o aluno ir bem em um vestibular, se formar em uma graduação e construir sua vida. Mas o papel da instituição é sempre muito maior que esse: ela é uma das peças fundamentais na formação da criança como cidadão. E é, exatamente isso, que pensa o Centro de Educação e Cultura (CEC), escola particular de ensino infantil, fundamental e médio, localizada na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.

Eles construíram uma minicidade, que reproduz o funcionamento de instituições reais, como prefeitura, hospital, escola, biblioteca, fórum, correio e mercado. O local tem, também, uma casinha de dois andares, com cômodos onde tudo funciona. E, como toda cidade, ela necessita de um prefeito para funcionar. É nesse momento que os alunos passam a vivenciar o processo eleitoral.

No “período eleitoral”, os alunos-candidatos fazem suas propostas de governo, discutem suas ideias com a coordenadora da minicidade e com a direção pedagógica, alinhando assim os projetos com a prática, evitando promessas inviáveis.
Depois de eleito, o aluno tem seu horário de trabalho na minicidade e suas propostas são expostas para que ele possa desenvolver item a item. As outras crianças são incentivadas a fazerem a cobrança. As responsabilidades do “prefeito” são tais como a promoção de campanhas de arrecadação de brinquedos ou de mantimentos, e o incentivo a ações de vacinação contra o HPV, por exemplo.

Além da eleição, a minicidade também promove a vivência em outros temas, como educação no trânsito, meio ambiente e educação financeira, para oferecer aos alunos a possibilidade de uma visão crítica. Todas situações e simulações são pedagogicamente planejadas, permitindo maior interação social, valorização dos interesses e talentos.

Fontes:
http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/cidadania-tambem-se-aprende-na-escola-20363281

Meditação como reflexão dos erros

João era um aluno muito levado e estava sempre aprontando uma aqui, outra ali. O castigo era rotina para ele, mas não trazia consequências positivas para seu aprendizado. João é um personagem fictício, mas com certeza você já se deparou com esta situação em sala de aula. Se, para muitos educadores, o castigo é a solução, não é mais o que pensa uma escola de ensino infantil de Baltimore, nos Estados Unidos.

O pensamento da escola Robert Coleman é de um processo de acolhimento do outro, consciência do erro, concentração e tranquilidade, substituindo a punição por sessões de meditação. O resultado foi a melhora na relação entre os alunos e a diminuição da taxa de suspensões.

O projeto foi implantado na escola em parceria com a organização sem fins lucrativos “Holistic Life Foundation” e recebeu o nome de “Mindful Moment Room”, que em uma tradução livre, pode significar “Sala do Momento de Meditação”. Como o próprio nome sugere, trata-se de um mecanismo simples: desacelerar e meditar. A proposta é fazer a criança pensar, mas não no sentido punitivo ou moralista, mas sim em relação à reflexão interior.

Para criar um ambiente acolhedor, a sala do programa é decorada com luzes baixas, almofadas e artefatos coloridos e relaxantes. Após adentrar o local, as crianças são motivadas a fechar os olhos, respirar e se reconectar consigo mesmas. Durante o processo, o aluno pode falar sobre o que houve e estimular a memória.

A meditação com atenção plena tem sido alvo de diversos estudos científicos que apontam para resultados interessantes, como expansão da concentração, incremento da memória e melhora das capacidades emocionais para lidar com situações de estresse e trauma.

Fontes:
https://catraquinha.catracalivre.com.br/geral/cuidar/indicacao/escola-americana-substitui-castigo-por-meditacao/