Conexão Xalingo – Blog

Tag - mão na massa

Professora estimulou os alunos a colocar a mão na massa

Vera Ligia de Campos Henrique é professora de ensino fundamental no Colégio Genius, em Campinas/SP e propôs a utilização de plataforma digital para trabalhar conteúdos de ciências com turmas do primeiro ao quinto ano.

Vera já tem mais de 20 anos de “casa”, com grande experiência em livros didáticos e apostilas, então trabalhar com uma plataforma digital, foi um novo desafio. Mas já nas primeiras aulas, a professora percebeu que os alunos estavam se envolvendo e participando das atividades.

A plataforma CLOE trabalha com a aprendizagem ativa, colocando o aluno no centro do processo. Por lá, é possível percorrer diferentes expedições que integram projetos, conteúdos e atividades práticas para trabalhar de forma significativa.

“Antes do fechamento das escolas, cada uma das minhas turmas estava participando de uma expedição. No quarto ano, por exemplo, estávamos percorrendo uma trilha que apresentava muitas experiências e estimulava momentos de interação entre os estudantes”, salienta Vera.

Quarto ano

A expedição do quarto ano falava um pouco sobre gastronomia molecular, transformações físicas e energia térmica. Além de trabalhar os conteúdos propostos, foram realizadas muitas atividades em sala de aula que estimulavam a reflexão dos estudantes, como experiência de observação de como a água passa do estado sólido para o estado líquido.

“Quando começou a quarentena, apesar de já estar trabalhando com uma plataforma digital, tive que fazer adaptações das aulas porque elas exigiam muitos momentos de interação e trabalho coletivo. Para dar continuidade aos conteúdos, passei a fazer algumas experiências na minha casa e também pedi para que os estudantes tentassem reproduzir com as suas famílias”, afirma Vera.

Resultados das experiências

Durante as últimas semanas, puderam observar o que acontecia com o mingau armazenado em potinhos, fizeram chá e até “geladinho” de vários sabores. “Compartilhamos receitas e tivemos um tempo para descrever como cada um fez na sua casa. Essa parte prática foi muito divertida, e os estudantes se engajaram muito”, completa a professora.

Segundo Vera, faltam três aulas para concluir essa expedição, mas ela já percebe que os estudantes estão envolvidos com o conteúdo. As experiências chamaram muito a atenção da turma, que consegue lembrar de diferentes atividades e conteúdos que foram trabalhados.

E para ficar por dentro das últimas novidades da Xalingo Brinquedos, inscreva-se em nosso canal no Youtube.

Fonte: https://porvir.org/longe-do-laboratorio-turma-de-fundamental-1-pratica-ciencias-na-cozinha/

Para estudar a Grécia e Roma antigas, estes alunos utilizaram um conhecido jogo

Para estudar o Ocidente Clássico, este professor resolveu inovar com os seus alunos: realizar a construção de um jogo de tabuleiro temático. Confira!

Jordan Santos Mendes é professor na Escola Concept, unidade de Salvador/BA, mediando processos de aprendizagem baseada em projetos desde 2017. No ano de 2018 desenvolveu o projeto “Xadrez do Mundo Antigo” com alunos do 6º ano.

O projeto

A ideia do projeto surgiu pois haveria estudos sobre o Ocidente Clássico, como a formação da Grécia Antiga e da Roma Antiga. O resultado foi a criação de um xadrez temático, no qual as peças do jogo são personagens históricos de ambas localizações.

Depois de pesquisarem sobre a Antiguidade Clássica, a turma foi dividida em três equipes que semanalmente se revezavam em três frentes de trabalho:

– Personagens da Roma Antiga: definir, por meio de um processo de pesquisa, os personagens históricos da Roma Antiga que seriam representados nas peças do jogo;

– Personagens da Grécia Antiga: definir, por meio de um processo de pesquisa, os personagens históricos da Grécia Antiga que seriam representados nas peças do jogo;

– O xadrez: definir as regras, projetar e produzir as peças e o tabuleiro do “Xadrez do Mundo Antigo” no FabLab da escola.

Depois de dois meses de muito trabalho, o “Xadrez do Mundo Antigo” ganhou vida. Além do tabuleiro e das peças criadas, os estudantes decidiram fazer cards biográficos acessíveis por QR Codes para cada um dos personagens históricos presentes no jogo. O motivo? Não satisfeitos em utilizar apenas as regras tradicionais do xadrez, eles criaram uma regra específica que possibilita ao jogador que capturar uma peça do adversário ganhar uma jogada extra.

Para isso, o jogador precisa dizer ao adversário quem foi personagem histórico e para se certificar da veracidade das informações, o adversário pode conferir a resposta acessando cartas biográficas do personagem comum leitor de QR Code. O objetivo é fazer com que as pessoas que jogarem o “Xadrez do Mundo Antigo”, não só se divirtam, mas também aprendam sobre a Grécia Antiga e Roma Antiga.

Resultados

O projeto não só desenvolveu conteúdos e habilidades da área de humanidades, mas também de linguagem (português e inglês), a partir da elaboração das cartas biográficas, e de matemática no processo de construção do tabuleiro e das peças.

Em março de 2019, o “Xadrez do Mundo Antigo” foi selecionado para a Mostra Interativa do Festival de Invenção e Criatividade (FIC Maker 2019) e três estudantes viajaram para São Paulo para representar a turma no evento que foi realizado durante FEBRACE (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia) na USP (Universidade de São Paulo).

Crédito: Arquivo Pessoal /Jordan Santos Mendes

E para ficar por dentro das últimas novidades da Xalingo Brinquedos, inscreva-se em nosso canal no Youtube.

Fonte:
https://porvir.org/estudantes-criam-jogo-de-xadrez-com-personagens-da-grecia-e-roma-antiga

Quer inovar suas aulas em 2020? Então olha estes exemplos (parte 2)

Na postagem “Quer inovar suas aulas em 2020? Então olha estes exemplos (parte 1)” trouxemos 5 exemplos de inovação para a sua sala. Hoje, trazemos outras 5 que podem te ajudar muito nesse ano. Confira!

Autoria

A partir da criação de um livro de poesia, a professora Simone de Souza Moura Otoni, de Goiás, estimulou o protagonismo dos alunos e mobilizou a comunidade escolar com uma festa de lançamento da publicação.

Mais informações sobre o projeto, aqui.  

Mão na massa

Para trabalhar a funcionamento do sistema nervoso na prática, a professora Lucia Helena Alves de Souza elaborou uma aula maker no Colégio Elvira Brandão, em São Paulo/SP. Com circuitos elétricos, a turma foi incentivada a observar, compreender, descrever, simular e construir neurônios, capazes de se comunicarem entre si para propagar os impulsos nervosos.

Mais informações sobre o projeto, aqui.  

Sala de aula invertida

Em Guararema/SP, a professora Laiana Bruno Petta apostou na metodologia da sala de aula invertida para estimular a autonomia e a cooperação dos meus alunos. Com um projeto realizado com uma turma de quinto ano do ensino fundamental, ela trabalhou com grupos de estudo e roteiros individuais para personalizar as aulas.

Mais informações sobre o projeto, aqui.  

Uso do território

Desenvolvido na escola COC Lages, o projeto “O Jogo do Patrimônio” foi desenvolvido com uma turma de 5º do ensino fundamental. A professora Graziella Coelho Vieira incentivou os estudantes a produzir o mapa geográfico da cidade e construir réplicas de monumentos históricos para trabalhar cultura, memória e identidade da comunidade.

Mais informações sobre o projeto, aqui.  

Teatro

Em Vertentes/PE, a professora Ilka Eliane de Albuquerque Cavalcante usou o teatro para promover o letramento literário e a exploração de emoções a partir de clássicos da Literatura Brasileira.

Mais informações sobre o projeto, aqui.

E para ficar por dentro das últimas novidades da Xalingo Brinquedos, inscreva-se em nosso canal no Youtube.

Fonte: https://porvir.org/10-ideias-inovadoras-para-mudar-suas-aulas-em-2020/

Entenda como a Fórmula 1 irá adentrar a sala de aula

Com a premissa de construção de carro, programa já presente em 42 países busca desenvolver habilidades através de metodologias ativas.

O projeto educacional intitulado “F1 nas escolas (F1 in Schools)” recebe sua versão nacional, que é resultado de uma parceria da empresa de tecnologia educacional ZOOM com a Associação Projetando o Futuro, ONG que atua pelo desenvolvimento de engenharia e empreendedorismo em escolas. O público-alvo são estudantes das etapas de ensino fundamental e médio, com idades entre 12 e 19 anos.

A aproximação entre o mundo do automobilismo e a educação está lincada à expansão mundial da metodologia STEM (sigla em inglês para ciências, tecnologia, engenharia e matemática) e dos chamados projetos “mão na massa”.

“No desafio de F1, assim como acontece em batalhas de robô, os alunos têm total liberdade para criar seus carros. A única coisa padronizada é a cápsula de gás carbônico de alta compressão e o disparador que faz o carro atingir até 200 km/h em uma pista 24 metros ele comprimento”, afirma Marcos Wesley, diretor-presidente da ZOOM.

Como o programa chega às escolas?

As escolas interessadas em oferecer o projeto a suas turmas recebem da ZOOM orientação para adaptar o programa à grade curricular e a formação dos professores como mentores, uma vez que o desempenho em pista é só um dos quesitos analisados pelos jurados durante as competições.

Como acontece em campeonatos de robótica, os professores são incentivados a promover a interação dos alunos com a comunidade e auxiliá-los em todas as etapas, desde a criação da equipe, a construção do carro propriamente dita, a divulgação do projeto e a fase de competição.

“O contexto do F1 nas Escolas é de tutoria e mentoria, não de aula. Durante a avaliação, os jurados perguntam como é que eles conseguiram viajar para os torneios e construir o carro. Se sentirem que existe um ‘paitrocínio’, não pega bem”, explica Wesley.

Projeto no Brasil

Em nova fase após a parceria ZOOM-Associação Projetando o Futuro, a projeção para a temporada 2018-2019 do F1 nas Escolas é que o número de times passe dos atuais 20 para até 90. Segundo Wesley, o barateamento dos kits, para cerca de R$ 400, pode atrair redes e escolas públicas.

Calendário de provas

A nova temporada do F1 nas Escolas teve início logo após o mundial de Singapura, em setembro, e deve ter suas finais regionais nos próximos meses de fevereiro e março (uma delas vai acontecer na próxima edição da Campus Party em São Paulo, entre 12 e 17 de fevereiro). A etapa nacional será realizada em abril e serve como classificatória para a decisão que acontece no final de 2019.

O programa e o currículo

Física: projeto, aerodinâmica, atrito, cinemática;

Química: teoria dos gases, materiais;

Matemática: elaboração de orçamento, controle, planilhas;

Português: elaboração de portfólio, site, página e textos para Facebook, plano de marketing, material para patrocínio;

Artes: logotipo, criação da marca, artes para postagens no site, facebook, material promocional, estande;

Inglês: entendimento das regras e regulamentos do projeto (original na língua inglesa);

Comunicação: apresentações para patrocinadores, mídia e juízes.

Créditos da imagem: reprodução

Fonte:
http://porvir.org/f1-nas-escolas-leva-educacao-mao-na-massa-ao-ensino-fundamental-e-medio/

Alunos que “colocam a mão na massa” aprendem 30% mais

O que os professores e educadores já desconfiavam agora foi confirmado por pesquisas. As crianças que colocam a mão na massa na hora de aprenderem aprendem muito mais do que aquelas que não participam do processo.

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, avaliou vários alunos e chegou à conclusão de que os alunos que aprendem testando e colocando seus conhecimentos à prova aprendem mais e de uma forma mais eficiente.

Essa pesquisa mostra que o educador precisa ir além do ensino lousa e livro. Mais do que apenas dar tema de casa, trabalhos e provas é preciso pensar além, fazer com que os alunos sejam inquietos e queiram sempre testar seus conhecimentos na prática.

Sabemos que muitas escolas não possuem recursos para uma aula mais tecnológica, mas é possível fazer pequenas coisas que podem abrir as mente dos estudantes. Por exemplo: que tal visitar um parque para ensinar os pequenos biologia? Ou ainda, fazer pequenas experiências para ensinar física e química? Visitar uma biblioteca diferente, apresentar novos autores pode ser um ótimo incentivo para as aulas de Língua Portuguesa. E mais: o uso do Google Maps para ensinar Geografia e História. As ideias são muitas. Vamos coloca-las em prática?