Conexão Xalingo – Blog

Tag - jogos na educação

Seus alunos podem aprender sobre a Roma Antiga através de jogo

Jogo de aventura, desenvolvido por pesquisador da USP, tem cenários que permitem trabalhar elementos cotidianos, rituais religiosos e a estrutura social da época.

O game se passa mais precisamente na Roma Antiga com Septimius como personagem principal. Ele é um escravo que precisa cumprir determinadas tarefas para preparar um banquete no dia 24 de agosto de 79 d.C. Para quem não sabe, essa é a data em que o vulcão Vesúvio entrou em erupção, levando destruição e tragédias às cidades de Pompeia e Herculano.

Com essa narrativa, o jogo “O Último Banquete em Herculano” convida alunos e professores do ensino fundamental e médio a vivenciarem o último dia nas cidades. O game foi desenvolvido por pesquisadores do Laboratório Romana Provincial (Larp) da USP, que são arqueólogos especializados em Roma Antiga.

“O Último Banquete em Herculano” utiliza o cenário dos preparativos para a grande refeição como forma de trabalhar elementos cotidianos, como alimentação, banhos, rituais religiosos e a estrutura social da época. “O banquete funciona como se fosse um microcosmo da sociedade romana. Você tem a questão de classes, do senhor da casa e dos escravos, enquanto o banquete envolve os alimentos e os vasilhames de bronze”, explica o historiador e arqueólogo Alex Martire, pesquisador do Larp.

O jogo

Gratuito, o jogo está disponível para Android e iOS, sendo do gênero aventura. “Nós partimos para o campo do mobile porque é onde tem o maior apelo entre os professores. Nem toda escola tem um laboratório de informática. Nós sabemos as dificuldades que existem e construímos um jogo digital para atender a essas demandas”, diz Alex.

Para apoiar o uso pedagógico da ferramenta, o jogo acompanha um guia didático, produzido pelos pesquisadores Alessandro Mortaio Gregori e Amanda Daltro de Viveiros Pina. Dividido em oito sessões, o material pretende auxiliar o trabalho em sala de aula. “Nós preparamos esse material para auxiliar o professor, sabendo que a realidade docente no país é difícil e muitas vezes ele não vai ter tempo para planejar e observar o game durante horas”, conta Alessandro Mortaio Gregori.

Além de trazer a contextualização do jogo e indicações de livros e sites para pesquisas, o guia também traz sugestões de atividades e planos de aula com durações variadas, que podem ser utilizados de acordo com a disponibilidade de cada educador.

“Nós estruturamos esse guia com um viés mais construtivista, pensando no papel ativo do aluno na aprendizagem”, destaca o pesquisador. Segundo ele, as atividades foram elaboradas para gerar uma discussão com os alunos e, a partir daí, permitir que eles coloquem a mão na massa. “As sugestões sempre trazem alguma atividade a ser desenvolvida que não é o jogo. O aluno sempre vai produzir alguma coisa, como uma história em quadrinhos, um trabalho com massa de modelar, uma composição, uma narrativa ou um vídeo”, detalha.

E para ficar por dentro das últimas novidades da Xalingo Brinquedos, inscreva-se em nosso canal no Youtube:  https://www.youtube.com/channel/UCEu_wTApB06msiH5SXQ-JRg

Fonte: http://porvir.org/jogo-de-aventura-ensina-historia-antiga-com-desafios/

Química se aprende brincando

Conhecer os elementos químicos e suas transformações em uma viagem pelas Américas Central e do Sul, junto aos povos que habitavam as regiões. Essa é a narrativa do jogo “Ferreiros e Alquimistas”, que ajuda a tornar o estudo da química mais contextualizado e divertido.

Desenvolvido por um grupo pertencente ao NAPEAD (Núcleo de Apoio Pedagógico à Educação a Distância da UFRGS), o jogo inicia com a imersão no mundo dos elementos químico na primeira fase, chamada Tumbaga, que aborda o processo metalúrgico capaz de gerar a liga de mesmo nome, composta por ouro e cobre. A personagem comandada pelo jogador precisa realizar uma série de tarefas enquanto recolhe o material necessário para produzir a liga. Cada ação se dá em um determinado local: lagos, montanhas, cavernas e a vegetação ao seu redor.

post03-napostagem

Todas as tarefas se desenvolvem em três objetivos: a produção de um espelho de tumbaga, a partir da coleta e do polimento do ouro e do cobre para que o material se torne reflexivo; a confecção de um colar de tumbaga, repetindo os processos de pegar ouro e cobre mas também coletando cera de abelha; e a produção de uma escultura de tumbaga, para a qual o jogador precisa ir atrás de uma referência visual, coletar cobre e ouro, a cera e ainda argila, para fazer um molde. Para que a personagem saiba o que precisa fazer, ela conversa com um ancião que habita o local. As instruções são lidas também pelos jogadores.

A inspiração do roteiro vem do povo Tayrona que ocupou várias regiões ao norte da Colômbia e manipulava a liga de tumbaga, cuja composição contém 95% de cobre e 5% de ouro. Os tayronas descobriram que, se levassem o material a uma infusão feita com uma planta chamada chulco, a liga metálica teria a sua superfície corroída e acabaria perdendo os átomos de cobre. Restando uma predominância dos átomos de ouro no exterior do material, o resultado era um reluzente tom de dourado. Assim, ao chegar à Colômbia, os espanhóis perguntavam-se de onde havia surgido tanto ouro, até que descobriram que não era disso que se tratava – o que, aliás, os deixou bem irritados com o povo local. E é por isso que a liga é conhecida como “ouro de tolo”.

Veja um pouco do jogo, aqui: https://www.youtube.com/watch?v=2-xMruJfA8M

Fonte: http://porvir.org/jogo-criado-na-ufrgs-promove-aventura-pela-historia-da-quimica/

Um jogo para entender a política

Se há algo que gera discussão em nosso país, sem dúvida é a política. A cada ano de eleição, vemos muitas promessas e poucas realizações após o político ser eleito. Diante disso, surge a plataforma “Cidade em Jogo”, aplicativo gratuito que traz problemas enfrentados no jogo de computador Sim City, mas com questões de cidades brasileiras.

O jogo começa com a classe sendo separada em grupos pequenos e escolhendo o cenário a ser jogado: cidade rural, litorânea ou metrópole e de três áreas prioritárias. Cada aluno é desafiado a decidir o que é melhor para o seu município, com base nos indicadores financeiros, de satisfação popular e de infraestrutura. As decisões tomadas pelos estudantes, impactam diretamente nos índices, possibilitando, posteriormente, debates sobre impostos, transporte, educação, saúde e outros temas, sempre em vista de conteúdos trabalhados nas aulas de biologia, filosofia, matemática, geografia e história. Com a cidade em mãos, os estudantes devem tomar decisões com equilibro, que irão contrapor opiniões pessoais.

Segundo Henrique Krigner, que é analista da Fundação Brava (responsável pelo desenvolvimento do game), “Cidade em Jogo” é recomendado para o ensino médio, pois, por mais que tenha uma linguagem simplificada, aborda termos como tributos, alíquota, sofisticados para séries inferiores.

Veja o vídeo do jogo, aqui: https://www.youtube.com/watch?v=5DfFAgPVcIA

Uma grande ideia para abordar diversos conceitos políticos de forma divertida e dinâmica, não é mesmo?!

Fontes:
http://porvir.org/jogo-coloca-alunos-para-administrar-cidade-e-discutir-politica/

3 jogos para introdução da geometria

Parte do cotidiano dos alunos, a geometria é um dos conceitos matemáticos mais importantes na educação. E para auxiliar você, professor, a ensinar sobre as propriedades de cada uma das figuras geométricas básicas, trazemos 3 dicas de jogos que podem ajudar na introdução sobre conceitos como simetria, área e volume de formas geométricas. Confira!

Azulejo de formas
Neste jogo, as crianças terão que organizar blocos de modo que cubram uma forma destacada. O objetivo é treinar a composição de formas bidimensionais a partir de blocos poligonais. Acesse para saber mais: https://novaescola.org.br/conteudo/6833/azulejo-de-formas

Um momento de reflexão
Utilizando tijolos para construir uma figura simétrica, esse jogo vai auxiliar as crianças a compreender as noções de simetria. Saiba mais: https://novaescola.org.br/conteudo/6818/um-momento-de-reflexao

Medidas de área
A proposta deste jogo é que a turma utilize unidades quadradas de diferentes maneiras. Em um dos desafios, o número de quadrados fornecidos não é suficiente para cobrir o retângulo. Assim, os estudantes precisam estudar sobre o conceito de área. Saiba mais sobre o jogo: https://novaescola.org.br/conteudo/6835/eleve-ao-quadrado

Obs.: Para utilizar os jogos, é necessário cadastro no site da Revista Nova Escola.

Fonte:
https://novaescola.org.br/conteudo/9132/jogos-para-introduzir-conceitos-de-geometria-aos-alunos

Matemática em alto-mar

Para ensinar matemática, a professora Aline Falconeri Carneiro Bahia, utilizou o jogo Batalha Naval como forte aliado.

Lecionando matemática na Escola SESI José Carvalho, em Feira de Santana/BA, Aline escolheu trabalhar o conteúdo de plano cartesiano e distância entre dois determinados pontos, através desse jogo. Na hora de elaborar a estratégia para vencer, a professora percebeu que poderia criar um ambiente ideal para que os seus alunos calculassem, observassem, analisassem, articulassem e verificassem pontos relacionados ao conteúdo da disciplina.

Para vencer a partida, o aluno deveria localizar barcos dos colonizadores e dos piratas no mar e, então, calcular a distância certa para atingir o barco pirata, por meio de uma fórmula matemática. Aline percebeu uma forte colaboração entre os membros de cada equipe e, ficou evidenciado que, através da gamificação, encontram diversas soluções para um único problema. Posteriormente, para verificar se o uso da gamificação tem efeito sobre os seus alunos, a professora fez uma enquete no grupo da escola do Facebook, questionando a opinião deles sobre o uso de jogos nas aulas. A maioria das respostas disse que as aulas ficaram mais atraentes e produtivas.

Fontes: http://porvir.org/aula-de-matematica-se-transforma-em-jogo-de-batalha-naval/

Gamificação para ensinar finanças

Gamificação é o uso de mecânicas e dinâmicas de jogos para engajar pessoas, resolver problemas e melhorar o aprendizado, motivando ações e comportamentos em ambientes fora do contexto de jogos. Sabendo disso, o professor Fabiano Ferreira Santos desenvolveu brincadeiras que simulam etapas de uma gestão financeira organizacional, como estratégia para ensinar conteúdos complexos.

Ele ensina finanças na graduação, mas recebeu o desafio de trabalhar Contabilidade Gerencial com alunos do ensino médio da Escola do Sebrae de Formação Gerencial (EFG), em Belo Horizonte/MG. Sabendo do grau de dificuldade da disciplina, ele encontrou na gamificação, a solução para aumentar o engajamento dos estudantes. A ideia foi montar um jogo onde cada estudante passasse pelas etapas de uma gestão financeira organizacional, criando planilhas financeiras e demonstrações contábeis. Isso tudo de forma divertida, mas sem perder o foco na educação. O jogo ganhou o nome de “Lucre se Puder”.

Para o desenvolvimento do game, a primeira etapa foi produzir uma roleta que deveria ser girada pelos estudantes reunidos. A cada giro, se deparavam com fatos, brincadeiras e elementos contábeis. Além disso, também foram elaboradas planilhas financeiras impressas e cartas com atividades e tarefas. E, neste jogo, diferentemente de outros, o que se ganha são receitas de vendas ou receitas financeiras. Já as perdas são custos e despesas organizacionais. A atividade vem acompanhada de cinco planilhas: Planilha de Receitas (Vendas), Planilha de custos variáveis (compras), Planilha de despesas e custos fixos (aluguel, salários, água, luz e outros), Planilha da Demonstração do Resultado do Exercício (DRE), Fluxo de Caixa (DFC) e Planilha do Balanço Patrimonial.

Para o andamento do jogo, os estudantes foram divididos em grupos com, no máximo, seis integrantes. Em cada rodada, um aluno gira a roleta para saber uma informação financeira ou carta da sorte. Em uma das cartas, por exemplo, está escrito: “você acaba de vender 100 unidades a R$ 20,00 cada e comprou 112 unidades a R$10,00 cada”. Então o aluno teria que registrar na planilha de vendas 100 unidades, gerando receita de R$2.000,00, e na planilha de custos 120 unidades, com custo total de R$1.200,00, dos quais R$1.000,00 iriam para o Custo do produto vendido (na DRE) e R$200,00 na conta estoque do balanço patrimonial. A ideia é exercitar algumas regras contábeis, como pagar despesas, gerar receita, lucrar, montar o balanço patrimonial e outras.

Ao final da atividade, Fabiano percebeu muitos alunos brincando e se divertindo, e os resultados foram sentidos nas aulas posteriores, onde ele percebeu uma maior atenção e interesse dos estudantes.

Fontes:
http://porvir.org/professor-cria-jogo-para-trabalhar-contabilidade-alunos-ensino-medio/
https://www.edools.com/o-que-e-gamificacao/