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Aulas online autorizadas enquanto a pandemia continuar

Ainda no dia 10/12/2020, o Ministério da Educação (MEC) homologou a decisão do Conselho Nacional de Educação (CNE) a respeito da permissão das aulas remotas continuarem acontecendo durante a pandemia.

Para as fundadoras do SOS Educação, Roberta e Thais Bento, existem pontos positivos e negativos disso. O lado positivo é que as escolas já estarão estrategicamente prontas para receber os alunos esse ano, com base no que aconteceu em 2020. “Porém, diante do cenário atual, esse retorno 100% presencial vai ter que ser adiado. Poder se preparar com antecedência ajuda não só a escola, mas também as famílias, de forma que possamos ajudar as crianças a seguirem com o melhor que podem ter diante do risco que o vírus traz: o ensino híbrido para aqueles que podem voltar para o presencial de acordo com os dias oferecidos pela escola e o remoto para aqueles que são do grupo de risco. E seguimos firmes na torcida para que a vacina chegue logo e traga a segurança que tanto esperamos!”, explicam.

O lado negativo, segundo as especialistas, é que o ensino remoto não consegue suprir todas as necessidades de desenvolvimento e aprendizagem, e ainda ressaltam que a medida do governo deve ser provisória, pela questão da segurança da volta às aulas presenciais.

“Como não tem data de validade na resolução homologada, precisamos lembrar que o ensino remoto deve permanecer somente enquanto não for possível e seguro ter todas as crianças na escola. De maneira alguma ele supre todos os aspectos do desenvolvimento e aprendizagem de que os alunos precisam. O ensino remoto é inúmeras vezes melhor do que deixar as crianças sem contato com a escola e sem rotina de estudos. Mas sempre como provisório, até que seja possível que todos voltem seguros para as aulas presenciais”, concluem.

E você, professor(a): o que acha dessa decisão? Concorda ou discorda? Comente abaixo!

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Sugestão de imagem: Freepik
Fonte: Pais & Filhos

5 atividades para o ensino remoto ou híbrido (parte 2)

No post “5 atividades para o ensino remoto ou híbrido (parte 1)”, trouxemos as inspirações que a professora Mara Mansani dá para aulas remotas ou híbridas de segunda à quarta. Agora confira mais inspirações, agora para quinta e sexta-feira.

Quinta-feira

Para esse momento, compartilhe um vídeo pelos grupos do Whatsapp com uma leitura feita por você de um poema infantil. Depois siga os mesmos passos de leitura dos outros dias.

Para finalizar as atividades do dia, oriente os alunos para que escolham um dos textos lidos na semana para participarem do “Festival da troca de leituras”. Para que as crianças fiquem tranquilas quanto a gravação, grave vídeos com mais de um aluno lendo, se você estiver no contexto familiar um de cada tipo lido durante a semana. Explique que as gravações deverão ser feitas com ajuda da família em suas casas.

Sexta-feira

O último dia é reservado para o Festival da troca de leituras. Decore a sala de aula para acolher e recepcionar os alunos. Pode ser interessante pensar em uma organização que dê a ideia de uma festa. Organize a sala em uma grande roda com cadeiras para todos e prepare uma caixinha com o nome de todos os alunos para o sorteio das trocas. Caso você esteja no formato remoto, pode decorar o fundo da sua imagem.

“Agradeça e dê parabéns aos alunos pela participação de todos durante a semana, destaque os pontos positivos e fale principalmente sobre o desenvolvimento da leitura. Para começar o compartilhamento das leituras, um aluno sorteia um nome e faz a leitura escolhida para o colega sorteado até que todos participem”, sugere Mara.

Ao final do festival, apresente os vídeos das leituras de todos, que podem também ser disponibilizados em canais de comunicação utilizados pela escola. Os textos lidos impressos podem também ser colocados em um painel em sala de aula para que as crianças continuem suas leituras e também para registrar esses momentos especiais em sala.

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Créditos da imagem: Freepik
Fonte: Nova Escola

5 atividades para o ensino remoto ou híbrido (parte 1)

Utilizando a leitura, esta professora criou uma semana “especial” de atividades para fazer com seus alunos durante o ensino remoto ou híbrido. Confira e inspire-se!

Mara Mansani é professora há quase 3 décadas e criou uma proposta de programação para desenvolver com seus alunos na alfabetização. Ela fez uma atividade para cada dia da semana e ficou muito legal. Que tal se inspirar e criar as suas? Então confira!

O primeiro passo que Mara sugere é de, através de videoconferência, explicar aos seus alunos a proposta da semana especial e do “Festival da troca de leituras”, onde todos poderão dar e também receber a sugestão de um livro. “Fale que para as trocas será feito um sorteio com todos os nomes da turma como um amigo secreto”, completa Mara.

Segunda-feira

A primeira atividade que a professora fez foi disponibilizar quadrinhas em arquivo PDF, onde cada aluno escolheu uma, leu e depois fez a escolha de um colega para ler junto. Oriente as leituras, ouvindo-as e auxiliando nas dificuldades. “Se possível, envie para as famílias links de leitura de quadrinhas para que acessem com suas crianças em casa, preparando para as leituras em sala de aula online ou presencial. Desta forma, você amplia também o repertório de leituras dos alunos. No Youtube é possível encontrar vários canais de leituras de quadrinhas, onde os textos e suas leituras são apresentados”, completa Mara.

Terça-feira

Faça todos os passos com os alunos, propostos na atividade de segunda-feira, mas ao invés de usar as quadrinhas, disponibilize diferentes parlendas. Deixe que as crianças leiam em voz alta para todos a parlenda escolhida. Dessa forma, elas já vão se soltando e se preparando para a gravação do vídeo.

Conheça o passo a passo de uma atividade para sua turma da alfabetização que pode ser feita no ensino remoto e com poucos recursos.

Quarta-feira

A terceira atividade é focada nos textos de trava-línguas. É importante acompanhar com mais atenção a leitura individualizada, pois nesse tipo de texto os alunos podem apresentar um pouco mais de dificuldades, devido a combinações de rimas e sons parecidos nas palavras.

Geralmente meus alunos gostam muito desses textos! Eles promovem momentos divertidos de leitura e apresentam um desafio que as crianças querem conseguir realizar, o que demanda várias leituras do mesmo texto.

Gostou das ideias? Confira na parte 2, as atividades para quinta e sexta-feira.

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Créditos de imagem: Freepik
Fonte: Nova Escola

Dicas para adaptações das aulas remotas e presenciais (parte 2)

Confira mais opiniões de professores e especialistas sobre as adaptações necessárias nessas transições das aulas remotas e presenciais.

Professora de língua portuguesa e coordenadora de projetos da assessoria pedagógica Redesenho Educacional, Danielle Lima enxerga que um dos grandes desafios destas mudanças está na questão de envolvimento dos alunos em ambas propostas. “Os alunos já vem de um estresse e de um cansaço de todo esse tempo de aulas online, e isso precisa ser considerado. Eu tenho muito receio que a transmissão de aulas faça com que o engajamento dos alunos se perca”, diz.

Buscando evitar que os alunos diminuam suas participações, Danielle salienta a importância do planejamento de estratégias específicas para cada formato. “No ensino remoto, durante o momento síncrono, precisamos pensar em estratégias para deixar a aula menos expositiva e mais participativa. Quando você apenas transmite a aula presencial, você perde muito disso”, diz.

Conforme as necessidades de cada instituição, as estratégias de adaptação podem variar entre diferentes caminhos. Dois professores podem se dividir entre a condução das aulas presenciais e a mediação de atividades virtuais simultâneas, os alunos que estão em casa podem ter aulas em outros horários ou até mesmo podem ser utilizadas diferentes abordagens, como o modelo rotacional ou virtual aprimorado do ensino híbrido.

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Fonte: Porvir

Dicas para adaptações das aulas remotas e presenciais (parte 1)

Com a volta das aulas presenciais em muitos locais, são necessárias adaptações para que o ensino permaneça com qualidade e os alunos não sintam mais esta mudança. E nesta ideia, o ensino híbrido ganha cada vez mais espaço.

Especialista em educação inclusiva e certificado pelo programa Google Innovator, o professor Doug Alvoraçado defende a adaptação das aulas e atividades para ambos os formatos de ensino. “No presencial, existe a possibilidade estar ali com o aluno, já no virtual existe a facilidade de utilizar recursos ou jogos digitais. O professor precisa entender o que é melhor em cada formato. A partir daí, ele vai planejar sua aula em dois momentos”, diz.

Ele dá o exemplo de uma aula de ciências: você pode realizar uma experiência presencial com sua turma, preparar um determinado kit com materiais para os estudantes estudarem em casa ou realizarem uma gravação para visualizarem depois. E isso depende muito dos objetivos da sua aula.

E entender estes objetivos é também compreender os diferentes caminhos de aprendizagem que os alunos podem percorrer. “Dependendo da turma, o professor pode ter três tipos diferentes de alunos: o que está presencialmente na escola, o que está acompanhando a aula virtualmente e o que vai assistir mais tarde de forma assíncrona. A escola precisa decidir como ela vai ser organizar. Ela vai ter um professor dando aula presencial e outro virtual? Tudo isso precisa ser considerado”, destaca o professor.

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Créditos da imagem: Freepik
Fonte: Porvir

6 coisas que você precisa para gravar suas aulas à distância

Quer deixar gravadas algumas de suas aulas à distância, com qualidade e que sejam engajadoras, mas não sabe por onde começar? Então saiba o que é necessário.

Com a pandemia em andamento, as aulas à distância mantêm-se como a possibilidade da educação continuar acontecendo. E se vocês, além das clássicas “lives”, transmissões por Zoom e WhatsApp, quer também proporcionar conteúdos mais trabalhados ou até mesmo continuar na educação EAD pós-pandemia, aqui vão algumas dicas do que você vai precisar.

1) Roteiro

Antes de qualquer coisa, você precisa elaborar um roteiro. A ordem da gravação das videoaulas não tem muita importância. Você é quem decide se quer gravar primeiro a introdução, o conteúdo ou a conclusão. Afinal, isso pode ser editado na pós-produção.

Mas, as informações de cada uma dessas partes devem ser bem organizadas em um roteiro, para que você não se perca e nem deixe nada passar em branco. É importante lembrar que você está gravando um vídeo e não pode desperdiçar tempo. É preciso transmitir sua mensagem de forma clara, simples e objetiva. Do contrário, o seu conteúdo pode deixar o aluno confuso e desorientado. Consequentemente, você perderá a atenção dele.

2) Ambientação

A ambientação é o cenário que você vai utilizar para as gravações e é muito importante que esse local seja tranquilo, longe de distrações e barulhos que possam interferir no áudio da filmagem.

Busque sempre um ambiente bastante iluminado para fazer as gravações. Todo fotógrafo e cinegrafista sempre busca pela melhor luz para os seus registros. Assim, além das suas filmagens saírem muito mais nítidas, você ficará ainda melhor apresentado(a) nas suas videoaulas.

3) Câmera

Dependendo da sua condição financeira, o celular pode sim, ser utilizado. Inclusive, há muitos aplicativos para criar seus vídeos e muito fáceis de mexer. Mas claro: a recomendação é utilizar o equipamento mais profissional ao seu alcance. Isso, sem sombra de dúvidas, interfere no resultado final.

Uma câmera semiprofissional é um investimento muito válido para quem possui sua própria empresa de cursos online ou seu próprio curso de ensino a distância. Porém, se você só tiver um celular ao seu alcance – que filme, no mínimo, em HD – ótimo também.

4) Microfone

A menos que você esteja em um ambiente totalmente isolado e recluso, será impossível que o seu áudio saia perfeito usando apenas sua câmera ou celular. O mais provável é que seu vídeo fique cheio de chiados, barulhos e ecos, oque pode desagradar os ouvidos dos seus alunos.

Investir em um microfone é essencial para entender como gravar videoaulas. Esse dispositivo captará um som mais claro e de melhor qualidade para as suas gravações. Caso não conte com uma verba para essa aquisição, no momento, você pode transformar o seu celular em um microfone. Use o gravador do aparelho, mantendo-o próximo a você enquanto grava o vídeo.

O trabalho será concentrado ao momento  da edição, já que será preciso sincronizar áudio e vídeo. Mas nada que seja impossível de fazer.

5) Computador

É claro, o seu computador também deve estar preparado para a edição após a gravação das videoaulas. O caso é que os softwares de edição costumam exigir um alto desempenho da máquina. Sendo assim, dependendo das especificações do dispositivo, ele pode acabar ficando muito lento, durante a execução do programa.

Portanto, para que o software não fique travando e você não leve horas para editar suas aulas, é importante ter um computador que aguente essa tarefa.

Então, aqui vão duas dicas para você:

– Invista em uma boa placa de vídeo

Essa peça é responsável por executar as imagens nos computadores. Uma placa de vídeo apropriada ajudará a facilitar a edição de vídeos.

– Preste atenção ao processador

O processador é outro fator importante. Ele é quem endereça os dados de acordo com a aplicação.

Um computador com processador a partir do Intel Core I5 ou equivalente é o mais adequado para esse caso.

Você pode optar por comprar uma nova máquina ou melhorar seu computador atual. No segundo caso, não deixe de consultar uma assistência técnica de informática.

6) Software de edição

Nesse momento, você transformará todo esse material bruto na aula EAD. É hora de fazer os cortes, eliminar as falhas, sincronizar imagem e som e inserir uma trilha sonora.

As opções de softwares de edição são inúmeras. O Adobe Premiere e o Final Cut são excelentes opções para editar vídeos. Ambas contam com recursos mais profissionais e completos, mas são pagas. Entretanto, os próprios sistemas operacionais oferecem alternativas de softwares de edição de vídeo, que são mais simples, porém gratuitas.

O Windows conta com um editor próprio de fotos e vídeos, já o macOS, da Apple, disponibiliza o iMovie.

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Fonte: https://blog.eadplataforma.com/producao-de-conteudo-ead/como-gravar-videoaulas/

Veja como professores estão deixando as aulas remotas mais atraentes

Você, professor(a) podem estar passando (ou já passou) pela dificuldade de engajar os seus alunos durante essa pandemia, não é mesmo?! Então o exemplo destes outros professores podem te dar ideias e inspirar para encontrar outros caminhos para suas gravações das aulas. Veja!

As aulas online de diversas matérias começaram a ficar mais interessantes para os alunos depois que estes professores passaram a ir para dentro de cavernas, florestas ou até mesmo ao lado de uma ossada de dinossauro. Isso começou a acontecer assim que um acampamento pedagógico de Tatuí/SP disponibilizou a professores a oportunidade de gravarem aulas e “lives” (transmissões ao vivo) aos alunos durante a pandemia.

“A gente começou a ver a dificuldade que os professores estão tendo para se reinventar e resolvemos abrir nossa estrutura que sempre foi buscada por eles. A iniciativa é para agregar valor ao conteúdo passado ao alunos”, explica o gerente do Sítio Carroção, Felipe Guimarães.

A professora Thais Mirela Andrade, por exemplo, trabalha com educação infantil e está indo ao acampamento para gravar as aulas, já que percebeu um maior interesse dos alunos pelo conteúdo.

“A gente tenta mostrar para as crianças um pouco do mundo lá fora. Muita criança mora em apartamento e não tem a oportunidade. Para a gente também é uma experiência ímpar mostrar este tipo de coisa e estar neste ambiente”, diz.

O local

No local também há um mapa gigante, trilhas para cavernas, floresta, avião de guerra e até uma área que simula um sítio paleontológico e abriga o fóssil de um Tiranossauro Rex, com 14 metros de comprimento.

“Está sendo um momento inovador para os professores. É difícil, mas estamos inovando a cada momento. A família está acompanhando mais e ajudando neste momento. A ligação família e escola melhorou”, afirma a professora Pâmela da Silva.

Pais veem com bons olhos a inovação

Por causa das medidas de prevenção contra o coronavírus, a filha de Mariana Zuchi está tendo aulas pela internet. Ela afirma que o cenário exterior dos professores chama a atenção da pequena Marina.

“É um cenário diferente que ajudou a gente a prender atenção das crianças durante a aula online todos os dias.”

Créditos das fotos: Reprodução/TV TEM

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Fonte: https://g1.globo.com/sp/itapetininga-regiao/noticia/2020/07/05/professores-gravam-em-cavernas-e-floresta-para-deixar-aulas-mais-atraentes-na-pandemia.ghtml

Aprenda como reinventar as suas aulas com estas ferramentas (parte 1)

Veja estas 2 dicas para aprimorar as suas apresentações em slides e engajar mais os seus alunos nas aulas remotas durante a pandemia.

O já famoso “PPT” (mais conhecido Power Point) e o Google Slides ainda merecem muito espaço nas estratégias para manter a atenção dos alunos, principalmente durante esse período de pandemia e aulas à distância.

Ainda que profissionais da educação mais inovadores digam que eles já deveriam ter caído em desuso, outros professores estão mostrando justamente ao contrário, através de utilização não convencionais dessas ferramentas.

1) Esta professora está utilizando o chat para construir os PPT’s

Annelize Jacoby, professora de produção de texto em turmas do Fundamental 2 e Ensino Médio de uma escola particular de Campinas (SP), adotou um jeito diferente de usar o PPT. Ao invés de levar apresentações prontas para as aulas de verbetes com a turma do 6º ano, ela construiu os slides com a participação dos alunos. Primeiramente, Annelize pediu que os alunos pesquisassem definições diferentes de algumas palavras e mandassem os resultados no chat do Google Meet (aplicativo de comunicação por chamada de vídeo), enquanto ela montava os slides. Em seguida, Annelize avaliou cada elemento com a turma, refletindo sobre sinônimos, classificação gramatical, etimologia, dentre outros pontos. 

Depois desse processo, a professora disponibilizou a apresentação para consulta no Google Sala de Aula (Google Classroom, serviço online gratuito para professores e alunos). Nesse processo, um ponto interessante para ela é que os materiais de cada turma nunca são os mesmos porque são elaborados a partir da interação com os estudantes. “Essa é uma tentativa de construir o conhecimento junto com os alunos. Por isso, nunca chego com os slides prontos, seja no ensino presencial ou no remoto”, diz.

2) Arquivos de áudio para leitura? Sim!

Professora de Língua Portuguesa na Escola Municipal Antônio Maceo, no Rio de Janeiro, Helena Correia tinha como desafio promover o gosto pela leitura nas turmas da Educação Infantil e do Fundamental 1. Com a pandemia e o consequente isolamento social, ela percebeu que não teria como continuar com as mesmas práticas de ensino, principalmente porque muitos alunos praticamente não têm livros em casa.

Helena pesquisou sobre o PowerPoint e viu que dava para criar uma apresentação com o áudio de um poema de Cecília Meireles. “Montei os slides, depois gravei a leitura do poema, usei alguns efeitos de gravação que a própria ferramenta oferece, e, por fim, salvei em formato mp4”, explica. Outra produção da professora foi um passo a passo de como fazer uma boneca abayomi, símbolo de resistência de povos africanos. “Tenho aprendido muito nesse processo”, diz. “É algo novo para mim, uma vez que não conhecia todas as potencialidades dessa ferramenta”. O resultado, segundo ela, é visível. “Vejo que as crianças estão gostando muito. O nível de interesse e de participação aumentou nas aulas”.

Confira a segunda parte da postagem, aqui.

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Fonte: https://novaescola.org.br/conteudo/19403/ensino-remoto-como-reinventar-sua-aula-com-ppt-e-google-slides

4 passos para montar um plano de aula remoto

Com a pandemia em pleno andamento, as aulas à distância têm sido o caminho para manter o conhecimento e educação dos alunos acontecendo. Mas se você está com dificuldades de implementar as aulas, confira estes 4 passos para montar um plano de aula remoto.

1) Meios para se comunicar com os alunos virtualmente

O meio digital já faz parte do dia a dia da maioria dos estudantes, sendo que muitos deles se comunicam com mais desenvoltura que os próprios professores. Por isso é tão importante a interação nesses ambientes. E as ferramentas para isso, são muitas. Confira algumas delas:

WhatsApp: Utilização para conversas individuais, em grupos ou através de listas de transmissão;

Google Hangout Meets: Plataforma de webconferência para até 100 pessoas ao mesmo tempo;

Skype: Plataforma de comunicação para uma quantidade reduzida de pessoas;

Google Forms: Criação de avaliação, simulados e provas para resolução no formato digital;

Microsoft Teams: Trabalhe em equipe usando chat, compartilhando arquivos e fazendo chamadas com vídeo.

Procure identificar as tarefas que podem ser transpostas, facilitadas ou repensadas para o meio digital. Utilizar um ambiente virtual de aprendizagem, caso a sua escola ou o seu sistema de ensino disponha de um, é um ótimo exemplo.

O Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) funciona como uma “sala de aula” virtual, que traz videoaulas, planos de estudo e atividades, além da análise de dados educacionais.

2) Encaminhamento metodológico para o plano de aulas remotas

Se no modelo tradicional o professor em uma aula expositiva explica a matéria no quadro para que depois os alunos façam sozinhos a lição de casa, neste encaminhamento metodológico para o desenvolvimento de plano de aulas remotas, a sugestão é que primeiro o aluno realize a internalização dos conceitos essenciais antes da aula e depois com a ajuda da orientação do professor discutam os conhecimentos adquiridos e tirem possíveis dúvidas, seguindo a lógica da sala de aula invertida.

Considere propor que o primeiro contato com o conteúdo (estudado previamente à distância) seja feito por meio do uso de materiais digitais, como: videoaulas, games, podcasts, pesquisas, textos, fóruns, etc.

O material didático e sistema de ensino podem ser grandes aliados do professor na elaboração do plano de aulas remotas. Confira se o seu material traz encaminhamentos metodológicos, sugestões de atividades, referências, propostas de avaliação e outros elementos que possam auxiliar na construção do plano de aula.

3) Atividades avaliativas para o plano de aulas remotas

Para o desenvolvimento do plano de aulas remotas, o professor pode solicitar aos alunos a realização das atividades contidas no livro e o envio de um print das respostas por e-mail ou WhatsApp. Também é possível utilizar esse dispositivo para o envio de áudios para a turma, com explicações e encaminhamentos para realização dos exercícios.

O professor também pode desenvolver suas próprias avaliações, pesquisas e questionários utilizando ferramentas gratuitas, como o Google Forms.

Caso a sua escola utilize um sistema de ensino, uma dica é verificar se ele disponibiliza avaliações em formato digital, como atividades de fixação e reforço, provas e simulados.

4) Promova discussões práticas na elaboração do plano de aulas remotas

Que tal promover a discussão prática do conteúdo teórico trabalhado nas aulas remotas? O professor pode abrir um chat para discutir o assunto abordado na aula através das diversas ferramentas de comunicação sugeridas nesta matéria.

Aproveite este momento para criar espaços para a interação entre os próprios estudantes. Promova debates e estimule a participação e a exposição de diferentes pontos de vista.

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Fonte: https://salettoedu.com/veja-4-passos-para-montar-um-plano-de-aula-remoto/