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Sustentabilidade Escolar

A sustentabilidade é tema constante em sala de aula. E nada melhor do que a própria escola ser exemplo sustentável. É o caso do Colégio Estadual Erich Walter Heine, no Rio de Janeiro.

Ele foi inaugurado em 2011 e é o primeiro colégio da América Latina a ter reconhecimento sustentável através do Green Building Council. O seu telhado é verde e ele é construído no formato de cata-vento, o que facilita a circulação do ar e consequente diminuição da absorção de calor no ambiente. A água da chuva é reaproveitada, além das lâmpadas serem de LED.

O resultado foi a redução de até 40% no consumo de energia da escola, poupando em torno de R$ 5 mil em despesas de água e luz, por mês. Tudo isso trouxe consciência ambiental aos estudantes também. As disciplinas básicas, por exemplo, dividem espaço com atividades como reciclagem, cuidados com horta e manutenção do telhado verde.

Além destas atividades sustentáveis, que já são da rotina dos alunos, durante o ano também acontecem outros projetos sustentáveis. No final de 2016, por exemplo, foram recolhidos pneus usados para então produzir e colocar poltronas pela escola.

Fonte: http://porvir.org/escola-publica-rio-tem-telhado-verde-praticas-sustentaveis/

Games como forma de ensinar

Fugir dos modos tradicionais de aplicação de disciplinas, é um desafio cada vez mais presente entre os profissionais da educação. O professor Greiton Toledo de Azevedo encontrou nos games uma forma de aproximar os estudantes da matemática. E está funcionando muito bem.

O Mattics é o projeto desenvolvido pelo professor e que envolve a matemática e games, com divisão dada em três momentos: na primeira etapa os estudantes devem escolher o tema que desejam abordar, como poluição, violência doméstica, etc. Aqui, também, são discutidos os personagens que protagonizarão o game e seu roteiro.

A segunda fase é de desenvolvimentos: assim que personagens e objetivos dos jogos são definidos, é iniciado o processo de construção.

A última parte do processo é quando os estudantes apresentam os games desenvolvidos, recebendo feedback dos colegas e do professor.

Segundo Greiton, o projeto que já tem mais de dois anos tem trazido resultados importantes, com alunos mais participativos, produtivos e responsáveis. Se antes ao projeto havia um alto índice de evasão onde leciona, agora os alunos não faltam um dia sequer.

Fontes:
http://porvir.org/games-engajam-os-alunos-trazem-significado-para-matematica/

Aplicativo para facilitar o trabalho do professor

Uma biblioteca virtual inteligente, com filtros que facilitam a busca de materiais didáticos na rede e onde se pode compartilhar materiais produzidos pelos próprios professores, como exercícios e questões de avaliações. Essa é a ideia de novo aplicativo que uma empresa tem, para facilitar o trabalho dos docentes.

Esta ferramenta que está sendo desenvolvida, também disponibilizará avaliação de qualidade dos materiais e facilitará a sua adaptação por parte dos professores, trazendo sugestões conforme o perfil do usuário. A ideia também visa remunerar o professor que compartilhar seu material, assim que outro docente utilizá-lo.

Ferramentas como essa, segundo Paula Furtado, sócia da Mupi (desenvolvedora do aplicativo), possibilitam um ensino exclusivo para cada criança, respeitando seu ritmo e utilizando os recursos mais adequados ao seu jeito de aprender.

Fonte: http://revistapegn.globo.com/Banco-de-ideias/Educacao/noticia/2017/03/aplicativo-usa-inteligencia-coletiva-para-ajudar-professores-da-educacao-basica.html

A leitura aproxima

Mais do que uma ferramenta de aprendizado, a leitura pode ser uma forte aliada na aproximação de filhos e pais. O projeto “Leitura em Família” é uma prova disso.

Ao se sensibilizar com um aluno, que achava que seus pais não gostavam dele, e devido a isso não o ajudavam com suas tarefas de casa, a professora dos anos iniciais do ensino fundamental na rede municipal de Fortaleza/CE, Tereza Mara Uchôa, desenvolveu o projeto “Leitura em Família” como estratégia na aproximação de familiares.

A ideia do projeto é montar kits de leitura para que as crianças levem para casa. Para isso, a professora comprou cinco sacolas e, dentro delas, colocou alguns livros. Entre as obras estão contos, quadrinhos, adivinhações e até uma obra sobre a cidade de Fortaleza. Além disso, é inserido um caderno para registros, onde as famílias devem dar depoimentos a respeito do momento de leitura com os filhos.

O kit tem como objetivo fornecer um momento único para os pais e os filhos e, conforme Tereza, a ideia é que os responsáveis marquem um horário e local para a leitura junto às crianças. No caderno, as anotações, sobre este momento, devem ser feitas.
Nas primeiras experiências com o projeto, a leitura aconteceu em diversos lugares, como na calçada, na cama ou na rede.

Inúmeras histórias surgiram nas anotações. Muitas delas, emocionantes. Por exemplo, a de uma mãe que não era alfabetizada, mas sua filha leu a história e depois registrou tudo no caderno de anotações. Ou então, pais que não tinham a noção do quanto era gratificante ter esse momento com seus filhos.

Para Tereza, o projeto tem tido um belo resultado, pois toca o coração da família para que, momentos como esses, sejam mais valorizados.

Fontes:
http://porvir.org/leitura-em-familia-reforca-lacos-afetivos-traz-resultados-para-sala-de-aula/

Vá com calma, tecnologia!

A tecnologia já é realidade na vida de oito em cada dez crianças e adolescentes entre nove e 17 anos, segundo a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2015, conduzida pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), através do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br).

Para diminuir possíveis efeitos nocivos da tecnologia, na vida de crianças e adolescentes, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) desenvolveu uma série de orientações sobre a exposição às telas, de acordo com idade e etapas dos desenvolvimentos dos jovens. O documento “Saúde de Crianças e Adolescentes na Era Digital” tem inspiração em estudos e recomendações internacionais, adaptando-os ao nosso país.

As recomendações são a partir do nascimento das crianças. Segundo a SBP, bebês com até dois anos não devem ter acesso às telas. Já para as crianças entre dois e cincos anos de idade, recomenda-se somente uma hora diária. Com 6 anos, a recomendação é que não possuam contato com jogos violentos. Até os dez anos, as crianças não devem possuir televisão ou computador em seus quartos, afim de evitar o consumo de conteúdos inapropriados.

Os possíveis perigos para o desenvolvimento infantil, apontados pela SBP, são: aumento da ansiedade, estímulo a comportamento violento ou agressivo, transtornos de sono ou alimentação, queda no rendimento escolar, má relação com as pessoas, entre outros.

Para saber mais sobre o documento, acesse: https://www.sbp.com.br/sbp-em-acao/sbp-lanca-conjunto-de-orientacoes-em-defesa-da-saude-das-criancas-e-adolescentes-na-era-digital/

E, em sua opinião, a tecnologia é benéfica ou prejudicial às crianças e adolescentes?

Fontes:
http://porvir.org/telas-criancas-conheca-os-mitos-riscos-desta-exposicao/

 

Aprendizados com o SXSWedu (parte 2)

Na postagem passada, trouxemos alguns importantes temas que foram tratados no SXSWedu deste ano. Hoje o foco fica na tecnologia dentro de sala de aula. Será que ela realmente vem pra ficar ou é só uma fase? Abaixo você descobre o que viram alguns participantes brasileiros do evento.

Segundo Débora Dias Garofalo, professora orientadora de sala de informática, como as crianças e adolescentes estão em constante contato com a tecnologia, acabam desenvolvendo e aprimorando habilidades como a criatividade e a inovação. Para ela, a criança também precisa ter contato com a tecnologia dentro de sala, mas de uma forma mais contextualizada e que objetive o aprendizado.

Já o professor paranaense, Jocemar do Nascimento, fez uma importante reflexão, após um debate sobre construção de pensamento computacional: os atuais recursos tecnológicos presentes no ambiente escolar, amanhã, podem se tornar obsoletos. É necessário, então, preparar os estudantes para que utilizem a ferramenta que tiverem disponível para o momento.

Um assunto importante levantado durante um dos debates do evento, foram as crianças refugiadas e como elas tem utilizado o Skype como importante ferramenta de comunicação. Em uma experiência vista pela professora Mara Mansani, foi mostrado um vídeo de crianças que se conectam com crianças de outros campos de refugiados, trocam ideias educacionais e experiências.

Fonte: https://novaescola.org.br/conteudo/4793/tem-tecnologia-dentro-da-sala-de-aula-e-nao-da-mais-para-voltar-atras

Aprendizados com o SXSWedu (parte 1)

Maior evento de inovação do mundo, o SXSW também tem espaço para a educação com o SXSWedu. Ele reúne diversos profissionais mundiais da área para troca de conhecimento.

Algumas lições importantes foram verificadas por professores brasileiros que participaram do evento. Entre elas, um assunto cada vez mais abordado no mundo educacional: o protagonismo em sala de aula. Segundo o professor de geografia, Fábio Augusto Machado, ficou nítida a importância dada aos professores no processo de aprendizagem, no SXSWedu.

Ao se falar de tecnologia em sala de aula, segundo Greiton Toledo de Azevedo, professor de Matemática em Goiás, a tecnologia pode ser produzida dentro de sala de aula e não somente servir a ela. O professor, nesse momento, se torna parceiro do aluno para utilizar a tecnologia como meio de construção de conhecimento.

Outro fator levantado durante o evento foi a saúde mental dos alunos e dos professores. Em uma reflexão da professora da rede pública no Espírito Santo, Marlúcia Brandão, ela diz: “A saúde mental é uma coisa que não é discutida nas escolas ou fora delas. O professor precisa também identificar quando um aluno está com problemas em sua saúde mental. Mas como cuidar dessa criança se ele próprio também pode ter algumas questões nessa área? Pessoas quebradas quebram outras, pessoas destruídas destroem outras”.

Na próxima postagem aqui no blog, vamos trazer outros importantes conceitos trazidos no SXSWedu 2017.

Fontes:
https://novaescola.org.br/conteudo/4792/as-licoes-que-aprendemos-no-primeiro-dia-da-sxswedu

Será que os papais reconhecem o sorriso dos filhos?

Como aproximar mais os pais e responsáveis à sala de aula? Mostrando a eles que, talvez, não estão nem reconhecendo mais o sorriso dos próprios filhos.

A professora Carla Borges criou uma dinâmica chamada “Descubra-me pelo sorriso”. A ideia, com este método, era verificar se familiares conseguiam acompanhar o que seus filhos faziam no ambiente escolar. A tarefa era simples: para que os responsáveis pudessem ter acesso às atividades das crianças, antes era necessário reconhecer o sorriso do seu filho em um dos envelopes.

O resultado chamou a atenção da professora e dos pais: muitos deles não reconheceram o sorriso dos filhos. Após essa constatação, Carla buscou estratégias para aproximar as famílias à escola. Uma delas foi criar um jardim de comportamento. Nele, cada aluno era responsável pelo cuidado de uma flor de papel que continha “pétalas”. Estas pétalas eram como um bônus, e o aluno deveria cooperar e ter um bom comportamento para não perder estas pétalas. O cuidado pelo jardim deveria ser grande, já que, posteriormente, ele seria visto pelos pais.

Posteriormente, já com o apoio das famílias, foi produzido um livro sobre a vida das crianças. Para a produção, foi necessária a ajuda dos pais, para contarem suas histórias. Os leitores foram funcionários da escola e, durante a reunião de pais, foi marcada uma mesa de autógrafos com os trabalhos desenvolvidos.

Crédito da foto: Arquivo Pessoal/Carla Borges

Fontes:
http://porvir.org/e-possivel-inovar-na-reuniao-de-pais-professora-usa-sorrisos-para-mostrar-sim/

Unir ao invés de separar

Transformar uma sala de recursos multifuncionais em um laboratório de inovação? A professora Nângella Simões acreditou que seria possível e fez.

Anteriormente, ela utilizava o espaço para produção de materiais e atividades direcionados a alunos com alguma deficiência. Porém, mudanças foram surgindo nas metodologias de trabalho, e as estratégias agora são voltadas para a aprendizagem de todos alunos, com um sem deficiência.

A ideia surgida em Ipatinga/MG foi em 2015, com o objetivo de incluir efetivamente os alunos com deficiência, mudando as práticas dentro da escola e englobando todos no mesmo espaço. Isso trouxe uma nova visão sobre a educação inclusiva, pensado sempre no coletivo e oferecendo estratégias pedagógicas diversificadas, sempre respeitando as limitações de cada um.

Pesquisas educacionais demonstram os benefícios que o trabalho colaborativo traz para aprendizagem de crianças com deficiência. Nas salas de recursos multifuncionais, foram introduzidas noções básicas de eletrônica, por exemplo.

Créditos da foto: Rodrigo D’Ávila

Fonte: http://porvir.org/sala-de-recursos-vira-laboratorio-de-inovacao-para-promover-inclusao/

Aplicativos docentes

A cada nova postagem que fazemos aqui no Conexão Xalingo, a certeza cresce: os dias da educação tradicional estão contados. E os professores sabem tão bem disso, que já estão, eles mesmos, criando aplicativos para o incentivo da educação.

É o caso dos aplicativos pedagógicos “Universos & Tribos”, “Profissap” e “Sonhe!”. Eles foram idealizados por professores de escolas estaduais do Rio de Janeiro, como parte do TecEscola.

O app “Universos & Tribos” trata-se de um quiz, com assuntos relacionados às disciplinas de matemática e biologia. Foi desenvolvido em uma parceria de professores das duas matérias. Após a utilização do aplicativo, percebeu-se uma mudança no perfil dos alunos e também mais aprovações ao final do ano letivo.

E para aqueles alunos que não sabem o que fazer após se formarem no ensino médio? O aplicativo “Profissap” é um direcionamento para profissões de interesse, funcionando como um teste vocacional.

Já o app “Sonhe!” visa dar suporte aos alunos, com informações sobre assuntos de matemática, música e história.

Fontes:
http://www.correiodobrasil.com.br/rio-professores-usam-tecnologia-para-incentivar-alunos/