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Como prevenir o ambiente escolar da “Baleia Azul”

Perigoso, o suposto jogo da “Baleia Azul” tem preocupado pais e professores no Brasil. E especialistas têm dado dicas de como lidar com o tema.

1) Mudanças de comportamento
Segundo Elizabeth dos Reis Sanada, doutora em psicologia escolar e docente no Instituto Singularidades, mudanças bruscas de comportamento podem ser sinal de que o jovem possa estar sofrendo com algo que não sabe lidar. Ela diz que o isolamento, mudanças no apetite e até usar roupas que cubram partes do corpo, como o braço, para se esquivar de mostrar o corpo, são pistas de um sofrimento que não conseguem lidar.

2) Conhecer seus filhos
Elizabeth afirma que os pais devem conhecer a rotina de seus filhos, saber o que fazem e quais são seus amigos. Ela cita como é comum muitos adolescentes falarem de suas desmotivações em viver, nas redes sociais. A doutora afirma que os pais devem incentivar os filhos a terem projetos para o futuro, como traçar uma viagem, por exemplo.

3) Espaço para diálogo
Os filhos precisam sentir-se acolhidos em casa para estarem à vontade para falar sobre suas vidas. Conforme a psicóloga coordenadora do instituto de psicologia do Hospital Pequeno Príncipe, Angela Bley, aquele adolescente com baixa autoestima e sem vínculo familiar fortalecido tem mais vulnerabilidade a sofrer com este tipo de armadilha, como o Baleia Azul.

4) Aliados
Adolescentes precisam buscar as pessoas que confiam para compartilhar anseios, seja na escola ou em casa.

Fonte: http://g1.globo.com/educacao/noticia/jogo-da-baleia-azul-e-seus-desafios-cinco-dicas-para-prevencao-de-pais-e-alunos.ghtml

Pesquisa mostra que adolescentes brasileiros estão felizes com suas vidas

Os estudantes brasileiros andam satisfeitos com as suas vidas. É o que aponta o relatório “O Bem-Estar dos Estudantes”, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O estudo foi realizado através de entrevistas com 540 mil jovens de 15 anos, em 72 países. A pesquisa solicitava que os alunos avaliassem, em escala de 0 (“pior vida possível”) a (“melhor vida possível”), os seus graus de satisfação com suas vidas. A média no Brasil é de 7,59. Esse número está acima da média mundial, que obteve 7,31.

Em países asiáticos, como Coreia do Sul e Hong Kong, o índice médio de satisfação, dos adolescentes com suas vidas não passa de 20%. Já os países com os melhores índices são Islândia (46,7%), Colômbia (50,9%), México (58,5%) e República Dominicana (67,8%).

No relatório também foi mostrado que os estudantes brasileiros de 15 anos passam mais de três horas por dia na internet, no período fora da escola. Somente o Chile tem maior tempo gasto na internet, entre os países estudados.

Fontes:
http://g1.globo.com/educacao/noticia/estudantes-brasileiros-sao-felizes-e-estao-entre-os-que-mais-usam-internet-fora-da-escola-diz-ocde.ghtml

A tecnologia como controle de presença de alunos

A usual chamada pode estar com os dias contados nas instituições de ensino. A Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes/PE começou a utilizar o reconhecimento facial como controle de presença dos alunos do município.

Inédito no estado, o Sistema de Gestão Escolar, registra a presença dos alunos através de sensores tridimensionais, que estão instalados na entrada das escolas. Se o aluno não comparecer ao colégio em até meia hora após os portões serem fechados, os responsáveis são informados sobre a ausência do estudante, através de SMS.

De acordo com o prefeito do município, Anderson Ferreira, além do controle de ausências, a ferramenta possibilita que professores tenham em torno de 15 minutos extras para as aulas, já que não necessitam fazer a tradicional chamada oral.
Outro fator importante é que o sistema está interligado com o Conselho Tutelar e, caso o estudante falte cinco aulas seguidas, o órgão é automaticamente acionado. Cerca de 2.500 estudantes já estão cadastrados e a ideia é implementar a ferramenta em todas unidades da rede municipal da localidade.

Foto: Chico Bezerra/PJG/Divulgação

Fontes:
http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/vida-urbana/2017/04/18/interna_vidaurbana,699635/jaboatao-substitui-a-chamada-escola.shtml

Aprendendo matemática através de jogos

Existe uma teoria que diz que matemática se ama ou odeia. Mas entre esses dois extremos, é possível encontrar estratégias para o que amor pela matéria seja pra todos. E aplicar a disciplina, através de um jogo, tem dado certo para a professora Roberta Schnorr Buehring.

Há 21 anos na profissão e mestre em Alfabetização Matemática, ela sempre enxergou no lúdico, um aliado para ensinar matemática. Para comprovar sua teoria, ela desenvolveu o jogo Detetive dos Números, na Escola Básica Municipal Vitor Miguel de Souza, em Florianópolis/SC.

O jogo trata-se de um quadro com sequência de números de 1 a 100. Através do auxílio de outros colegas, um dos alunos deve descobrir, por meio de dicas e visualizando o quadro, qual dos algorismos é o que está escrito em um papel, que está colado na sua testa.

Segundo Roberta, o aluno, através das dicas, vai elaborando o raciocínio. Com o quadro, eles somam e também desenvolvem a capacidade de perguntar e responder, em um verdadeiro trabalho em grupo. O jogo não tem um ganhador, já que é criado para ser um trabalho em equipe. Assim, todos se ajudam.

O jogo trouxe resultados muito positivos, já que para a professora o desempenho e interesse dos alunos, pela matéria, cresceu. Como é o caso das alunas Larissa Monteiro Almeida e Rafaella Almeida dos Santos, que passaram a gostar mais da disciplina após a inserção do projeto em sala de aula.

Créditos da Foto: Leo Munhoz / Agência RBS

Fonte: http://horadesantacatarina.clicrbs.com.br/sc/geral/noticia/2017/04/professores-da-rede-publica-apostam-na-criatividade-para-melhorar-desempenho-dos-alunos-9768875.html

Uma escola diferente

Criada por ex-funcionário do Google, a Altschool é formada por oito unidades e conta com mais de 100 alunos, do berçário à oitava série.

Max Ventilla é o nome por trás da escola, que possui semelhança com startups de aplicativos para celular. A escola é baseada em tecnologia e constantemente aprimorada por equipe de engenheiros e designers vindos do Facebook, Google e Apple.

A escola é conhecida como “lab school” (escola laboratório), onde a tecnologia é aliada ao protagonismo do aluno. Isso favorece a autonomia do estudante, possibilitando que ele defina seus próprios caminhos de aprendizagem. A ideia é que, no futuro, o projeto possua inteligência artificial, deixando os professores mais focados nas estratégias de ensino, livres assim, de trabalhos repetitivos.

Os pais ficam próximos à escola, já que têm acesso à plataforma digital do projeto, a Playlist. Através dela, as crianças acessam a lição de casa, o que é mais importante para ser estudado e tem comunicação com o professor.

A filha do fundador Max Ventila tem 5 anos e também participa da escola. Ela está aprendendo sobre frações e proporções. Um dos projetos recomendados para ela, na plataforma, foi criar uma réplica em bloco do Burj Kalifa, que é o maior arranha-céu do mundo. Max estava em viagem para a cidade onde fica o prédio e pode mostrar, por videoconferência, como ele era construído. Ou seja, o estudo é bem mais dinâmico através da ferramenta, possibilitando diversas interações.

Crédito da imagem: AltSchool

Fontes:
http://porvir.org/altschool-escola-tecnologia-dna/

Física no folder de mercado

Temida por uma grande parcela de estudantes, inclusive com uma das menores taxas de acerto no ENEM (segundo pesquisa do appProva), a Física pode ser ensinada de uma forma mais próxima da realidade do estudante. É o que fez o professor Sandro Soares Fernandes, do Colégio Pedro II, Campus São Cristovão III.

A ideia foi aproveitar um momento de rotina, como a ida ao mercado, e criar um folder de ofertas fictícias. No anúncio, ao invés de preço, os produtos usavam unidades diferentes. Por exemplo: uma lâmpada era vendida por horas de uso, pão de forma por fatias e sandálias por anos de caminhada.

O aluno precisava, então, fazer uma série de estimativas. Exemplo: se valeria a pena comprar um pacote de 500 gramas de macarrão ou 500 metros do produto. Com esse folder fictício, comparando com anúncios de um supermercado de verdade, os estudantes tiveram a atividade de explorar massa, comprimento, volume, área, densidade, entre outros pontos. Para cada produto, compararam preços e pensaram nas suas relações para encontrarem os melhores preços.

Segundo Sandro, algumas estratégias foram adotadas pelos grupos. Para o macarrão, os grupos estimaram o comprimento de cada espaguete e a quantidade deles em um pacote de 500g. Também estimaram a massa e o tamanho de cada um dos espaguetes, para identificar o número deles por pacote e seu comprimento total alinhados.

Para o professor, a atividade foi recompensatória, já que os alunos e ele próprio sentiram-se desafiados e, trazer o mundo real pra matéria, tornou-a mais fácil de ser aprendida.

Fontes:
http://porvir.org/sala-de-aula-se-transforma-em-supermercado-para-aprender-fisica/

Robótica em sala de aula

A Universidade de São Paulo (USP) desenvolve um projeto que visa incluir a robótica na vida escolar das crianças da rede pública de São Carlos/SP.

O projeto ensina os princípios da robótica aos estudantes, com aulas que despertam o interesse dos alunos pela tecnologia. A ação conta com o apoio de empresas famosas na área da informática.

Conforme Eduardo Simões, professor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), o projetivo busca retirar o “medo” das crianças em relação à robótica, permitindo-os que tenham contato com os materiais, brinquem, e até destruam e construam da forma que quiserem, para que não sintam-se limitados na ideia de “não pode mexer”.

Os alunos têm acesso a conceitos de programação e comandos, mas tudo de um jeito mais leve e divertido, tendo contato diretamente com as máquinas. O aluno Davi Correa, de 11 anos, acha que os robôs trariam mais interesse dos estudantes às aulas. Já Eduardo Abreu, de 10 anos, diz que não gosta muito de matemática e que, através das máquinas, poderia aprender mais sobre a matéria.

Fonte: http://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/noticia/projeto-da-usp-leva-robotica-para-escolas-publicas-de-sao-carlos.ghtml

(Foto: Ely Venâncio/EPTV)

Os jogos vêm pra somar

Em recente participação no evento Transformar, Gonzalo Frasca, professor da disciplina de videogames na Universidade ORT, em Montevidéu, falou sobre a importância dos jogos na educação.

Segundo ele, jogar é uma das maneiras mais naturais para se aprender, pois é uma estratégia cognitiva na qual conhecemos e exploramos o mundo. Para ele, não possível aprender sem emoção, e os jogos trazem estas diversas cargas emocionais. Para ele, é errado pensarmos no videogame como entretenimento.

E para os professores se adaptarem aos jogos, Gonzalo entende que não é uma fácil tarefa. O padrão de formação dos educadores é aquele onde é necessário ter controle sobre uma turma com 25-30 alunos e para isso é exigida ordem e organização. Em contrapartida, o jogo é visto como o caos.

Para o uruguaio, é necessário que os professores aceitem que o jogo é uma forma de aprender e compreender o mundo. Ele cita a questão de empresas mais criativas, que não segue o padrão de bater ponto de 9 às 5 todos os dias.

Seu conceito de mundo ideal não é uma escola onde as crianças estão jogando videogame toda hora, mas sim algo como o jardim de infância, onde se cultiva o espírito do jogo.

Fontes:
http://porvir.org/jogar-e-uma-das-maneiras-inatas-para-aprender/

Tema de casa digital

As tarefas de casa (ou temas de casa, em algumas regiões) também estão mudando com os avanços da tecnologia. Na Escola Integrada Educativa, em Sumaré/SP, a lição agora é realizada no computador, celular ou tablet.

Seguindo a atual realidade dos estudantes, cada vez mais conectados à internet, a escola entendeu que fornecer as tarefas de casa em formato digital estimula a realização delas. E o resultado já foi percebido e, segundo o coordenador pedagógico Éber Alves, os alunos estão tendo maior empenho com as tarefas realizadas em casa.

Para as crianças que não possuem computador ou internet em casa, a escola agora possui uma sala para estudos que usufrui de computadores com internet. Este espaço pode ser utilizado por todos os estudantes, principalmente aqueles que não possuem as tecnologias em suas residências. As crianças podem utilizar o local no turno contrário.

As vantagens com tudo isso são importantes. Os alunos, por exemplo, têm a resposta de determinado exercício, assim que o terminam. Caso esteja errado, o estudante pode refazer. Se toda a turma estiver com dificuldades em determinado assunto, o professor tem a informação via plataforma.

Fontes:
https://www2.portalnovidade.com.br/educacao-licao-de-casa-se-rende-a-tecnologia-e-a-tarefa-agora-e-digital/

Escrever a mão? Não precisa mais.

Em plena era digital, é compreensível a reclamação de estudantes sobre reescrever textos e materiais à mão. O projeto “Espaço Literário” foi desenvolvido pensando nestas situações.

Desenvolvido como um website, através dele os alunos têm a possibilidade de divulgar e editar materiais que produziram, e receber feedback das professoras online, tornando os processos de edição e reescrita textual mais eficientes.

O projeto é concebido por Rosinete dos Santos Freitas, professora de Língua Portuguesa e também por Catia Regina Bernardes Fernandes, professora de Tecnologia Educacional. Uma das ideia é que, através dele, todos tenham acesso aos materiais, como contos e crônicas dos alunos, e não somente professores.

O resultado tem sido muito positivo, já que, alunos que possuíam dificuldade ou desinteresse em escrever no papel, agora se sentem à vontade para registrar suas ideias. Além disso, o fato de possuírem mais “leitores”, os estimulou a escreverem melhor e com mais atenção.

Fontes:
http://dc.clicrbs.com.br/sc/dc-na-sala-de-aula/noticia/2017/03/professoras-criam-projeto-online-para-incentivar-leitura-e-producao-textual-9758457.html