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A tecnologia adentra a sala de aula

No Colégio Satc, em Criciúma/SC, os estudantes aprendem a lidar com novos desafios desde pequenos. A partir dos dois anos de idade até a fase adolescente, os alunos aprendem robótica de forma descontraída, adquirindo conhecimento das inovações do futuro.

Além disso, o colégio também conta com a Escola de Talentos, que estimula e agrega conhecimentos, como os tecnológicos. Em sala de aula, os estudantes aprendem robótica usando jogos voltados à educação tecnológica, como a cultura “maker” e do “faça você mesmo”.

Já em escolas da rede municipal de Forquilhinha/SC, há projetores multimídias em suas dependências. Conectados a um notebook, os projetores ajudam a reinventar as aulas e também expandir oportunidades a serem trabalhadas. Os resultados com tudo isso, podem estar em desenvolvimento de jogos relacionados a determinadas disciplinas, estreitando ainda mais os laços entre tecnologia e ensino.

E a inovação não tem trazido bons frutos somente às crianças e adolescentes: idosos têm tido programas de tecnologia voltados exclusivamente para eles, como o projeto de extensão “Informática para a Melhor Idade”, do curso de Ciência da Computação da UNESC.

Fonte: https://dnsul.com/2017/educacao/inclusao-tecnologica-uma-nova-linguagem-para-educacao/

Enlatados que ensinam

Os alimentos enlatados começaram a ser produzidos em tempos de guerra, a fim de conservá-los naqueles momentos difíceis, onde poderia acontecer escassez de mantimentos. Os anos foram passando, as guerras acabando, porém, a utilização destes produtos continua em alta, devido a todas as mudanças que aconteceram nas estruturas familiares e de trabalho.

Porém, é sabido que os enlatados são nocivos à saúde, quando utilizados em excesso. Para conscientizar seus alunos sobre o assunto, a professora Izabel Silva Bragança Pinheiro, de Manaus/AM, teve a ideia de utilizar rótulos e embalagens de alimentos para também ensinar português, ciências e matemática.

Os alunos logo aderiram à ideia, juntando rótulos e embalagens para produzir jogos, competições, atividades de leitura, pesquisas e também paródias. O projeto intitulado “Aprendendo com Rótulos” trouxe reflexão sobre o consumo destes produtos e também aproximou os familiares à escola, que puderam ter maior consciência sobre enlatados. Além disso, foi desenvolvido um jogo que idealiza uma espécie de trilha para aprender sobre as histórias destes alimentos. Para avançar no game, os estudantes têm de ler instruções e soletrar palavras.

Fonte: http://porvir.org/embalagens-rotulos-aproximam-aula-cotidiano-dos-alunos/

Evitando acidentes devido ao sonambulismo

Um monitor cardíaco para pessoas com sonambulismo? Uma aluna de 17 anos mostrou que o dispositivo pode ajudar a evitar acidentes ligados a esse estado.

Nathália Souza de Oliveira idealizou e desenvolveu o mecanismo ao descobrir que a frequência cardíaca de um sonâmbulo, durante o período, é muito próxima a de uma pessoa que está acordada e fazendo atividades. Quando a pessoa está dormindo, por exemplo, a sua frequência cardíaca é entre 40 e 70 batimentos por minuto. Ao acordarmos, ele passa para 70 a 110.

Assim, ela identificou a possibilidade de criar o monitor, usando um pequeno sensor de batimentos cardíacos ligado a uma placa de Arduíno para programar comandos e a uma placa de bluetooth, que faz o envio de sinais para aplicativo no computador ou celular. O sonâmbulo utiliza um sensor, como uma pulseira. Ele então capta os batimentos da pessoa, que são enviados para o computador ou celular, como se fosse um eletrocardiograma. No momento que a pessoa em estado de distúrbio levanta, é enviado um alerta para o familiar, avisando que ele levantou.

Foto: Arquivo pessoal

Fontes:
http://g1.globo.com/educacao/noticia/aluna-de-escola-publica-inventa-monitor-cardiaco-para-sonambulos.ghtml

A tecnologia como aliada dos alunos com deficiência

A tecnologia já se mostrou excelente aliada na educação, e tem mostrado ainda mais benefícios quando o enfoque é educar crianças com algum tipo de deficiência.

Em São José dos Campos/SP, mais especificamente no Colégio Planck, professores juntaram-se para criar um grupo de experimentação do ensino híbrido, que utiliza a tecnologia para mesclar o aprendizado on e off-line. Para abordar os regimes totalitários, ele utilizou a metodologia da sala de aula invertida, gravando uma videoaula para que os alunos tivessem acesso ao conteúdo em casa e, em sala de aula, houvesse debate acerca do assunto. Aconteceu a percepção de que a modalidade de ensino híbrido tinha maior engajamento entre os alunos com deficiência.

Já em aula sobre democracia na Grécia Antiga, foi utilizada a rotação por estações, com aulas simultâneas (como pesquisa na internet, assistir vídeo de canal educativo ou utilizar material digital do colégio). Os alunos escolhiam por onde iriam iniciar a aula e trocavam de estação conforme seu ritmo. Segundo professores, a metodologia ajuda a ampliar o envolvimento de toda a turma, principalmente de alunos com autismo e déficit de atenção. Diferentemente de uma aula expositiva, o ensino híbrido facilita a inclusão.

Fontes:
http://porvir.org/uso-da-tecnologia-facilita-engajamento-de-alunos-deficiencia/

Live-streaming em sala de aula: invasão de privacidade?

Até onde será que o conhecimento sobre as atividades realizadas pelos filhos, em sala de aula, realmente pode ir? Será saudável, um monitoramento constante dos atos ocorridos dentro da escola?

Na China, a velocidade da internet tem aumentado constantemente e, um dos efeitos dessa mudança, é o live-streaming, onde é possível observar instantaneamente, as ações realizadas diariamente por outros cidadãos chineses. O serviço, porém, agora também está presente dentro das escolas.

Instituições de ensino pública e privadas estão instalando webcams em salas de aulas e possibilitando a transmissão ao vivo em sites abertos ao público, acreditando que esta supervisão 24 horas motivará os alunos. Pais utilizam as transmissões como monitoramento do progresso acadêmico de filhos, porém muitos estudantes estão em desacordo com o serviço, sentindo-se até mesmo como se fossem “animais em um zoológico”.

Especialistas, como Xiong Bingqi, que é vice-presidente do 21st Century Education Research Center, acreditam que essa prática viola os direitos dos estudantes chineses, que já convivem com a ampla censura do país na internet, por exemplo.

E você, o que acha do tema?

Fontes:
https://noticias.uol.com.br/midiaglobal/nytimes/2017/04/27/na-china-pais-acompanham-em-tempo-real-alunos-em-sala-de-aula.htm

As vantagens dos jogos na educação

Na sala de aula da Escola Eliezer Max, os livros dividem espaço com jogos de computador. Por lá, o ensino é de programação já faz parte do currículo escolar.

Os alunos aprendem a programar através da criação de jogos e jogando os criados por outros, tornando o processo de aprendizado muito mais produtivo do que somente a absorção de conteúdo dado pelo professor. Assim, também se tornam protagonistas da tecnologia.

O ato de jogar traz diversas vantagens, como interpretação e resolução de objetivos de determinado jogo, por exemplo; há também os jogos que ocorrem em velocidade rápida, que exigem atividades multitarefas, como correr e atirar ao mesmo tempo. Inclusive, pesquisadores estrangeiros, como a cientista cognitiva Daphne Bavelier e o educador James Paul Gee, falam sobre outras características que os games elevam a quem os utiliza, como pensamento rápido, perseverança, mapeamento e teste de hipóteses.

Fontes:
https://oglobo.globo.com/sociedade/jogos-eletronicos-sao-integrados-ao-curriculo-escolar-21256605

Projeto busca revolucionar a Rocinha

Inaugurada em 2013, a Gente (Ginásio Experimental de Novas Tecnologias) é uma escola municipal localizada na Rocinha, no Rio de Janeiro/RJ, e que tem processos de educação inovadores.

Por lá, as turmas são misturadas, os períodos são mais extensos e os alunos são os protagonistas de seus aprendizados. Os times (como são chamadas as turmas) têm estudantes de diferentes idades (entre o 7º e o 9º anos), e uns ajudam os outros, aliado ao uso constante de tecnologia em sala de aula, como computadores e tablets. Seu espaço físico é adaptado com dois salões de estudos, ao invés de salas de aula, como acontece em colégios tradicionais.

Segundo a diretora da Gente, Marcela Oliveira, a tecnologia é uma ferramenta importante, mais o primordial são as pessoas. Porém ela compreende que a utilização de tablets, por exemplo, auxilia na educação. Tanto é que uma empresa desenvolvedora de conteúdo criou uma ferramenta especial para eles, proporcionando que os alunos estudassem mesmo em período longe da escola.

Marcela diz que é comum, na Rocinha, os alunos terem de voltar para o Nordeste, de onde os pais são naturais. Ela cita o exemplo de uma aluno que ficou 20 dias no Ceará e, através da utilização da tecnologia, pôde ter aulas mesmo assim.

Foto: Fábio Guimarães / Agência O Globo

Fontes:
http://extra.globo.com/noticias/educacao/escola-modelo-na-rocinha-se-reinventa-apos-trocas-de-comando-queda-em-avaliacoes-21277720.html

Maior participação dos homens na educação dos filhos

Em um estudo realizado com 18.180 adultos de 22 países, como Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, Turquia e México, a maioria dos entrevistados acredita que os homens estão mais envolvidos na criação dos filhos.

Em torno de 70% das pessoas creem que os homens têm “uma responsabilidade maior pela casa e pelo cuidado dos filhos”, e segundo apontou a pesquisa, os pesquisados de países como a Índia, Argentina e Indonésia veem o sexo masculino com mais tarefas na educação das crianças. Os russos foram os menos propensos a concordar.

A pesquisa realizada online também apontou que 37% dos entrevistados acreditam que a mulher tem como papel “ser boa mãe/esposa”, enquanto países como Indonésia, Rússia e Índia trouxeram elevado número de pessoas que acreditam que o lugar da mulher é em casa.

O equilíbrio entre trabalho e família é o maior desafio para a participação das mulheres no mercado de trabalho, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Em todo o mundo, 70% das mulheres, e dois terços dos homens, gostariam que o sexo feminino tivessem empregos melhor remunerados, já que, segundos dados da IT, a mulher recebe em média 77% do que o homem ganha.

Fontes:
http://g1.globo.com/educacao/noticia/homens-participam-cada-vez-mais-da-criacao-dos-filhos-diz-estudo-global.ghtml

Governo de São Paulo incentiva a inclusão de crianças na era digital

O Governo do Estado de São Paulo criou um programa que visa a inclusão digital de crianças das redes públicas. O Acessinha, como é chamado, é a versão infantil de outro programa: o Acessa São Paulo.

Direcionado a crianças de 4 a 10 anos de idade, a ideia do programa é estimular a criatividade dos alunos, proporcionando interatividade com as atividades. Como ferramentas, os estudantes utilizam recursos como desenhos, fotos, histórias em quadrinhos, filme, música, oficinas e pesquisas na web. Isto tudo pensando em uma geração que cresce cada vez mais próxima de smartphones, tablets e computadores.

O programa faz parte de unidades do Acessa São Paulo e para participar das atividades as crianças devem estar acompanhadas dos pais ou de responsável.

Crédito da foto: Gilberto Marques/ A2img

Fontes:
http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/acessinha-proporciona-educacao-digital-e-diversao-para-garotada/

E o Oscar vai para…

A professora de Espanhol, Ana Maria Gimenez, viu no interesse dos alunos por filmes, a possibilidade de juntar o idioma com o cinema.

O projeto inicia no processo de escolha de filme ou série a ser trabalhado durante todo o ano. Depois que era escolhida a obra, era realizada pequisa sobre ela, onde dados como a história, premiações recebidas, trilha sonora e afins deveriam ser levantados. Após essa etapa, os estudantes deveriam escrever tudo em espanhol e tirar suas dúvidas. O velho “copia e cola” não podia ser utilizado.

Após estes processos, era momento da parte prática do cinema. A primeira produção foi a realização de um cartaz sobre o filme/série. Os alunos deveriam desenhar as informações, fazer fotografias caracterizando personagens, além de produzir comercial curto para a TV. Na etapa seguinte, os estudantes desenvolveram trailers de cinema e também entrevistas de atores. Tudo em espanhol.

Depois de um ano trabalhando em cima do projeto, foi organizada uma cerimônia de premiação inspirada no Oscar, onde foram apresentados os trailers. Os prêmios para os melhores trabalhos foram estatuetas de chocolate, com premiações para diferentes categorias, como melhor filme, melhor roteiro, melhor ator, etc.

Fontes:
http://porvir.org/professora-recria-cerimonia-oscar-para-ensinar-espanhol/