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Um outro olhar sobre ensino e aprendizado

imagem: divulgação

A cidade de Curitiba sediou recentemente um evento da rede TEDx, cujo foco eram ideias e iniciativas inovadoras relacionadas ao processo de ensino e aprendizado. O TEDx promove eventos independentes, seguindo os moldes do TED que, por sua vez, é uma organização sem fins lucrativos, com o objetivo de organizar e transmitir palestras curtas sobre diversos temas. O evento contou com a presença de palestrantes de diferentes partes do Brasil e do mundo, que compartilharam suas experiências e visões sobre a Educação.

Um desses palestrantes foi José Pacheco. Ele é um dos fundadores da “Escola da Ponte”, em Portugal, referência mundial de sucesso em inovação pedagógica. Atualmente José reside no Brasil, realizando projetos de mobilização de professores, educadores e estudantes, visando a integração comunitária por meio da educação. Em sua palestra, o educador compartilhou experiências divertidas e até controversas vividas em sala de aula.

José Pacheco defende posições um tanto diferentes para a maioria dos professores, questionando os moldes seculares da educação nas escolas e ressaltando a importância da autonomia intelectual das crianças. Ele também contou rapidamente sobre sua chegada ao Brasil e sua percepção sobre a educação no país e levantou uma questão desafiadora: “Por que nós damos aulas tão bem dadas e há alunos que não aprendem?”

Para José Pacheco, as escolas não são meros edifícios; elas são feitas de pessoas e seu valores e, e por isso, parte da comunidade. Reforçando os valores de autonomia, responsabilidade e solidariedade, que fundamentaram a criação da “Escola da Ponte”, o educador acredita que as escolas devem promover uma produção de conhecimento que vá beneficiar e envolver toda a comunidade.

Assista o vídeo e confira na íntegra a palestra dele:

https://youtu.be/a5Ua7Xq9I6Y

 

Fonte: Revista Escola

Uma escola dentro do mar

Surf é um esporte que tem certo grau de dificuldade no aprendizado. São horas e horas de muito treino, quedas e superação. Mas todo o esforço direcionado à atividade é recompensador. Principalmente quando você nasce um pouco diferente. Para crianças especiais, este esporte tem se mostrado muito positivo para saúde e desenvolvimento psicomotor. Por isso trouxemos a história de Israel “Izzy” Paskowitz , que pode inspirar profissionais da área a explorar  todas as “ferramentas” disponíveis, em busca do aprendizado e evolução constante.

O autismo, segundo pesquisa realizada pelo CDC (Center of Diseases Control and Prevention), órgão americano próximo do que representa, no Brasil, o Ministério da Saúde, atinge 1 em cada 45 pessoas na idade entre 3 a 17 anos, nos Estados Unidos. E atingiu o filho de Israel “Izzy” Paskowitz, primogênito do lendário surfista Dorian “Doc” Paskowitz. Israel percebeu o problema no filho Isaiah quando ele completou 3 anos de idade e parou de falar. Pouco depois foi diagnosticado com autismo.

Nesse momento, Izzy pensou que seu sonho de ter uma família ligada ao surf tinha acabado. Mas certa vez, Isaiah com 5 anos de idade, teve um ataque incontrolável de raiva e seu pai o levou para o mar. Remaram juntos na mesma prancha, e a criança repentinamente ficou calma. Foi naquele momento que o americano soube: seu filho autista poderia surfar.

Juntos eles criaram o Surfer’s Healing, um acampamento de surfe sem fins lucrativos em que os melhores surfistas profissionais do mundo levam crianças com autismo para o mar. O projeto calcula que leva cerca de três mil crianças autistas por ano para o mar em 22 acampamentos nos EUA. Mais um belo exemplo de que a educação vai muito além da escola e que atividades diferentes são ótimas ferramentas para crianças especiais.

 

Imagem divulgação – Surfingsports.com

 

Família Paskowitz e o cantor Jack Johnson – Foto por: Jim Russi

 

Fontes:

http://asboasnovas.com/gente/o-surfista-que-ensina-o-esporte-para-criancas-autistas
http://www.revistaautismo.com.br

Por que ensinar programação na escola?

Muitos professores só de ouvirem falar em fazer uso das Tecnologias da Comunicação e Informação (TIC) já começam a suar frio. Agora imagine se a sugestão for ensinar programação? Antes que você pare de ler, adiantamos que o bicho não é tão feio quanto parece e – pasmem – em algumas situações você pode ensinar a programar sem ter que usar um computador.  Para perder o medo e ajudar a ter coragem para dar os primeiros passos no assunto, Charles Niza, mestre em engenharia da computação e consultor em tecnologias educacionais, responde algumas perguntas que muitos de vocês já devem ter feito sobre o assunto.

Por que ensinar programação na escola?

“O ensino de programação para crianças e adolescentes tem crescido exponencialmente no Brasil e no mundo. Além do surgimento de escolas especializadas, muitos colégios têm a proposta em suas atividades curriculares. O ensino de programação é importante porque estimula a criatividade, a autonomia e desenvolve o raciocínio lógico e a capacidade de resolução de problemas e trabalho em equipe, habilidades muito valorizadas no século 21.”

Como essa linguagem pode ajudar no ensino das diferentes disciplina?

“A programação pode estar nas escolas de diversas maneiras. É possível ensinar programação ou ensinar com programação. Em algumas escolas, ela faz parte da grade curricular como uma disciplina à parte. Em outras, como atividade complementar, realizada em oficinas no contraturno, geralmente uma ou duas vezes por semana. Há professores que utilizam a programação como ferramenta para trabalhar conteúdos e explorar determinados temas. Quando ensinada de forma contextualizada, a programação pode ser uma grande aliada no ensino das disciplinas básicas, como português e matemática. Um professor de matemática, por exemplo, pode utilizar a programação no estudo do espaço e das formas no campo da geometria e no estudo dos números e das operações no campo da aritmética. Enquanto um professor de língua portuguesa, por sua vez, pode utilizar a programação como ferramenta de suporte no processo de alfabetização e letramento. Independentemente da forma, o importante é que o ensino de programação nas escolas não seja visto como fim em si mesmo, mas como uma nova forma de expressão e principalmente, como uma maneira de aumentar a aproximação e o envolvimento do aluno com o conhecimento.”

Posso ensinar programação sem saber programar?

“Para ensinar programação para crianças, o professor não precisa ser programador ou especialista, basta ter afinidade com informática, interesse pelo tema e vontade de aprender. O primeiro passo é buscar conhecer e explorar ferramentas que foram desenvolvidas para o ensino de programação para crianças. Elas são simples e fáceis de serem aprendidas. Muitas delas são gratuitas e estão disponíveis em português. É o caso do Scratch. Com o ele, qualquer professor, mesmo sem conhecimento prévio, pode ensinar programação para crianças de forma simples e intuitiva. Por meio de blocos de comandos que se encaixam como se fossem peças de Blocos de Montar, o Scratch permite a criação de jogos, animações e histórias interativas que podem ser facilmente disponibilizadas no site do projeto e compartilhadas com crianças de outras escolas. A ferramenta ajuda a dar forma à imaginação. Aí, o limite é a criatividade.”

Minha escola não tem muito acesso à tecnologia. Como faço?

“Existem diversas iniciativas que têm por objetivo facilitar a introdução do ensino de programação nas escolas. Muitos sites disponibilizam gratuitamente materiais de apoio com diversas atividades offline para estimular o desenvolvimento do raciocínio lógico e do pensamento computacional sem que seja necessário utilizar computadores ou depender de acesso à Internet. É o caso dos movimentos Programaê e Code.org, que têm por objetivo desmistificar e democratizar o aprendizado de programação. Para isso, eles disponibilizam em seus sites uma série de atividades desplugadas, justamente para professores que desejam ensinar programação, mas, não dispõem de muito acesso à tecnologia nas escolas onde lecionam.”

 

Fonte: Revista Escola

Aplicativos para ajudar você a aprender matemática

Matemática é o pesadelo de muitos alunos. Por ser uma ciência exata, muitas pessoas têm dificuldade com essa matéria. Os professores de matemática que o digam, precisam sempre inovar nas aulas para tornar o estudo proveitoso, inovador e ao mesmo tempo divertido.

Afinal, aprender matemática pode ser sim muito divertido. Depende apenas de como o professor irá abordar o assunto em sala de aula.

Por isso separamos o vídeo abaixo, no qual listamos 5 aplicativos que podem ajudar você a criar aulas criativas e também os seus alunos a aprenderem a matéria de uma forma mais divertida! Confere:

 

Desigualdades marcam acesso à tecnologia em escolas brasileiras

O número de escolas públicas com acesso à banda larga no Brasil é menor do que o de escolas com laboratório de informática, tanto no Ensino Fundamental como no Ensino Médio. Isso representa mais de 21 mil escolas que possuem os computadores para os alunos, mas só poderão fazer um uso limitado dessa estrutura. Os dados estão no Censo Escolar 2014 e também indicam que, agora que as escolas públicas conseguiram reduzir a ausência de equipamentos que as distanciava da média de escolas particulares, é o momento de pensar nas melhores estratégias pedagógicas para que a tecnologia de fato ajude a melhorar o aprendizado com uma educação de século 21.

O levantamento feito pelo Instituto Ayrton Senna mostra que, no Brasil, 45% das escolas públicas de Educação Básica possuem laboratório de informática, enquanto a banda larga chega a 43%. Mas a diferença de cobertura é ainda maior: Se observadas apenas as escolas com laboratório de informática, 32% delas não têm acesso a essa conexão. Banda larga é a conexão de internet que permite ao usuário navegar em alta velocidade; quanto maior a velocidade da conexão, melhor será o envio e recebimento de dados, incluindo imagens, infográficos e vídeos.

Um estudo recente da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) indicou que apenas equipar massivamente as escolas com dispositivos eletrônicos não é suficiente para melhorar os resultados e as habilidades digitais dos estudantes, o que aponta para a importância de qualificar os usos da tecnologia: formar professores para identificar os melhores conteúdos educativos, softwares que analisam as dificuldades dos alunos e geram aulas mais personalizadas, por exemplo. No Brasil, um movimento de organizações da sociedade civil lançou a campanha “Internet na escola” e defende que, para esse uso ocorrer, as unidades devem ter acesso a uma rede de 10 mega.

O principal objetivo do estudo feito pelo Instituto foi sistematizar a atual condição das escolas e incluiu uma série histórica sobre o acesso a esses recursos, bem como um comparativo entre diferentes regiões do país e entre áreas rurais e urbanas. Pela série histórica, percebe-se que enquanto a rede particular mostrou tendência de aumentar o acesso à banda larga (passando de 49% para 80% das escolas entre 2008 e 2014) e manteve estável o acesso a laboratórios (em cerca de 45% das escolas no mesmo período), a rede pública aumentou a cobertura de laboratórios de informática (de 22% para 45%) e de banda larga (de 18% para 43%), mas ainda de forma desigual.

Olhando os dados das escolas públicas por etapa de ensino, por exemplo, nota-se as diferenças no acesso à internet rápida: no Ensino Médio, 90% das escolas têm laboratório de informática e 80% o acesso à banda larga. A situação é pior no Ensino Fundamental, com laboratório em 51% das escolas, mas banda larga em apenas 40%. Os números das escolas particulares no Brasil revelam um cenário exatamente oposto sobre este acesso: no Ensino Médio, 78% das escolas possuem laboratório de informática e 91% têm acesso à banda larga. No Ensino Fundamental, são 55% com laboratório e 81% com banda larga, ou seja: em ambas as etapas, o número de escolas com banda larga é maior do que o de escolas com laboratório de informática.

 

Fonte: Instituto Ayrton Senna

Inovações na educação “servem de estímulo a professor”, diz OCDE

Inovações – de filosofia, estilo e até de recursos tecnológicos – nas escolas podem ter impacto positivo na valorização de professores e, em alguns casos, nas notas dos alunos em algumas disciplinas.

É o que sugere um estudo-piloto divulgado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o relatório Mensurando Inovação na Educação.

A análise se debruçou sobre 28 sistemas educacionais (entre países, estados americanos e territórios canadenses, Brasil não incluído) no mundo. As conclusões podem ser lidas no link http://bbc.in/1yPdvTw.

Segundo os especialistas da OCDE, ainda que não haja uma relação facilmente comprovável entre inovação e melhorias na educação, “em geral, países com maiores níveis de inovação veem aumento em alguns resultados educacionais, incluindo melhor performance em matemática na oitava série (13 e 14 anos), resultados de aprendizado mais igualitários e professores mais satisfeitos”.

Entre as inovações analisadas estão materiais didáticos, recursos educacionais, estilo de ensino, aplicação de conhecimento na vida real, interpretação de dados e textos, disponibilidade de computadores e sistemas de e-learning nas aulas, novas formas de organizar atividades curriculares e uso de tecnologia na comunicação com pais e alunos, entre outros.

Porém, os investimentos em tecnologia e inovação não são unanimidade entre estudiosos de educação, já que nem sempre esses investimentos se traduzem em melhor desempenho ou em benefícios mensuráveis – e muitas vezes incorrem em aumento de gastos.

Questão de confiança

O autor do relatório, Stephan Vicent-Lancrin, explica à BBC Brasil que de fato não é possível verificar com certeza a relação direta entre inovação e benefícios. Mas há “indícios” de que aquela tenham efeitos positivos na igualdade de oportunidades entre alunos, no desempenho em disciplinas como matemática e, sobretudo, no estímulo a professores.

“Não podemos afirmar com certeza que as notas melhoram graças a inovações na sala de aula. Mas vemos que inovações trazem confiança para (que agentes participantes da educação) promovam outras mudanças”, diz Vincent-Lancrin.

“A relação mais forte que observamos foi em relação à satisfação de professores. Mais inovações trouxeram mais motivação.”

As práticas foram estudadas pela OCDE entre 2000 e 2011, no ensino primário e secundário, e o país estudado que mais adotou inovações no período foi a Dinamarca (com 37 pontos no índice calculado pelo órgão), seguido por Indonésia (36), Coreia do Sul (32) e Holanda (30).

Entre as mudanças observadas na Dinamarca estão, por exemplo, aumento no uso de testes-padrão elaborados por professores, e mais intercâmbio de conhecimento entre o corpo docente.

Segundo o relatório, “os sistemas educacionais que mais inovaram são também os mais igualitários em termos de desempenho dos estudantes”. Por exemplo, os da Indonésia e da Coreia do Sul.

Sendo assim, o estudo aponta que há uma “presunção” de que mais inovação desencadeie mais igualdade de oportunidades e aprendizado entre alunos, ainda que isso não possa ser efetivamente provado.

Mas se a adoção de novas práticas na ciência e na economia produtiva é apontada como um fator importante para a competividade global, na educação essa correlação não é tão simples. O próprio estudo aponta que existem também sistemas educacionais com baixa inovação e alto desempenho.

Ao mesmo tempo, argumentos pró-inovação na educação incluem maximizar o retorno do investimento público, buscar avanços no desempenho de alunos e reduzir a desigualdade de oportunidades entre estudantes, aponta a OCDE.

O relatório diz que, “ao contrário do que se costuma pensar, há um nível razoável de inovação no setor educacional, tanto em relação a outros setores da sociedade como em termos absolutos. Setenta por cento dos formandos empregados no setor educacional consideram seus estabelecimentos como altamente inovadores, índice similar ao da média (do restante) da economia (69%)”.

Segundo Stephan Vincent-Lancrin, o setor educacional apresentou índices de inovação mais elevados do que o restante do setor público, mas são necessários mais estudos para entender exatamente seus desdobramentos no ambiente escolar.

“Estamos tentando colocar o assunto no mapa para entender seu impacto”, diz.

Fonte: BBC

Alunos lançam app com mapa de pontos culturais na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro

A Baixada Fluminense tem quatro milhões de habitantes. A população, inclusive os estudantes da região, vai para a capital (Rio de Janeiro) para ter acesso à cultura. Por não conhecerem as iniciativas culturais da Baixada, eu propus aos meus alunos do curso de jornalismo da Universidade Unigranrio que construíssem esse conhecimento.

Primeiro, nós fizemos um mapeamento de pontos culturais nos 13 municípios da região. A sala foi dividida em grupos e cada um ficou responsável por dois municípios. Eu apresentei levantamentos existentes e eles juntaram com o que já conheciam, incluindo os lugares que frequentavam. Cada grupo produziu uma reportagem multimídia com vídeos, fotos e texto de três iniciativas culturais. No final desse processo, eles montaram um mapa e publicaram no WordPress (ferramenta para blogs). O uso dessa plataforma permitiu a colaboração de todos os alunos, enquanto eu comentava o que deveria ser modificado.

Depois de finalizar o mapa, os alunos, em conjunto com os estagiários do laboratório Canal Unigranrio, transformaram o trabalho em um aplicativo para celular, chamado Cultura BF (disponível para aparelhos com sistema operacional Android). Boa parte das pessoas hoje acessa a internet via celular. Então, um trabalho que ficaria restrito às quatro paredes da sala de aula, hoje está acessível para qualquer um (Faça o download aqui).

Quando você coloca o estudante como protagonista, ele vê na prática a importância do trabalho dele

O lançamento do aplicativo ocorreu durante um evento com a presença da secretária do Ministério da Cultura, Ivana Bentes, dezenas de produtores culturais e representantes das prefeituras da região. A presença de diversos agentes culturais, assim como os elogios do Ministério da Cultura, mostrou aos estudantes que o trabalho acadêmico vai muito além da sala de aula; que ele pode servir, como no nosso caso, a um papel social fundamental.

A aceitação do aplicativo e a repercussão entre entes culturais e o poder público ajudou alunos que tinham ressalvas quanto ao projeto. É muito difícil implementar novas metodologias de ensino, porque todos estão acostumados com a metodologia tradicional da aula palestra. Houve essa dificuldade de entender o que estava sendo proposto.

Apesar disso, o projeto foi muito interessante porque os próprios estudantes descobriram a agenda cultural da região. Não adiantava eu chegar na sala de aula e apresentar no power point “essas são as iniciativas culturais da baixada fluminense”. Eles próprios foram construir esse conhecimento e identificar o que é cultura, o que não é e quais tipos de cultura que existem. Isso engaja muito mais do que eu ficar falando 200 horas na frente da turma. Quando você coloca o estudante como protagonista, ele vê na prática a importância do trabalho dele, que é menos a nota no final do período, e muito mais o processo de aprendizagem. Eles ficaram muito surpresos de ver quanta coisa existe ali do lado de suas casas.

Relato do professor Arthur William Santos para o site Por vir (www.porvir.org).

Jogar videogame melhora a inteligência e o desempenho escolar de crianças

Ao contrário do que prega o senso comum, jogar videogame pode ser muito benéfico para as crianças, segundo estudo da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos.

A pesquisa, publicada no periódico científico “Social Psychiatry and Psychiatric Epidemiology”, foi feita com base na análise dos dados de 3.195 crianças europeias entre seis e 11 anos, coletados pelo centro “School Children Mental Health Europe”.

A análise contemplou o desempenho escolar, o uso de videogames e o comportamento do ponto de vista dos pais, professores e dos próprios alunos. O resultado apontou que as crianças que faziam uso de jogos eletrônicos tinham duas vezes mais chances de terem alto desempenho na escola e melhor função intelectual.

Estudos anteriores já haviam demonstrado que o uso moderado dos jogos, em torno de uma hora por dia, poderia influenciar positivamente as crianças em seus estudos. Outras pesquisas, entretanto, apontaram que as crianças aprendem comportamentos agressivos e violentos por meio dos jogos eletrônicos.

Dessa vez, os cientistas acreditam que esse tipo de diversão também pode contribuir para que as crianças fiquem mais sociáveis e integradas à comunidade escolar. No entanto, moderação e limites continuam sendo indicados pelos especialistas.

Dentre as crianças analisadas, 20% faziam uso dos jogos durante mais de cinco horas por semana.

Já conhece a plataforma Elefante Letrado? Pois deveria!

Em um mundo cada vez mais conectado, nem as crianças ficam longe das mídias digitais. Se antes, especialistas recomendavam que apenas os maiores de 2 anos tivessem acesso à televisão, smartphones e tablets e computadores, hoje a situação já não é mais a mesma. Os pequenos precisam apenas dos mesmos cuidados dos pais em ambiente virtual.

A Elefante Letrado lembra que o ambiente digital é apenas mais um ambiente. Ou seja, as crianças fazem as mesmas coisas que sempre fizeram, só que agora também em ambiente digital, que podem ter efeitos positivos e negativos como qualquer outro ambiente.

Já que a tecnologia faz parte das nossas vidas, é possível usar esse potencial para estimular o aprendizado. O constante acompanhamento, orientação e estímulo aos programas e sites mais adequados já fazem parte da educação.

O Elefante Letrado conta com livros, locuções, animações, jogos educativos, conteúdos pedagógicos, conteúdos nivelados de acordo com faixa etária e ano escolar, além de recursos de acessibilidade para crianças com deficiência visual, física ou com mobilidade reduzida. As crianças podem acessar os conteúdos por meio de tablets, computadores e smartphones.

A biblioteca do Elefante Letrado tem 26 níveis progressivos de A a Z, divididos de acordo com a quantidade de palavras, o número de página, a complexidade dos textos e os assuntos abordados. Para conhecer mais sobre o projeto, entre no site.

Dicas para aprender idiomas com o Duolingo

Aprender um outro idioma nunca foi tão fácil. Hoje em dia, com a grande variedade de aplicativos e jogos, é possível aprender uma nova língua brincando. O Duolingo é um desses aplicativos onde você pode aprender sozinho uma nova língua. Para fluentes em português é possível aprender, além do Inglês, Alemão, Francês e Espanhol.

Você pode baixar o aplicativo no seu smartphone ou tablet (é gratuito) ou pode ainda aprender pelo desktop.

O vídeo abaixo mostra algumas dicas bem legais para quem quer começar a aprender um novo idioma com o Duolingo. Agora não tem mais desculpa pra não aprender a se comunicar!