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Carona a Pé

Quem mora na capital paulista, sabe a dificuldade que existe para locomover-se de um local a outro. E quem tem filhos, enfrenta ainda mais problemas com o embarque e desembarque das crianças no horário correto. Estudando possibilidades de melhorar a situação, a professora Carolina Padilha, que trabalha no 1°ano do Ensino Fundamental do Colégio Equipe (SP), criou o projeto “Carona a Pé”. A experiência nasceu com o objetivo de incentivar adultos e crianças a caminharem juntos no trajeto de casa até a escola, em um horário pré-estabelecido, seguindo uma rota determinada.

Carolina se desloca há muitos anos a pé pela capital paulista e, pela sua experiência, descobriu que conseguia se movimentar com mais facilidade. Para colocar a experiência em prática, a professora buscou o apoio de pais e professores, que também faziam seus percursos diários até a escola, e questionou se possuíam interesse em oferecer uma carona para as crianças. Recebendo o apoio dos interessados, ela pode facilitar a dinâmica de outras famílias e também gerar uma maior cooperação entre professores e pais, que levam a educação para além dos muros da escola.

Quem fica responsável por guiar as crianças é o “condutor”, que recebe um voto de confiança dos outros pais. O projeto conta com cinco rotas no Colégio Equipe, e atualmente mais de 50 crianças e 17 adultos participam da iniciativa.
Fonte: As boas novas

 

Projeto ensina robótica para crianças

Quando pensamos em robótica, logo vem à mente as imagens dos filmes de ficção, ou de super máquinas complexas. Mas ela pode ser bem menos complicada e, inclusive, ser ensinada às crianças.

O projeto desenvolvido pelo Instituto Federal de Educação (IFPI), intitulado, “Robótica Formando Cidadãos”, busca auxiliar no desenvolvimento social e intelectual de crianças e adultos através do ensino aplicado à  tecnologia. Iniciado em 2015, o projeto conta com aulas de lógica, lógica de programação, matemática, física e inglês, ministradas aos sábados na sede do IFPI.

Os responsáveis pelas aulas são alunos que estão em séries mais avançadas, além de professores convidados, de áreas como Engenharia e Eletrotécnica. Desse modo, é constituído um ambiente de aprendizagem de maior interatividade, no qual se mostra mais a aplicabilidade do conhecimento.

Além do desenvolvimento de estudos, os alunos do projeto também são preparados para a Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR). A olimpíada é uma ótima oportunidade de praticar e demonstrar os aprendizados, além de comprovar o estímulo oferecido pelo projeto.

“Robótica Formando Cidadãos” representa uma boa perspectiva de futuro para esses jovens, uma vez que a área de robótica é bastante promissora, sendo um campo da tecnologia que movimenta milhões em todo o mundo.

 

Imagem: divulgação

Fonte: PensarPiauí 

 

 

Aprendendo inglês na horta

Imagem: divulgação

A Phil Young’s English School, em Curitiba, vem apostando na experiência que se transforma em aprendizado para suas aulas de inglês. A iniciativa caminha junto com as transformações que vêm ocorrendo mundo a fora nos processos de educação, e que visam potencializar o desenvolvimento das crianças como seres humanos questionadores e atuantes na sociedade.

Nesse cenário, a escola criou o Student Vegetable Garden. Trata-se de uma horta comunitária voltada para os alunos das turmas Phil Kids e Pre-Teens, que vai de 7 a 11 anos. Nas aulas, os alunos plantam e aprendem sobre temas relacionados ao meio ambiente, ao mesmo tempo em que assimilam outras línguas. Ao final do ciclo, eles colhem e comem o que plantaram, em um evento comemorativo chamado Festa da Salada.

A escola também desenvolve um projeto na área de reciclagem, organizando um sistema de separação e reciclagem de lixo na escola, que já reduziu o desperdício de insumos em torno de 20%.

Estes projetos existem desde 2008 na Phil Young’s English School, envolvendo os funcionários e também as famílias das crianças nessa atmosfera de cidadania e consciência ambiental.

 

Fonte: Hypeness

 

Inovações acessíveis a qualquer escola

De forma geral, nosso sistema de ensino ainda está longe do adequado para as mudanças proporcionadas pela tecnologia e pelas novas descobertas da ciência do aprendizado. No entanto,  nem toda inovação precisa ser radical e mudar drasticamente a realidade do colégio. As mudanças podem acontecer de maneira gradual, adaptando e aprimorando aos poucos a estrutura existente. Nesse cenário, existem pequenas inovações que pode ir sendo implementadas e que são acessíveis a qualquer escola. Confira algumas possibilidades:

 

1. Material didático

Atualmente, temos um leque de opções bem maior do que os livros tradicionais. O material didático pode ser digital e interativo, com desenhos animados ou jogos educativos, que ajudem a ensinar de forma mais leve e divertida. Como a utilização de recursos em sala de aula depende muito da metodologia dos professores, eles acabam sendo responsáveis pelo aprendizado dos alunos e também por estimular a motivação deles na utilização desses recursos.

É claro que materiais alternativos devem ser bem estudados para que sejam aplicados e utilizados de fato, para que os materiais não caiam em desuso.

 

2. Metodologia

O modelo tradicional de formatação das escolas e salas de aula coloca o educador em destaque, numa posição de detentor absoluto do conteúdo e conhecimento. Esse formato já vem sendo há muito tempo questionado, pois inibe o diálogo em classe. Atualmente, tenta-se designar ao professor o papel de mediador e facilitador do conhecimento, procurando promover aulas diferenciadas, que coloquem o aluno no centro do aprendizado.

Modelos alternativos, como a Escola da Ponte, criada por José Pacheco em Portugal, levam em consideração formas individuais de aprendizagem. Esta metodologia estimula a autonomia e independência dos alunos, que acabam gerando mais conhecimento através do compartilhamento dos seus estudos individuais.

 

3. Avaliações

As tradicionais provas escritas como método de avaliação são algo que há muito tempo precisam de modificações. Ainda que se tenham agregado outras ferramentas para avaliação como seminários, trabalhos em grupo, relatórios individuais e auto avaliação, ainda há muito a ser melhorado.

Em escolas na França, por exemplo, as notas vão de 0 a 20. Essa grade maior flexibiliza a avaliação por conceitos, onde o 10, equivaleria ao nosso 7, como um desempenho mediano. O 17 assume a posição do nosso 10, para os alunos que atingiram o potencial esperado e, acima disso, seriam os que superaram as expectativas. Este sistema vem sendo adotado por lá por seus resultados positivos no sentido de estimular o desenvolvimento dos potenciais dos alunos.

 

E você ou sua escola, tem adotado iniciativas inovadoras? Conte para a gente!

 

 

Fonte: Escribo 

 

 

Exercícios de respiração que melhoram o aprendizado

Professora da sala de recursos da escola EMEF David Canabarro, em Canoas/RS, Silvana Garcia usa movimentos de dança e exercícios cerebrais para ajudar alunos com dificuldade de aprendizagem. Ela acompanha, em sala de aula ou no contraturno, alunos com deficiência física ou intelectual, procurando entender como eles resolvem problemas, aprendem e quais são suas estratégias.

Junto à professora regular dos alunos, a Elisama Kemel, que também trabalha com inclusão, Silvana tentava de todas as formas ajudá-los, mas não percebiam resultado. Ela então resolveu pesquisar o que podia fazer de diferente. Depois de um tempo, descobriu os exercícios cerebrais, que consistem em movimentos corporais estimuladores da respiração e dos cruzamentos do cérebro.

O projeto foi posto em prática pelas duas, e além delas, o professor de educação física ficou surpreso ao observar o êxito dos exercícios com os alunos e resolveu participar juntamente. Com esse apoio, propus à turma que, todos os dias antes de iniciarem a aula, fizéssemos uma sequência com esses exercícios cerebrais.

No começo, houve a dificuldade dos alunos pararem para ouvir e prestar atenção, mas com o tempo começarem a se interessar e perceberam que tinha até professor entrando e fazendo os exercícios. O melhor resultado visto por Silvana foi a autoestima, pois os alunos começaram a acreditar mais em si mesmos, além de perceberem que suas mentes e inteligência estavam melhores. A professora viu que, acima de qualquer coisa, eles estavam se valorizando. Agora as professoras tem recebido retorno dos próprios alunos. Alguns falam: “professora, sabe que quando eu tô achando uma atividade muito difícil e que eu vejo que não tô mais com tanta atenção, eu faço aquela respiração e já começo a entender?”. Elisama e o professor de educação física também perceberam a melhora do comportamento, dizendo o quanto as crianças estavam mais calmas.

Um belo exemplo de quanto existem possibilidades diferentes para colher bons frutos na aprendizagem, independente das dificuldades.

 

 

Fonte:  Porvir

Deixando a timidez de lado

Intitulado “Ler e Cri@r é só começar”, o projeto da professora Bruna Sanches visa trabalhar leitura e criatividade, além de incentivar que o aluno seja protagonista do processo de aprendizagem. Em toda segunda-feira, um aluno é sorteado para escolher um livro dentro de um baú disponibilizado, o lê e apresenta da forma que se sentir mais confortável. Pode ser em forma de teatro, de maquete, vídeos.

Um dos alunos filmou sua apresentação contando a história dos Três Porquinhos e recebeu a ajuda de sua mãe, que ajudou a montar toda a história na mesa, com casinhas. Mesmo envergonhado, o aluno, foi se soltando aos poucos e, segundo a professora a ideia era justamente essa: fazer com que os estudantes encarassem o problema e superasse-o, ao invés de fugirem. Bruna percebeu que, contando uma história com brilho nos olhos e usando alguns adereços, ajudou muito, conquistando os alunos.

Depois do projeto, ela percebeu que os alunos melhoraram muito a questão da oratória, pois quando chegaram ao quarto ano, eles tinham bastante dificuldade de falar em público. Porém o projeto ajudou muito nesse sentido, já que, quando um apresenta, os outros fazem perguntas, havendo o sempre uma troca. Além disso, a escrita, como aliada da leitura, também melhorou, com o crescimento da autonomia dos estudantes.

Agora a ideia de Bruna é construir uma história junto aos alunos usando o Google Drive, onde, após todas as apresentações, irá compartilhar uma pasta com as crianças que, em duplas, montarão um texto colaborativo. No final do ano, a ideia é juntar tudo e a história será disponibilizada para os alunos.

 

 

Fonte: Porvir

Um bosque tecnológico

Os alunos da EMEF Ernesto Gurgel Valente, de Aquiraz/CE, colocaram em prática o tema sustentabilidade que aprenderam em sala de aula. Diante da grande quantidade de lixo, árvores sendo cortadas e depredadas, e da observação de que espécies de animais e plantas estavam se extinguindo no bosque próximo à escola, viram que era necessário tomarem uma atitude: começaram a pesquisar registros históricos da cidade e do bosque, conseguindo fotos e entrevista com moradora antiga da localidade.

Houve então um grande mutirão de limpeza no bosque e, após sua realização, os alunos começaram o mapeamento das espécies de plantas existentes e das áreas desmatadas, através da criação de um mapa no Google Maps, com marcadores e desenvolveram placas, que foram colocadas juntos às árvores com o nome de cada espécie. Além disso, aconteceu o plantio de mudas de espécies típicas da região. Houve então a percepção de que era necessário o monitoramento do crescimento delas. Para isso, criaram equipes e montaram um calendário de visitas.

Com a ajuda de professores, criaram um formulário para observação e com tablets disponibilizados pela escola, saíram a campo e fizeram os registros da flora local. As plantas que precisavam de água eram regadas e aquelas com problemas de insetos receberam medicamento caseiro.

Batizado de “Reflorestamento e Tecnologias Móveis”, o projeto tem tido grande êxito, e os estudantes do 8º ano que participaram do projeto em 2015 estão sendo preparados para ajudar os alunos do 6º, que são responsáveis pela continuidade do programa este ano. As ações de melhoria do bosque já repercutiram por toda a cidade e o grupo tem inclusive canal direto de comunicação com a prefeitura e algumas das secretarias, para onde podem enviar gráficos, vídeos e slides com as atividades que foram realizadas. Além disso, receberam a doação de bancos e lixeiras de empresas que souberam da iniciativa.

O bosque virou um grande laboratório vivo e as aulas das turmas acontecem muitas vezes por lá. E o projeto é uma grande demonstração de que o protagonismo e engajamento dos alunos está crescendo, com consciência sustentável e bom uso de tecnologias.

 
Fonte: Porvir

Quem tem medo da lousa digital?

Embora as lousas brancas à caneta ainda não tenham substituído por completo os tradicionais quadros-negros (ou verdes) à giz, os avanços tecnológicos na área da educação apontam para a chegada das lousas digitais às salas de aula.

A lousa digital é como uma imensa tela de computador, porém sensível ao toque. Desta forma, ela oferece todos os recursos multimídia de um computador com navegação na internet, facilitando e abrindo novas possibilidades ao método de ensino tradicional.

Com a lousa digital é possível abrir mão dos projetores para apresentações em Power Point, por exemplo, que podem se tornar mais dinâmicas com o acesso direto aos links incluídos no conteúdo. Por serem interativas, as lousas digitais se tornam mais atrativas à participação dos alunos. Além disso, elas possibilitarão novos recursos, como apresentações com imagens em 3D para estudar Biologia ou fazer uso do Google Maps e Google Earth para ensinar Geografia, por exemplo.

Outra grande vantagem da lousa digital é a possibilidade de salvar a aula, etapa por etapa. Assim, as lições podem ser guardadas ou até compartilhadas com os estudantes.

Utilizando a criatividade, os professores podem criar diversas novas formas de apresentar os conteúdos, de forma mais dinâmica, atrativa e interativa para os alunos. Eles podem usar o ambiente virtual da lousa para criar projetos com os alunos, que posteriormente serão executados no ambiente real.

Porém, com esta novidade se aproximando, alguns professores podem se assustar com a novidade. É importante que a instituição de ensino ofereça cursos de capacitação sobre como usar a lousa, para que os professores possam tirar melhor proveito desta nova ferramenta, que em breve deve começar a chegar às salas de aula de todo o mundo.

É necessário praticar, e sempre testar as aulas com antecedência, para evitar erros em carregamento de arquivos, som ou imagem. A própria interação dos alunos com a lousa pode gerar insights aos professores, uma vez que os adolescentes geralmente apresentam facilidade no uso de novas tecnologias.

Existe o risco de que a utilização das lousas digitais acabe acelerando um pouco o ritmo das aulas, o que deve ser bem dosado pelos professores, para que os alunos não tenham dificuldade de acompanhar. Sendo bem utilizada, essa nova ferramenta tem tudo para tornar a aprendizagem mais fácil e interessante, agilizando processos e melhorando o currículo do professor e da escola.

Boas notas na escola = corte de cabelo gratuito

Às vezes o empurrãozinho para as crianças estudarem mais está em pequenas, mas belas atitudes, como do barbeiro Mike Shelton, da Carolina do Norte (EUA). Ele conheceu o menino Kamarian Fox, de 9 anos e gostou do seu jeito educado com as pessoas. Ali foi o começo de uma amizade. E como todo bom amigo, Tio Mike sempre ouvia Kamarian, que citou um dia que não andava tirando boas notas.

Foi quando o barbeiro uniu o útil ao agradável e propôs ao menino: cortaria de graça o cabelo dele se melhorasse suas notas em sala de aula. E foi isso que aconteceu. O garoto começou a prestar mais atenção nos estudos e, em alguns meses, mostrou o boletim recheado de notas azuis para Mike que ainda falou algo para pensarmos: “Você pode impactar a vida de alguém por 30 minutos e inspirá-lo a sair por essas portas e fazer algo bom. Ache, por exemplo, um jovem ou garoto na sua comunidade e dê a ele o incentivo para ir bem na escola.”.

São pequenas atitudes como essa que podem incentivar as crianças a pensarem diferente sobre os estudos. E você, já oferece algum incentivo diferente para seus alunos?

 

Fonte: Catraca Livre 

QR Code em benefício dos deficientes visuais

A professora Raquel Gonzaga soube como transformar o celular em um grande aliado na adaptação de suas aulas de inglês à necessidade de um aluno deficiente visual. No ano de 2013, em um grupo de 20 alunos de inglês do nível básico 2 havia um aluno com a deficiência. Mas Raquel não demorou a encontrar uma solução para este desafio: a utilização do QR Code.

Raquel, que já possuía um blog sobre aplicativos e tecnologia, primeiramente, fez um teste criando um código com uma informação simples. O aluno baixou em seu celular (que já programado para ouvir tudo o que for enviado para ele) o aplicativo que lê esses códigos e a professora o ajudou a direcionar a foto do código. Então o celular falou a mensagem e ele repetiu a frase em inglês. Um momento de grande emoção para ambos. Muitas das editoras dos livros de aula fornecem o áudio do conteúdo, só que para quem não enxerga, não funciona, já que é apenas dito “figura 1” e “figura 2”, por exemplo.

Então foi necessária a adaptação de algumas coisas. Para que o aluno compreendesse as perguntas e imagens que vão para a lousa, Raquel as transformava em um QR Code em seu celular, depois pegava a mão do deficiente, direcionava e ele escaneava. Ouvindo as perguntas com o fone, ele interagia com os colegas sem que a professora precisasse chegar perto do ouvido para falar qual era a pergunta. Quando o aluno faltava, não havia problema: ela utilizava o gravador de áudio do celular para enviar áudios curtos da aula.

Duas técnicas simples que ajudaram muito o aluno na aula e aproximou de toda a classe, sem qualquer problema.

Fonte: Porvir