Conexão Xalingo – Blog

Tag - educação na pandemia

Estes professores foram divertidos para atrair atenção nas aulas online (parte 2)

Na postagem “Estes professores foram divertidos para atrair atenção nas aulas online (parte 1)” você viu exemplo de que os professores têm feito para buscar uma aproximação com os estudantes, durante as aulas à distância. Confira mais situações que estão acontecendo nesse período!

Tempo de preparo de aula fica maior

O tempo para preparar as aulas ficou maior: o conteúdo que, antes da pandemia, era ensinado apenas com giz/caneta e lousa passa a ser apresentado em slides, de forma mais condensada. “Para prepará-los, levo de 4 a 5 dias”, diz Manzi.

“Preciso correr atrás de imagens que substituam os desenhos que eu fazia. Também encontrei um programa que permite que eu apareça enquanto os slides estão sendo exibidos. É trabalhoso, mas está dando certo”, completa.

Wander Azanha, professor de física da Oficina do Estudante, em Campinas (SP), preferiu comprar uma lousa branca e pendurá-la em seu escritório. “Fica mais dinâmico. Alguns professores estão comprando as lousas digitais, mas os preços subiram muito durante a pandemia”, conta.

Outra preocupação a ser levada em conta, no preparo das aulas, é o tempo. Izidoro, por exemplo, precisa apresentar o conteúdo de 100 minutos em apenas 40. “O professor vira um roteirista. Elaboro um roteiro pré-aula, testo e vejo se está dando certo. Tento prever quais dúvidas os alunos terão, para não precisar aguardar o chat. É um trabalho diferente do que eu estava acostumado. Era só pegar o giz, que a coisa já acontecia”, brinca.

Compra de equipamentos e de ‘chroma key’

As casas dos professores viraram basicamente estúdios: cômodos receberam iluminação especial e até um varal com pano verde – uma espécie de “chroma key”. Essa técnica permite que, pelo computador, a cor sólida do fundo seja substituída por qualquer outra imagem.

“Já busquei uma foto de banheiro chique na internet e a coloquei como fundo. É um jeito de descontrair por alguns minutos e manter a concentração dos alunos”, diz o professor Izidoro. “Também brinco de colocar uma camiseta verde e fingir que estou desaparecendo.”

Já Tony Manzi preferiu comprar o “chroma key” para apresentar o conteúdo de biologia de um modo mais criativo. “Quero projetar imagens dos animais, das células ou das plantas”, diz.

E as compras do professor não pararam por aí. “Nas minhas primeiras aulas online, vi que a câmera tinha imagem embaçada, a falta de iluminação criava sombras e a qualidade do áudio não estava boa”, conta Manzi. “Fui atrás de uma ‘webcam’ melhor, de um microfone de lapela e de uma luz boa. Fiquei vendo como os ‘youtubers’ de game fazem. São investimentos para uma aula melhor”, diz.

Créditos da foto: https://revistapegn.globo.com/Banco-de-ideias/noticia/2020/03/ensino-distancia-ganha-impulso-com-suspensao-das-aulas.html

E para ficar por dentro das últimas novidades da Xalingo Brinquedos, inscreva-se em nosso canal no Youtube.

Fonte: https://g1.globo.com/educacao/enem/2020/noticia/2020/07/14/na-pandemia-professores-de-cursinho-dancam-cantam-e-mostram-cachorros-e-filhos-para-chamar-atencao-de-alunos-em-aulas-virtuais.ghtml

Estes professores foram divertidos para atrair atenção nas aulas online (parte 1)

Para atrair a atenção dos alunos durante as aulas à distância na pandemia, muitas são as estratégias. Estes professores utilizaram da diversão para ter alunos mais conectados. Confira as ideias utilizadas!

“É muito difícil concorrer com a cama deles”, diz Aluísio Júnior, professor de geografia do Curso pH, no Rio de Janeiro. “Eles querem dormir, é uma competição desleal”. Quando as aulas presenciais foram suspensas, no início da pandemia do novo coronavírus, Júnior ficou com receio de trocar as salas de aula lotadas pelo ensino à distância. “Tive medo, porque gosto do olho no olho, gosto de ver como os alunos estão. Adaptar isso para o vídeo é muito difícil. Mas estou buscando estratégias para não perder a atenção dos estudantes”, conta.

Às 7h da manhã, quando a aula começa, Júnior liga a caixinha de som e coloca um samba para tocar.

“Sou do pagode, mas tento me adequar à realidade dos alunos e entrar no mundo deles. Nesta semana, conversei com uma aluna sobre K-pop [gênero musical da Coreia do Sul]. Também criei conta no TikTok [rede social de vídeos curtos], para ver como é isso. Preciso entender do que eles gostam, para aí criar paródias ou dancinhas interessantes sobre o conteúdo de geografia”, diz.

Os cães entram em cena

Eduardo Izidoro, professor de matemática do Cursinho da Poli (SP), também incluiu os animais em suas aulas. “Acabo levando para o humor. Moro no interior de São Paulo, em uma região com muito verde, então os passarinhos piam, aí assobio junto. Minha cachorra de 2 kg, que acha que é pitbull, late bastante, aí a levo até a câmera, ela lambe a lente”, diz.

As crianças também fazem sucesso. Tony Manzi, professor de biologia do cursinho Maximize (SP), usa desenhos do Bob Esponja, ao falar de poríferos, e mostra uma cena da Dory, personagem de “Procurando Nemo”, na aula de anêmonas. E aí não são só os alunos que ficam mais interessados pelo conteúdo: Enzo, de 5 anos, também quer participar. “Meu filho já virou integrante da aula; pessoal espera o ‘oi’ e o ‘tchau’ dele. Ele fica curioso, quer ver o que está acontecendo”, diz Manzi.

Sem contato visual, mas com muitas perguntas

Uma das principais dificuldades relatadas pelos professores é a impossibilidade de ver as reações dos alunos durante as explicações. Segundo eles, em uma sala de aula, é mais fácil notar a expressão facial dos que têm dúvidas, por exemplo, ou perceber se estão desconcentrados.

“A falta de feedback é estranha, foi muito complicado para mim. Nas aulas virtuais, as reações chegam via chat, por escrito. Só que, se eu me empolgar na explicação, acabo ficando sem olhar a janelinha de conversa e perco as perguntas que os alunos fazem”, diz Manzi.

Para solucionar essa questão do chat, Aluísio Júnior faz pausas a cada meia hora e fala o nome de determinados estudantes. “Convoco alguns para participarem”, afirma. “Eles não gostam de abrir o microfone para falar, acabam sempre digitando a dúvida. Também tento interações mais descontraídas, para a aula ficar mais dinâmica. Não dá para eu ficar falando sozinho por 1h30 – pergunto se alguém sabe tocar violão, por exemplo. Outro dia, um aluno puxou um berimbau e tocou”, diz.

Apesar das dificuldades trazidas pela distância física, os docentes percebem um ganho: em frente às telas, alguns alunos se sentem mais encorajados para fazer uma pergunta. “A aula inibe os mais tímidos. Eles acabam perdendo a vergonha nas chamadas de vídeo, aí escrevem no chat”, conta Júnior.

E para ficar por dentro das últimas novidades da Xalingo Brinquedos, inscreva-se em nosso canal no Youtube.

Fonte: https://g1.globo.com/educacao/enem/2020/noticia/2020/07/14/na-pandemia-professores-de-cursinho-dancam-cantam-e-mostram-cachorros-e-filhos-para-chamar-atencao-de-alunos-em-aulas-virtuais.ghtml

Esta metodologia de educação deve ganhar força na pós-pandemia

Cláudio Sassaki é cofundador de empresa especializada em educação inovadora no Brasil e acredita que o Ensino Híbrido vai ganhar cada vez mais força no país pós-pandemia. Confira seu pensamento!

Cláudio é é cofundador e CEO da Geekie e acredita que a educação é um dos pilares que sofrerá grandes mudanças em nossa sociedade, quando o período da pandemia passar. Segundo análise do Fórum Econômico Mundial sobre os possíveis impactos da pandemia na educação, já há uma mudança imediata: milhões de pessoas no planeta estão sendo educadas graças à brecha digital que trouxe novas abordagens pedagógicas via uso de tecnologias. Implementada como alternativa às salas de aula fechadas, essa via tecnológica conferiu inovação educacional a um setor que sempre resistiu aos ventos da mudança; sempre investiu em um modelo de aulas expositivas.

Ensino Híbrido ganhará força

Inspirado pelo relatório “Three ways the coronavirus pandemic could reshape education” (Três formas que a pandemia do coronavírus pode remodelar a educação, em uma tradução livre), conduzido pelo Fórum Econômico Mundial – e como mestre em Educação pela Universidade de Stanford – Cláudio pensou no possível “legado” da pandemia à educação.

“Sob a constatação do maior uso da tecnologia em um cenário de aulas a distância, acredito que veremos, no mundo sem Covid-19, um maior número de escolas adotando do Ensino Híbrido. Para conceituar melhor, essa modalidade integra as melhores práticas educacionais off-line e online; em inglês, inclusive, é reconhecido pelo termo blended learning – em livre tradução, misturar o processo de aprender. Nessa metodologia, há momentos em que o aluno estuda sozinho, aproveitando ferramentas online; em outros, a aprendizagem acontece de forma presencial, valorizando a interação entre alunos e com o professor e a professora”, acredita Cláudio.

Por inserir essas ferramentas digitais no processo de aprendizagem do(a) estudante, esta estratégia tem se mostrado mais coerente com o estado da arte da educação. Os alunos e as alunas deste século, os nativos digitais, estão imersos no mundo virtual – embora nem sempre com as competências e conhecimentos necessários para identificar seus riscos e suas oportunidades. É neste espaço digital que está a própria linguagem, a forma de expressão, as interações e, principalmente, as próprias fontes de informação. Neste sentido, o Ensino Híbrido traz para a sala de aula a realidade desta nova geração.

No livro “Blended – usando a inovação disruptiva para aprimorar a educação”, os autores Michael B. Horn e Heather Staker abordam o Ensino Híbrido como a modalidade que mescla um ensino presencial com o virtual dentro e fora da escola; ambos acreditam que essa é uma das tendências mais importantes da educação de século XXI. Os autores defendem que não por acaso esse programa de educação formal tem se disseminado em redes de ensino ao redor do mundo: ele oferece aos alunos acesso a um aprendizado mais interessante, eficiente e personalizado; torna-se, ainda, a base de um sistema educacional centrado no aluno. Na perspectiva desse processo eficiente e personalizado de aprender, o Ensino Híbrido funciona como um motor que alimenta a inovação e aquisição de conhecimento dentro e fora da escola.

E para ficar por dentro das últimas novidades da Xalingo Brinquedos, inscreva-se em nosso canal no Youtube.

Fonte: https://www.geekie.com.br/blog/dia-mundial-da-educacao-2020-tendencia-pos-coronavirus/

Professora estimulou os alunos a colocar a mão na massa

Vera Ligia de Campos Henrique é professora de ensino fundamental no Colégio Genius, em Campinas/SP e propôs a utilização de plataforma digital para trabalhar conteúdos de ciências com turmas do primeiro ao quinto ano.

Vera já tem mais de 20 anos de “casa”, com grande experiência em livros didáticos e apostilas, então trabalhar com uma plataforma digital, foi um novo desafio. Mas já nas primeiras aulas, a professora percebeu que os alunos estavam se envolvendo e participando das atividades.

A plataforma CLOE trabalha com a aprendizagem ativa, colocando o aluno no centro do processo. Por lá, é possível percorrer diferentes expedições que integram projetos, conteúdos e atividades práticas para trabalhar de forma significativa.

“Antes do fechamento das escolas, cada uma das minhas turmas estava participando de uma expedição. No quarto ano, por exemplo, estávamos percorrendo uma trilha que apresentava muitas experiências e estimulava momentos de interação entre os estudantes”, salienta Vera.

Quarto ano

A expedição do quarto ano falava um pouco sobre gastronomia molecular, transformações físicas e energia térmica. Além de trabalhar os conteúdos propostos, foram realizadas muitas atividades em sala de aula que estimulavam a reflexão dos estudantes, como experiência de observação de como a água passa do estado sólido para o estado líquido.

“Quando começou a quarentena, apesar de já estar trabalhando com uma plataforma digital, tive que fazer adaptações das aulas porque elas exigiam muitos momentos de interação e trabalho coletivo. Para dar continuidade aos conteúdos, passei a fazer algumas experiências na minha casa e também pedi para que os estudantes tentassem reproduzir com as suas famílias”, afirma Vera.

Resultados das experiências

Durante as últimas semanas, puderam observar o que acontecia com o mingau armazenado em potinhos, fizeram chá e até “geladinho” de vários sabores. “Compartilhamos receitas e tivemos um tempo para descrever como cada um fez na sua casa. Essa parte prática foi muito divertida, e os estudantes se engajaram muito”, completa a professora.

Segundo Vera, faltam três aulas para concluir essa expedição, mas ela já percebe que os estudantes estão envolvidos com o conteúdo. As experiências chamaram muito a atenção da turma, que consegue lembrar de diferentes atividades e conteúdos que foram trabalhados.

E para ficar por dentro das últimas novidades da Xalingo Brinquedos, inscreva-se em nosso canal no Youtube.

Fonte: https://porvir.org/longe-do-laboratorio-turma-de-fundamental-1-pratica-ciencias-na-cozinha/