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Este aplicativo está ajudando as crianças a aprenderem sobre finanças

Educação financeira é de grande importância nos dias de hoje. E este aplicativo tem tudo para ajudar as crianças do Ceará. Confira!

O Instituto Federal do Ceará (IFCE) lançou o aplicativo Grana, para fazer as crianças aprenderem sobre finanças através das brincadeiras. O aplicativo gratuito está disponível para download na Google Play.

O game acontece em um cenário rural do sertão nordestino, com uma linguagem simples que aborda conceitos como lucro, prejuízo, poupança, renda e planejamento financeiro. Conforme o professor Henrique Leitão, que coordena o projeto, o aplicativo busca levar a temática de educação financeira para um público que não tem muito acesso a esse tipo de conhecimento.

O Grana é resultado de um trabalho interdisciplinar desenvolvido no Lasic desde 2018, a partir da aprovação do projeto em edital do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Pibiti) no IFCE. A equipe envolvida foi formada por professores da área de tecnologia, com o coordenador Henrique Leitão; de idiomas, com a professora Fernanda Leal; e de música, como o professor Deyvid Martins. Estudantes dos cursos de Rede de Computadores e Gestão de Turismo também atuaram como programadores, designers, roteiristas e testadores.

A versão final do aplicativo é um desdobramento de duas iniciativas anteriores. A primeira delas foi o projeto Automatizando (2016-2017), para auxiliar empresários locais de Canindé com conceitos de gestão financeira por meio do uso de sistemas computacionais. A segunda foi o projeto Escola do Dinheiro, projeto de extensão que buscou ensinar gestão financeira de forma lúdica e divertida a crianças residentes na zona rural de Canindé. A expectativa dos desenvolvedores do projeto é de, no futuro, o aplicativo ter novas funcionalidades e estar disponível para download em dispositivos iOs.

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Créditos da imagem: Freepik
Fonte: O Povo

Esta horta pedagógica está mudando a cabeça das crianças

Professora de Curitiba/PR desenvolveu um projeto de horta e o resultado foi além de uma alimentação saudável. Confira!

Suellen Oriana Kricky leciona ciências e matemática em um colégio de Curitiba/PR e percebeu que muitos de seus alunos nunca haviam tido contato com a terra antes (e outros tantos nunca haviam sentido o sabor de um vegetal). Além dessa percepção, a professora vinha observando que os lanches, trazidos pelos estudantes, eram de baixa qualidade nutricional. Foi então que ela teve uma ideia.

A professora resolveu criar uma horta pedagógica, com a intenção de que os alunos colocassem a mão na massa e, no final do projeto, reconhecessem o valor daquele trabalho, com os frutos produzidos, trabalhando também a educação financeira.

Pesquisas e mão na massa

O primeiro passo foi incentivar as crianças a pesquisarem sobre os tipos de agricultura brasileiros. Além da pesquisa, ela mostrou aos alunos o vídeo “A História de João das Alfaces” (https://www.youtube.com/watch?v=N4pqg–jHXM), que é produzido pela Embrapa. Depois de debaterem em sala de aula, foi decidido que o modelo agroflorestal seria utilizado para a horta, pois argumentaram ser o mais sustentável.

Depois de escolhido o modelo a ser utilizado, o próximo passo foi compreender a biodiversidade, observando o bosque que existe na escola. Os alunos perceberam que existem diversos tipos de vegetais convivendo no mesmo espaço, que é uma horta já existente no colégio e que foi utilizada para o cultivo do projeto.

“Um fato curioso é que alguns alunos notaram que em uma parte do espaço havia sido plantada apenas couve e que as folhas estavam tomadas pelos pulgões, então aproveitei para discutir como evitar a proliferação desses insetos nos vegetais com receitas de repelentes naturais. Também havia muitas joaninhas no local e aproveitei para trabalhar cadeia alimentar, pois crianças nesta faixa etária acham que as joaninhas são herbívoras e puderam comprovar na prática qual seu alimento preferido (algumas espécies se alimentam de outros insetos).”, aponta Suellen.

A preparação do solo da horta foi realizada por um funcionário do colégio e a direção financiou o projeto. Quando as mudas e sementes chegaram, os estudantes foram orientados a fazer o plantio e a semeadura. Com muita empolgação, foram plantadas cenoura, babosa, beterraba, rúcula, alho-poró, abobrinha, alface verde e roxa, tomate, rabanete, couve erva doce e até limoeiros.

Ao longo do desenvolvimento da horta, a cada duas semanas, as crianças acompanharam a germinação das sementes e o crescimento das mudas, retirando as plantas concorrentes e mantendo a reposição da matéria orgânica sob o solo. Também havia uma pessoa responsável pela rega diária.

Uma horta repleta de legumes

Em dois meses já havia matéria-prima suficiente para fazer uma salada. Segundo Suellen, foi uma experiência e tanto, pois a grande maioria das crianças aprovaram. Um efeito muito positivo foi que, aquelas que apresentavam certa resistência a verduras, foram incentivadas a experimentar e, para surpresa dos professores, quase todas aceitaram, comeram e ainda pediram mais.

Educação Financeira também foi trabalhada

Finalizando o semestre, era hora da colheita. E com os legumes colhidos foi feita uma torta de legumes. Como não foi possível plantar todos os ingredientes, a professora levou os estudantes a uma feira orgânica e aproveitei para trabalhar a educação financeira aplicada a compra dos produtos, trabalhando com sistema monetário e cálculo mental (calcular o troco, por exemplo). Cada estudante levou 5 reais e tiveram de organizar o orçamento para aquisição do restante dos ingredientes para a torta.

Ainda no campo da educação financeira, Suellen trabalhou com o objetivo de que os estudantes percebessem a diferença de preço entre os produtos orgânicos e os convencionais e seu custo-benefício. Entrevistaram um produtor rural orgânico que mostrou como é definido o preço dos seus produtos e as crianças aprenderam que antes de pensar em um valor de venda, é preciso calcular quanto se paga de tributos, transporte, funcionário e aluguel da barraca.

Resultado

Com o desenvolvimento do projeto, a professora percebeu gradativamente o desenvolvimento da autonomia das crianças para argumentar. Eles não só repensaram seus hábitos alimentares, como sensibilizaram suas famílias a respeito dos problemas apresentados. Também ficou evidente o quanto as crianças aprenderam a respeitar o ambiente, os pequenos produtores e a sua própria saúde.

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Fonte: http://porvir.org/projeto-de-horta-pedagogica-motiva-criancas-refletirem-sobre-alimentacao-saudavel/

Gamificação para ensinar finanças

Gamificação é o uso de mecânicas e dinâmicas de jogos para engajar pessoas, resolver problemas e melhorar o aprendizado, motivando ações e comportamentos em ambientes fora do contexto de jogos. Sabendo disso, o professor Fabiano Ferreira Santos desenvolveu brincadeiras que simulam etapas de uma gestão financeira organizacional, como estratégia para ensinar conteúdos complexos.

Ele ensina finanças na graduação, mas recebeu o desafio de trabalhar Contabilidade Gerencial com alunos do ensino médio da Escola do Sebrae de Formação Gerencial (EFG), em Belo Horizonte/MG. Sabendo do grau de dificuldade da disciplina, ele encontrou na gamificação, a solução para aumentar o engajamento dos estudantes. A ideia foi montar um jogo onde cada estudante passasse pelas etapas de uma gestão financeira organizacional, criando planilhas financeiras e demonstrações contábeis. Isso tudo de forma divertida, mas sem perder o foco na educação. O jogo ganhou o nome de “Lucre se Puder”.

Para o desenvolvimento do game, a primeira etapa foi produzir uma roleta que deveria ser girada pelos estudantes reunidos. A cada giro, se deparavam com fatos, brincadeiras e elementos contábeis. Além disso, também foram elaboradas planilhas financeiras impressas e cartas com atividades e tarefas. E, neste jogo, diferentemente de outros, o que se ganha são receitas de vendas ou receitas financeiras. Já as perdas são custos e despesas organizacionais. A atividade vem acompanhada de cinco planilhas: Planilha de Receitas (Vendas), Planilha de custos variáveis (compras), Planilha de despesas e custos fixos (aluguel, salários, água, luz e outros), Planilha da Demonstração do Resultado do Exercício (DRE), Fluxo de Caixa (DFC) e Planilha do Balanço Patrimonial.

Para o andamento do jogo, os estudantes foram divididos em grupos com, no máximo, seis integrantes. Em cada rodada, um aluno gira a roleta para saber uma informação financeira ou carta da sorte. Em uma das cartas, por exemplo, está escrito: “você acaba de vender 100 unidades a R$ 20,00 cada e comprou 112 unidades a R$10,00 cada”. Então o aluno teria que registrar na planilha de vendas 100 unidades, gerando receita de R$2.000,00, e na planilha de custos 120 unidades, com custo total de R$1.200,00, dos quais R$1.000,00 iriam para o Custo do produto vendido (na DRE) e R$200,00 na conta estoque do balanço patrimonial. A ideia é exercitar algumas regras contábeis, como pagar despesas, gerar receita, lucrar, montar o balanço patrimonial e outras.

Ao final da atividade, Fabiano percebeu muitos alunos brincando e se divertindo, e os resultados foram sentidos nas aulas posteriores, onde ele percebeu uma maior atenção e interesse dos estudantes.

Fontes:
http://porvir.org/professor-cria-jogo-para-trabalhar-contabilidade-alunos-ensino-medio/
https://www.edools.com/o-que-e-gamificacao/