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4 dicas para debater as Fake News com alunos

Você, com certeza, já deve ter ouvido falar das fake news. Elas são recorrentes no WhatsApp, no Facebook, no Twitter e até em portais de notícias. As notícias falsas tem tomado conta, principalmente em época de eleições. A expressão vem do original em inglês Fake News, que se tornou popular durante as eleições presidenciais norte-americanas em 2016, mas vem desde os idos de 1890.

Mas se, nós adultos, podemos cair nelas, imaginemos as crianças. Por isso é bom já precavermos elas das notícias falsas. Para isso, selecionamos 5 dicas para combater o problema com os pequenos:

1) Desconfie de todas as notícias

É sempre importante checar o site ou veículo responsável por uma publicação. Segundo a professora Pollyana Ferrari, algumas perguntas podem ser feitas para checar uma notícia: “Qual é a fonte? Quem responde por essa publicação?”. Além disso, muitos dos sites que divulgam notícias falsas não têm domínio no Brasil (com.br) e o texto é cheio de adjetivos, explica a professora. “Desconfie de tudo. E se você quer compartilhar, procure checar a informação primeiro”, diz.

2) Como checar uma informação

Com o avanço da tecnologia, as notícias falsas têm se aprimorado. “Existe um mercado de notícias falsas, gente que produz esse conteúdo para imitar as notícias reais”, chama a atenção a professora. A resposta a essa onda crescente de produção foi o surgimento de agências especializadas em checagem de conteúdos. No Brasil, as mais conhecidas são Agência Lupa, Aos Fatos, Agência Publica e a coalizão Comprova (formada por 24 veículos de imprensa para investigar conteúdos que circulam nas redes). Voltado somente para a área de Educação, o projeto Mentira na Educação, não! verifica, discute e analisa informações que chegam até os professores e educadores de todo o país. Todas essas iniciativas podem ser compartilhadas com os alunos na sala de aula, garantindo que eles tenham contato com os padrões de checagem utilizados por esses veículos. Pesquisar uma frase ou informação em um buscador online, como o Google, também garante que o indivíduo veja em quais outros sites e jornais a notícia foi compartilhada. E aí, de novo, avisa Pollyana, vale ver qual é a procedência da informação.

3) Qual é o papel de quem dissemina notícias falsas

Uma das maiores dificuldades em desmentir uma notícia falsa é a velocidade com que elas ganham audiência. O volume de pessoas que compartilham notícias sem checar se a informação realmente é procedente faz parte do problema. Como explica a professora de hipermídias da PUC, “quem compartilha também é responsável”. Por isso, antes de compartilhar uma informação é sempre importante checar a credibilidade da fonte (em qual site a notícia foi publicada). É só questionar: o site é conhecido? É um veículo de imprensa de respeito? Tem um histórico de publicar notícias falsas?

4) Qual é a hora certa para falar sobre notícias falsas

Ainda que seja um conteúdo complexo, é possível trabalhar as notícias falsas desde o Ensino Fundamental. A professora Pollyana Ferrari explica que é importante tratar o assunto desde cedo. Assim, quando o aluno chegar ao Ensino Médio, ele estará mais familiarizado com o assunto e contará com um senso crítico mais desenvolvido. Para que a importância desse aprendizado fique clara desde os anos iniciais do Fundamental, o componente familiar é importante. “É um bom momento para inserir esse tema nas reuniões de pais”, diz Pollyana.

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Créditos da imagem: Freepik
Fonte: Nova Escola

Estes alunos encontraram uma forma divertida de combater as fake news

Professora de São Caetano do Sul/SP está trabalhando gêneros textuais e fake news de forma criativa durante as aulas remotas. Confira!

Fabiana Lopes é professora de língua portuguesa e redação na escola Colégio Castelo Bilingual School, em São Caetano do Sul/SP e, quando a pandemia surgiu, junto ao problema, surgiu um outro, também grave: a desinformação através das fake news. Ela então resolveu agir com seus alunos do sétimo ano do ensino fundamental: desenvolveu uma sequência didática para trabalhar o assunto com eles.

“A partir do vídeo de um ‘químico autodidata’ sobre a ineficácia do álcool em gel, questionei a turma sobre a veracidade daquelas informações que estavam circulando no WhatsApp. A missão da turma era fazer uma pesquisa para avaliar e refutar a mensagem que tinha sido apresentada”, esclarece Fabiana.

Primeiros passos

No começo, a sua ideia era utilizar a atividade como subsídio para que os alunos produzissem uma crônica argumentativa, porém, com a suspensão das aulas presenciais, ela teve de adaptar o método para o ambiente virtual. “O que eu faria em três ou quatro aulas foi reorganizado para ser desenvolvido apenas duas. Para isso, tive a ideia de mudar o produto final para um Zine, pois a sua produção seria mais rápida”, salienta.

Ela foi inspirada por oficinas e dicas de outra professora: Emilly Fidelix, da página SeligaProf. Percebeu então que o zine poderia ser uma ótima ferramenta para trabalhar gêneros textuais e discutir desinformação. “Então, após discutir sobre fake news em sala de aula, para dar continuidade ao trabalho de forma remota, pedi para os alunos fazerem pesquisas em casa sobre como verificar notícias. Também gravei um vídeo com instruções sobre como eles poderiam fazer dobraduras para criar a sua revistinha e quais materiais eles precisariam para a nossa aula síncrona”, completa.

Aulas remotas levam o projeto em frente

No dia da aula, ela se conecta com seus alunos através da plataforma de videoconferência Zoom. “Conversamos um pouco, e eu dei um tempo para os alunos produzirem Zines com cinco dicas para os seus familiares e colegas verificarem se uma informação é confiável. Em cada página, os alunos tinham que fazer um desenho e escrever uma orientação, como ‘sempre duvide de quem enviou’, ‘verifique a fonte e a data’ ou ‘preste atenção na linguagem’”, afirma.

Resultado promissor

Com as revistinhas prontas, na aula seguinte os alunos tiveram a oportunidade de mostrar o seu Zine para os colegas. Foi uma experiência muito produtiva, segundo a professora. Os estudantes se engajaram e puderam refletir sobre os tópicos que estávamos estudando. No final, ainda combinaram de que utilizariam material, com muita educação, para ajudar a orientar as pessoas que lhes enviassem fake news no WhatsApp.

Créditos da imagem: Colégio Castelo Bilingual School

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Fonte: https://porvir.org/alunos-de-ensino-fundamental-criam-zines-para-combater-a-desinformacao/