Conexão Xalingo – Blog

Tag - desenvolvimento infantil

3 dicas para os alunos não proscratinarem

A procrastinação é parte do ser humano, segundo estudos. Mas o excesso dela pode trazer dificuldades no aprendizado em sala de aula. Então confira 3 maneiras para incentivar os alunos a não procrastinar:

1) Espalhe os prazos

Os pesquisadores investigaram o impacto de três tipos de prazos para uma série de tarefas: espaçamento uniforme, autoimposição ou um prazo final único. No primeiro experimento, os alunos receberam três trabalhos e foram solicitados a entregá-los no final de cada mês, escolher seus próprios prazos ou enviar os três trabalhos até o final do curso. No segundo experimento, os alunos receberam uma tarefa – revisar três passagens – e enviaram suas tarefas semanalmente, no seu próprio ritmo, ou de uma só vez. Em ambos os experimentos, prazos uniformemente espaçados não apenas renderam um melhor trabalho, mas também diminuíram as chances de que os alunos perdessem seus prazos.

Qual orientação para os professores? Em vez de dar aos alunos um grande projeto com um único prazo, divida-o em tarefas menores, com prazos uniformemente espaçados. Peça vários rascunhos de um artigo, por exemplo. Em uma unidade de aprendizagem baseada em projeto, solicite aos alunos que apresentem seu progresso em momentos específicos. Isso pode ser especialmente útil para estudantes que estão paralisados ​​por grandes projetos – tornando cada parte mais gerenciável, você pode reduzir a ansiedade motivada por prazos intimidadores.

2) Ofereça retornos avaliativos como apoio

Os alunos com baixa autoestima podem relutar em apresentar o melhor trabalho se estiverem preocupados com críticas ou com medo de falhar. Evite dar um retorno avaliativo altamente crítico ou negativo, que pode ter a consequência não intencional de fazer os alunos se sentirem nervosos ou constrangidos. Os alunos também podem reagir mal aos comentários que parecem controladores; portanto, evite ser muito explícito sobre o que precisa ser corrigido. Por fim, seja cauteloso ao fazer comentários individuais diante de toda a turma – alguns podem se sentir desconfortáveis ​​e se desinteressar.

3) Ensine habilidades de gerenciamento de tempo e estudo

Um estudo de 2017 descobriu que muitos estudantes não possuem as habilidades metacognitivas de que precisam para poder estudar com eficiência, como a capacidade de agendar tempo suficiente para estudar ou saber quando pedir ajuda. Muitos participantes do estudo ficaram surpresos quando suas pontuações iniciais foram mais baixas do que esperavam – eles não tinham uma noção de como estavam preparados. Eles foram incentivados a planejar com antecedência um próximo teste e foram mostrados exemplos de como eles poderiam se preparar. Os resultados foram significativos: em comparação com os colegas, os alunos que participaram das atividades metacognitivas obtiveram nota um terço mais alta, em média.

E para ficar por dentro das últimas novidades da Xalingo Brinquedos, inscreva-se em nosso canal no Youtube.

Fonte:
https://porvir.org/como-ajudar-os-alunos-a-deixar-a-procrastinacao-de-lado/

Aprenda a ensinar otimismo a seus alunos

O otimismo é parte importante no aprendizado e desenvolvimento infantil. Confira as dicas de como ensiná-lo a seus alunos.

Em um de seus estudos, o psicólogo norte-americano Martin Seligman fez uso de metodologias cientificamente validadas em neurociência, Educação e psicologia para compreender o que aumenta o bem-estar e impacta a saúde emocional. Dentre os seus achados mais signitificativos está o conceito de “desamparo aprendido”.

Nos anos 1960, época em que experimentos com animais eram uma prática comum, ele e sua equipe realizaram um experimento com animais de laboratório. Tais animais recebiam choques elétricos leves dos quais não podiam fugir – e aprendiam que suas ações para evitar o desconforto não faziam diferença. Após algum tempo, mesmo sendo colocados em outro ambiente do qual poderiam escapar, os animais se tornavam passivos e não tentavam fazer nada que pudesse aliviar o sofrimento, já que aprenderam anteriormente que não havia saída para mudar a situação.

Percebendo o comportamento passivo dos animais, os pesquisadores se perguntaram: será que há formas de proteger um indivíduo contra a sensação de desamparo? Será que é possível ensinar padrões de Pensamento Otimista?

Seligman, juntamente de sua equipe, acompanharam um grupo de 70 crianças por anos e perceberam que aqueles com padrão de Pensamento Pessimista tinham chances até oito vezes maiores de desenvolver quadros de depressão grave na adolescência frente aos que tinham um padrão de Pensamento Otimista. Além disso, as crianças com padrão de Pensamento Otimista apresentavam melhor saúde física, melhor humor e até mesmo desempenho escolar superior. Para o psicólogo, portanto, os padrões de pensamento podem ser tanto um fator que aumenta a vulnerabilidade, como algo que traz mais proteção contra o desamparo.

Dicas para mudanças de pensamentos

A boa notícia é que suas pesquisas também indicam que podemos ensinar, aprender e praticar como construir novas formas de pensamento, já que apesar da influência do componente genético que determina a nossa personalidade, somos seres maleáveis e fortemente influenciados e moldados pelo meio.

Segue abaixo algumas dicas para tornar isso possível:

– Identifique e estimule os pontos fortes da personalidade de cada criança;

– Amplie o repertório de alfabetização emocional das crianças, enfatizando seus sentimentos e não somente suas ações concretas;

– Ensine que os sentimentos também são temporários e que podemos ter ações para alterar aquilo que sentimos;

– Fique atento ao uso frequente de palavras como “sempre” ou “nunca”, tanto na fala da criança como quando um adulto for conversar com ela ou dar uma bronca. Procure ser específico e não generalizar o comportamento inadequado;

– Quando for chamar a atenção de uma crianca, utilize o estilo do Pensamento Otimista;

– As crianças também desenvolvem os seus padrões de pensamento com base nos adultos que convivem na família e na escola. Portanto, reflita sobre a linguagem que você usa mais frequentemente, e em como descreve os acontecimentos difíceis.

E para ficar por dentro das últimas novidades da Xalingo Brinquedos, inscreva-se em nosso canal no Youtube.

Fonte: https://novaescola.org.br/conteudo/18224/como-ensinar-otimismo-as-criancas

Cartilha ensina brincadeiras que estimulam desenvolvimento infantil

Ministério da Cidadania lançou a cartilha “Jogos e Brincadeiras das Culturas Populares na Primeira Infância”, que ensina atividades lúdicas para o estímulo do desenvolvimento infantil.

A publicação é resultado de parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), e divide-se por faixa etária, do nascimento aos 6 anos, levando em conta as características de cada fase da primeira infância.

A ideia é que o material possa servir de apoio extra aos profissionais que atuam no Programa Criança Feliz. O objetivo é reforçar, junto às famílias que serão atendidas, a importância das brincadeiras para o desenvolvimento cognitivo e o fortalecimento do vínculo afetivo.

O ministro da Cidadania, Osmar Terra, ressalta a importância da atenção à primeira infância, por meio dos estímulos cognitivos, para o futuro das crianças. “A própria organização do cérebro é muito rápida desde a barriga da mãe até os três anos de idade. Quanto mais cedo forem aplicadas as políticas públicas, mais positivo será o resultado durante a vida. O indivíduo terá melhores resultados escolares, um bom salário no futuro, além de ser uma pessoa menos violenta”.

A secretária nacional de promoção do Desenvolvimento Humano, do Ministério da Cidadania, Ely Harasawa, também destacou os benefícios imediatos do estímulo por meio de atividades lúdicas no desenvolvimento infantil: “A brincadeira é uma coisa prazerosa, mas é a principal forma que a criança tem de aprender sobre as relações, os fenômenos naturais, a consistência dos objetos, a transformação e o entendimento das pessoas também”, reforça.

A cartilha está disponível online no site da Secretaria Especial da Cultura e na página do Programa Criança Feliz. Para acessá-la, clique aqui.

E para ficar por dentro das últimas novidades da Xalingo Brinquedos, inscreva-se em nosso canal no Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCEu_wTApB06msiH5SXQ-JRg

Fonte:
https://nacoesunidas.org/cartilha-ensina-brincadeiras-que-estimulam-desenvolvimento-infantil/

A importância das animações no desenvolvimento infantil

Na onda do sucesso de “Divertida Mente”, nova animação da Disney que estreou recentemente, a psicóloga Camila Oliveira da Silva nos fala um pouco sobre a importância desses desenhos animados para o desenvolvimento da criança. Leia o relato da profissional:

Muitas são as formas de se dialogar com o universo infantil. Um dos recursos utilizados são as histórias representadas nos desenhos e filmes animados. Os personagens permitem que os processos de identificação ocorram em espaços que vão além dos sentidos comuns da realidade cotidiana, ao liberar a imaginação. Constrói-se assim um movimento essencial do desenvolvimento que pode ser alcançado sempre que a criança for inserida na fantasia. O que a criança devolve ao mundo após se apropriar do conteúdo de uma animação, são expressões de suas emoções, que podem ser fundamentais para a elaboração de seus conflitos e resolução dos problemas de forma criativa.

Os desenhos e filmes em formato de animação favorecem também as interações entre as crianças e as pessoas que a circundam– pais, irmãos, amigos, professores, etc. O espaço que se cria é atemporal e nele é possível a pertença e o encontro, adultos resgatam as sensações da infância e a imaginação no sentido mais puro. A criança perdida renasce e as crianças presentes sentem-se aceitas, a identificação não é limitada ao momento em que se assiste a animação, ela se estende às conversas no carro, ao almoço, aos bordões dos personagens, a decoração da festa de aniversário. Juntamente com as brincadeiras ao ar livre, os jogos, as encenações e demais processos lúdicos, as animações representam uma interessante e divertida oportunidade de inserção no vasto território do imaginário infantil.

Camila Oliveira da Silva

Psicóloga CRP12/10653