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Além da tecnologia, proposta pedagógica deve ser consistente, diz especialista

Em escolas e faculdades onde a aposta tecnológica é antiga, professores relatam maior aprendizagem e engajamento dos alunos. O risco, segundo especialistas, é investir apenas no uso dos equipamentos sem uma proposta pedagógica consistente.

O sonho de todo o professor é uma sala de aula equipada com internet, computadores, smartphones e muito mais tecnologias em prol da educação. Esses aparelhos agilizam as aulas de uma forma mais rápida e criativa. Nos dias de hoje é impossível pensar na formação do aluno sem a ajuda da tecnologia.

Mas é preciso se ter em mente que a tecnologia só terá efeito positivo na educação se houver uma proposta pedagógica completa e diversificada. A tecnologia nunca irá substituir o papel do professor em sala de aula e também ele não poderá ser apenas um operador de sistemas. É fundamental que ele mantenha a função de promotor do conhecimento.

As tecnologias precisam estar integradas ao projeto educacional da escola e também ao nível do aluno. Se bem usadas, as tecnologias serão suas aliadas e pode melhorar, e muito, o processo de aprendizagem em todas as idades.

Professora usa Minecraft para ensinar Impressionismo

Usar jogos em sala de aula já é uma realidade. Vamos conhecer o relato da professora Sabrina Quarentani que usou o jogo Minecraft em suas aulas para ensinar os alunos sobre o Impressionismo, movimento criado em Paris que revelou grandes nomes da pintura como Van Gogh.

“Na elaboração das minhas aulas de artes, sempre procuro entender a realidade dos alunos e buscar elementos que estimulem o interesse e a vontade de aprender. Desde o ano passado, eu percebi que as crianças dos 3ºs, 4ºs e 5ºs anos falavam muito sobre o jogo Minecraft. Então, a partir de conversas com os próprios estudantes, eu elaborei um projeto que trouxesse a história da arte para dentro do jogo.

Nós usamos o tour virtual do Google Art Project para visitar museus ao redor do mundo. Eu escolhi trabalhar com o Impressionismo, já que esse movimento traz a questão das pinceladas rápidas e a importância de retratar a impressão do momento. Os alunos conheceram galerias e obras de artistas famosos mundialmente, como Monet e Renoir. Depois, eu propus que realizassem releituras das obras vistas usando os blocos do jogo ao invés de pincéis.

A receptividade das crianças foi ótima. Aquelas que tinham mais dificuldade recebiam ajuda dos colegas, o que contribuiu muito para o trabalho colaborativo.

Como conclusão das atividades das aulas de artes, nós geralmente fazemos exposições. Nesse projeto, eu queria uma forma de apresentar as releituras que os alunos fizeram digitalmente. A ideia de fazer um passeio pelas obras dentro do jogo veio dos próprios estudantes, que elaboraram um tour pelas produções: montaram o caminho, os trilhos e o carrinho, que passeava virtualmente.

O resultado não poderia ter sido melhor. Foram aulas muito interativas, porque todos deram ideias, já que eles entendiam muito mais do jogo do que eu. A partir desse espaço aberto para a troca e colaboração, a participação de cada um aumentou muito. Tanto que, depois do projeto, uma aluna sugeriu outro aplicativo, que nós já estamos trabalhando.

O engajamento dos pais também foi muito importante. Um dos alunos comentou em casa sobre as obras impressionistas. Então, a família resolveu visitar o Masp (Museu de Arte de São Paulo), para conhecer um pouco mais desse movimento.

Como os alunos têm um dia da semana em que podem levar eletrônicos para a escola, é importante aproveitar essa oportunidade e saber trabalhar de uma forma pedagógica, para que não fique como uma “aula livre”. Nesse sentido, o uso do jogo a partir de tablets e celulares conseguiu despertar o interesse pelo aprendizado da história da arte.”

Fonte: www.porvir.org

Maneiras criativas de usar as redes sociais na sala de aula

Não há como negar que a Internet está inserida na rotina de crianças e adolescentes ao redor do mundo. E esse envolvimento é ainda maior quando se trata de redes sociais, cujo alcance se expandiu muito nos últimos anos com a popularização dos Smartfones. Mas quando se trata de mídias sociais em sala de aula, o assunto ainda é tabu e muitos professores abominam a ideia. A gente já comentou aqui no blog como você pode contar com a ajuda dessas ferramentas na sua aula e agora trazemos mais algumas dicas de como inovar com a ajuda dessas ferramentas.

Além do Google: Antes mesmo de aparecer nas buscas do Google as notícias circulam primeiro nas redes sociais. Você pode pedir para os seus alunos acompanharem um episódio com o auxílio da hashtag.

Entrevistas: Com a ajuda das redes sociais você pode conseguir palestras e entrevistas com pessoas bem interessantes que vão tornar a sua aula muito mais rica.

Interação e colaboração: Alunos e professores podem criar conteúdo nas redes e convidar outras pessoas com o mesmo interesse a interagir, opinar e colaborar de diversas formas aumentando a qualidade do projeto.

Grupos Online: Quando uma turma está envolvida em um mesmo tema, é possível criar grupos de estudo e discussão e incluir pessoas de relevância, como especialistas, que contribuam com a troca de conteúdos e informações, motivando os alunos.

Apresentações: Criar um banco de apresentações e vídeos online sobre temas variados que ajude a fomentar a troca de informações e referências entre os alunos. Pode-se também pedir aos alunos que disponibilizem suas apresentações a outras turmas.

Debates do virtual para o real: Iniciar debates nas redes sociais com alunos e estimulá-los a pesquisar informações para embasar suas respostas em um debate real na sala de aula, pode ser uma forma de enriquecer as discussões.

Senso crítico: É possível encontrar muita informação nas redes, e isso é uma forma de estimular seus alunos a ter senso crítico, tolerância com opiniões contrárias e discernimento na hora de usar um conteúdo como verdadeiro.

Estudar, revisar, testar e compartilhar: Existem várias plataformas onde é possível usar redes sociais na escola. Uma dessas plataforma é a ExamTime, como ela você pode criar gratuitamente, fichas de memorização, testes, mapas mentais, notas online, grupos de estudo e ainda compartilhar tudo isso em outras plataformas ou com os colegas. Também é possível acessar a biblioteca virtual, que possui milhares de recursos criados por outros alunos e professores.

Você sabe o que é uma sala de aula flexível?

O que é uma sala de aula flexível e como conseguir fazer essa inovação sem comprometer o ensino das crianças?

Ir à escola significa manter uma rotina de estudos e atividades, responsabilidades que a criança assume desde muito cedo e que ajudarão a moldar o seu caráter. O modelo tradicional de ensino vem ficando cada vez mais defasado e afastando mais alunos da escola. A vida dos jovens hoje é muito agitada e muitos deles não se sentem atraídos em ficar sentados o dia todo copiando materiais de um quadro negro, sem interação e novidades.

O bom é que cada vez menos escolas mundo afora aceitam esse modelo tradicional de ensino. Em julho desse ano, a Universidade de Harvard realizou o “Learning Spaces Week” (“Semana dos Espaços de Aprendizado”), a fim de discutir o impacto dos espaços físicos de aprendizagem. Desde então algumas escolas vêm mudando o jeito de fazer com que o aluno se sinta à vontade para estudar.

Um bom exemplo disso é a Albemarle County Public School, nos Estados Unidos, que incorporou o modelo da “sala de aula flexível”, que oferece espaços pequenos – equipados com móveis, sofás e diversos tipos de cadeiras – dentro de uma classe descontraída, onde os alunos são estimulados a escolher o que querem estudar.

Quer conhecer melhor como funciona uma sala de aula flexível? Dá uma olhada nesse vídeo:

 

Pesquisa mostra que apenas 22% das escolas públicas brasileiras têm acesso à Internet

A sua escola tem acesso à Internet? Pois saiba que apesar de ser tão popular no Brasil (o brasileiro é um dos povos que mais acessa a Internet) nem todas as escolas do País possuem esse acesso. Uma recente pesquisa realizada em escolas públicas mostrou que 32.434 colégios ainda não contam com qualquer tipo de conexão à internet, segundo levantamento feito pelo Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS). O número corresponde a 22% do total de escolas públicas. A maioria das escolas sem acesso à internet está no campo, onde apenas 13% estão conectadas à rede.

O levantamento mostra uma desigualdade muito grande entre os estudantes, afinal, a Internet é um espaço onde é possível aprofundar seus conhecimentos, conhecer novas formas de ensino e uma grande variedade de conteúdos diversificados.

Entre as escolas urbanas, o acesso é maior, cerca de 80% estão conectadas. No entanto, ainda há mais de 9 mil escolas em cidades que não têm acesso à rede ou a conexão à internet é mais lenta do que deveria ser. Isso significa que 4,5 milhões de alunos no país estão em desvantagem, segundo o levantamento.

 

 

Alunos desenvolvem ferramenta para aprenderem a tabuada

A tabuada ainda é uma vilã nas aulas de matemática. Mas os alunos do 3º ano do Ensino Fundamental Bilíngue da IENH, de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, estão tirando esse aprendizado de letra.

A turma participou de um Quis Matemático para auxiliar no estudo das tabuadas do 2 ao 9, de forma colaborativa e interativa. O “Multiplication Quiz” foi o nome dado à ferramenta criada pelos estudantes, que auxilia na aprendizagem da tabuada. Os alunos trabalharam em duplas e criaram, em Inglês, 10 questões com 3 alternativas de respostas sobre as tabuadas do 2 ao 9.

Na Educação Tecnológica, utilizaram o Power Point para organizar o quiz, utilizando as configurações de botões de ação, animações, design, som e filmagem.

De acordo com as Professoras Jaqueline Grassmann e Lisiane Schultz, “a atividade foi importante, pois foi uma forma de auxiliar na aprendizagem do processo da multiplicação, iniciado com a tabuada. Por ser uma ferramenta em Língua Inglesa, os alunos também puderam rever a pronúncia dos números envolvidos”.

Sua escola investe em tecnologia? Deveria.

Hoje em dia se fala muito em inovações na educação. Com o surgimento de novas tecnologias, as escolas tiveram que se adaptar a esse novo cenário, instaurando, inclusive, várias mudanças em seus currículos e dia a dia na sala de aula. Essas mudanças fazem com que o educador tenha que se manter também em contante mudança, buscando conhecimento e novas tecnologias para explorar em suas aulas. É um tempo sem volta. A tecnologia chegou para ficar e a sua escola precisa investir nela.

Pais e alunos pressionam a escola para as novas adaptações digitais. Uma pesquisa recente mostrou que 77% dos brasileiros acreditam que escolas e educadores devem usar mais a tecnologia para melhorar o atual sistema de educação do Brasil. Donos de escola entenderam o recado e buscam investir em tecnologia para aumentar as matrículas. Afinal, os pais querem que seus filhos estudem em colégios que estejam atualizados com as novas tecnologias, que ele tenha prazer em aprender.

A questão é que o que mais vemos hoje nas escolas é ainda aquele ambiente da época dos nossos pais: salas lotadas, carteiras enfileiradas com o professor na frente detentor de todo o conhecimento. Tente inovar. Mesmo que a sua escola não possua investimentos em tecnologia, mude as mesas na sua sala de aula. Trabalhe com um grande círculo com os alunos, ou grupos menores. Priorize o trabalho em equipe e não apenas o trabalho individual.

O conceito de inovação não precisa estar ligado com tecnologia e muito menos com investimentos. Com pouco dinheiro, ou quase nenhum, é possível fazer uma sala de aula atrativa e inovadora para os seus alunos. Basta apenas um pouco de criatividade e vontade de mudar.

O primeiro passo é escutar os seus alunos, seus anseios, vontades, além dos pais e de seus colegas educadores. Tente encontrar soluções conjuntas, com ideias de várias pessoas e grupos diferentes.  Além disso, estabelecer parcerias com empresas para estruturar programas de formação de professores é uma ótima ideia.

 

O papel do educador na Educação 3.0

Nós já falamos aqui no blog sobre a Educação 3.0 e como essa novidade vai impactar a sua sala de aula. Mas qual será o papel do educador nesse novo momento da educação?

Uma das primeiras mudanças será a inclusão da tecnologia na sala de aula, afinal, na Educação 3.0 o aluno passa a ser o centro de tudo e por isso é preciso verificar as melhores formas de ensiná-lo e a tecnologia é uma presença constante na vida de crianças e jovens desde muito cedo.

A Educação 3.0 prevê a criação de uma infraestrutura de conectividade e colaboração com alto desempenho, mobilidade e segurança. Contudo, é importante perceber que nenhuma tecnologia terá seu real impacto sem que haja apropriação dessas novas condições de ensino e aprendizagem por parte dos professores.

Por isso, o educador precisará se adaptar, e mais, buscar mais conhecimento sobre soluções tecnológicas para aplicar com os seus alunos, e passar a atuar como um facilitador e mediador entre o acesso e a construção do conhecimento, atuando como uma espécie de guia e não apenas mais como um transmissor do conteúdo e do conhecimento. Além da formação técnica, os professores precisam entender como a atual geração pensa e se informa, percebendo que há uma nova dinâmica de aprendizagem na vida externa à escola e que os métodos precisam ser adaptados.

Assim, o maior desafio do profissional da educação será despertar a curiosidade e desafiar o estudante a confiar em si mesmo e procurar, por conta própria, o conhecimento, mas ao mesmo tempo se apresentar como referência segura para significação do conhecimento.

Trata-se de aproveitar o uso já incorporado pelos jovens de tablets, smartphones, ferramentas de busca, redes sociais, entre outros, para transformar e explorar o melhor das habilidades cognitivas e modelos pedagógicos em Educação 3.0. Percebemos que o ensino de qualidade é focado no uso sustentável dos recursos, na escolha da tecnologia adequada ao contexto e na formação do professor, de modo que não é possível fazer educação antiga com recursos novos.