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2 planos de aula para estudar Matemática no período da Copa

Com a Copa do Mundo em atividade, não tem como o assunto não fazer parte das aulas. Mas será que é possível trabalhar a temática na Matemática? A resposta é sim.

Confira dois exemplos de planos de aula para estudar Matemática nesse período de Copa do Mundo, para debater álgebra e geometria com alunos de 5º e 6º ano do Ensino Fundamental. Veja:

1) Futebol da divisão por 10, 100 e 1000

Desenvolvido para o 5º ano do Ensino Fundamental, esse plano de aula trabalha a habilidade de “identificar a regularidade presente nas multiplicações ou divisões por 10, 100 e 1000 e expressar a regularidade”. O professor precisa de dois dados, alguns feijões ou pedrinhas, tabuleiros e fichas de registro.

Com o material em mãos, a atividade se desenvolve em um percurso pelo tabuleiro, que se transforma em um campo de futebol. O jogo deve ser disputado em dupla, um aluno contra o outro.

Os alunos sorteiam a cor do percurso que devem fazer e o divisor que será utilizado na operação: 10, 100 ou 1000. Quem indica o dividendo é o percurso no tabuleiro. Cada operação é registrada na ficha e depois conferida pelo adversário, e faz o gol quem consegue chegar ao final da trajetória acertando todas as operações.

2) Futebol Cartesiano

Voltado para o 6º ano do Ensino Fundamental, esse plano usa os esquemas táticos de times de futebol para trabalhar geometria com a turma, sendo necessário “associar pares ordenados de números a pontos do plano cartesiano do 1º quadrante, em situações como a localização dos vértices de um polígono”.

O campo de futebol, dessa vez, se transforma em um plano cartesiano. Os estudantes devem analisar os esquemas de três times europeus e da seleção brasileira de 1970, associar a posição dos jogadores com um par ordenado no plano cartesiano e representar figuras geométricas a partir da ligação entre os pontos de cada esquema.

No fim, ainda dá tempo de fazer uma brincadeira com os três times europeus, uma espécie de xadrez do futebol: escolher um esquema tático e montá-lo no tabuleiro, uma peça por vez, tentando descobrir qual é o esquema do seu adversário.

Fonte:
https://novaescola.org.br/conteudo/11883/como-estudar-matematica-em-clima-de-copa-do-mundo

3 inovações russas para falar em sala de aula

A Copa chegou e é um excelente momento para explorar as inovações que a Rússia desenvolveu no século passado. E hoje trazemos a vocês dicas de como abordar essas inovações em matérias como História, Geografia, Ciências e Física. Confira:

1) O foguete R-7 e seus sucessores

Sergei Korolev foi o principal engenheiro de foguetes e aeronaves da União Soviética na época da Corrida Espacial. Em 1957 ele concluiu o foguete R-7 Semyorka, 9 vezes mais potente que os demais foguetes da época. Sua maior contribuição foi a exploração espacial, o que pode render discussões nas aulas de Geografia sobre o cenário mundial na época da Guerra Fria, como: “Quais são os impactos na exploração espacial na relação dos seres humanos com o planeta? Que aspectos geopolíticos interferiram na corrida espacial e como ela modificou esses aspectos?”.

2) Sputnik

O Sputnik 1 foi o primeiro satélite artificial a ir ao espaço e ficou em órbita por 22 dias. Ele consistia em uma esfera de metal de mais de 80 kg com quatro antenas para transmissão de rádio. Apesar de sua simplicidade, o dispositivo ajudou os cientistas a compreender fenômenos espaciais, como, por exemplo, entender a propagação de ondas de rádio pelo espaço e fornecer informações sobre a densidade da atmosfera.

Por ser um marco histórico, o Sputnik tem uma importância econômica, política e científica. É possível abordar o tema até com os mais novos. “Para as crianças é muito interessante saber como é fora [da Terra]”, explica Margareth Polido, formada em Física pela USP, coordenadora da licenciatura em Matemática no Instituto Singularidades. Segundo ela, os próprios livros de Ciências fazem essa abordagem histórica do espaço. Por isso, os professores podem tratar o tema desde como foi a chegada ao espaço até as motivações da exploração espacial hoje em dia. “Para mim, o mais interessante é resgatar o histórico dessas missões e entender as diferenças entre elas”, opina a educadora.

3) O espaço também é delas

A data 16 de junho de 1963 ficou marcado na história. Neste dia, Valentina Tereshkova se tornou a primeira mulher a viajar para o espaço. Sozinha, embarcou na nave Vostok 6 e deu 48 voltas em torno da Terra. Ao voltar, tornou-se uma heroína, ganhou reconhecimentos e, sem voltar ao espaço, atuou na área política e seguiu na área de pesquisa.

Até hoje, é a única mulher a fazer a empreitada sozinha. Depois dela, a próxima mulher a ir ao espaço foi outra russa em 1982. Pode-se estudar a importância das mulheres na história do mundo e pesquisarem, em sala de aula, outras mulheres que ajudaram a mudar a história.

Fonte:
https://novaescola.org.br/conteudo/11861/como-aproveitar-as-inovacoes-russas-em-sala-de-aula

A Realidade Virtual invadiu a Copa do Mundo

A professora de Educação Física, Renata Pedrite Franco Leal, do Colégio São Cristóvão, em São José dos Pinhais/PR utilizou a Realidade Virtual para realizar tour virtual pela Copa.

Quando Renata percebeu que muitos de seus alunos preferiam os celulares e outros dispositivos móveis às aulas de Educação Física, a professora teve a ideia de criar uma atividade que mesclasse ambas as coisas.
Então foi planejada uma feira de Realidade Virtual em que os alunos, professores e funcionários iriam adquirir conhecimentos sobre a Copa através da tecnologia.

Realidade Virtual cada vez mais acessível

Primeiramente Renata achou que a tecnologia seria inacessível financeiramente, porém encontrou dispositivos para Realidade Virtual com preços mais amigáveis.

Na hora de criar conteúdos, não possuíam os materiais necessários para a Realidade Virtual. Os alunos então, pesquisaram vídeos em formato 360° no Youtube, tendo a ideia de selecionar aqueles que tinham a ver com futebol e com estádios da Rússia.

Foto: Hedeson Alves

Foto: Hedeson Alves

Alunos colocaram a mão na massa

O envolvimento dos alunos foi em todo processo de construção da feira. Eles se organizaram para definir o que cada um iria fazer, quem iria cuidar da organização e convidar os visitantes.

A feira foi distribuída em salas temáticas, onde era possível fazer tours virtuais pelas arenas da Copa, conhecer histórias de clubes e ver vídeos relacionados à competição. Todos puderam interagir com os recursos de Realidade Virtual e de um quiz desenvolvido pelos alunos.

Com esse projeto, Renata pode perceber que os alunos demonstraram mais interesse pelas atividades de Educação Física. Eles ainda puderam ter contato com uma tecnologia que ainda não conheciam ou ainda não sabiam como utilizar.

Créditos das imagens: Hedeson Alves / Secretaria Estadual de Educação do Paraná

Fontes:
http://porvir.org/alunos-usam-realidade-virtual-para-fazer-tour-pela-copa-do-mundo-na-russia/