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Por que ensinar programação na escola?

Muitos professores só de ouvirem falar em fazer uso das Tecnologias da Comunicação e Informação (TIC) já começam a suar frio. Agora imagine se a sugestão for ensinar programação? Antes que você pare de ler, adiantamos que o bicho não é tão feio quanto parece e – pasmem – em algumas situações você pode ensinar a programar sem ter que usar um computador.  Para perder o medo e ajudar a ter coragem para dar os primeiros passos no assunto, Charles Niza, mestre em engenharia da computação e consultor em tecnologias educacionais, responde algumas perguntas que muitos de vocês já devem ter feito sobre o assunto.

Por que ensinar programação na escola?

“O ensino de programação para crianças e adolescentes tem crescido exponencialmente no Brasil e no mundo. Além do surgimento de escolas especializadas, muitos colégios têm a proposta em suas atividades curriculares. O ensino de programação é importante porque estimula a criatividade, a autonomia e desenvolve o raciocínio lógico e a capacidade de resolução de problemas e trabalho em equipe, habilidades muito valorizadas no século 21.”

Como essa linguagem pode ajudar no ensino das diferentes disciplina?

“A programação pode estar nas escolas de diversas maneiras. É possível ensinar programação ou ensinar com programação. Em algumas escolas, ela faz parte da grade curricular como uma disciplina à parte. Em outras, como atividade complementar, realizada em oficinas no contraturno, geralmente uma ou duas vezes por semana. Há professores que utilizam a programação como ferramenta para trabalhar conteúdos e explorar determinados temas. Quando ensinada de forma contextualizada, a programação pode ser uma grande aliada no ensino das disciplinas básicas, como português e matemática. Um professor de matemática, por exemplo, pode utilizar a programação no estudo do espaço e das formas no campo da geometria e no estudo dos números e das operações no campo da aritmética. Enquanto um professor de língua portuguesa, por sua vez, pode utilizar a programação como ferramenta de suporte no processo de alfabetização e letramento. Independentemente da forma, o importante é que o ensino de programação nas escolas não seja visto como fim em si mesmo, mas como uma nova forma de expressão e principalmente, como uma maneira de aumentar a aproximação e o envolvimento do aluno com o conhecimento.”

Posso ensinar programação sem saber programar?

“Para ensinar programação para crianças, o professor não precisa ser programador ou especialista, basta ter afinidade com informática, interesse pelo tema e vontade de aprender. O primeiro passo é buscar conhecer e explorar ferramentas que foram desenvolvidas para o ensino de programação para crianças. Elas são simples e fáceis de serem aprendidas. Muitas delas são gratuitas e estão disponíveis em português. É o caso do Scratch. Com o ele, qualquer professor, mesmo sem conhecimento prévio, pode ensinar programação para crianças de forma simples e intuitiva. Por meio de blocos de comandos que se encaixam como se fossem peças de Blocos de Montar, o Scratch permite a criação de jogos, animações e histórias interativas que podem ser facilmente disponibilizadas no site do projeto e compartilhadas com crianças de outras escolas. A ferramenta ajuda a dar forma à imaginação. Aí, o limite é a criatividade.”

Minha escola não tem muito acesso à tecnologia. Como faço?

“Existem diversas iniciativas que têm por objetivo facilitar a introdução do ensino de programação nas escolas. Muitos sites disponibilizam gratuitamente materiais de apoio com diversas atividades offline para estimular o desenvolvimento do raciocínio lógico e do pensamento computacional sem que seja necessário utilizar computadores ou depender de acesso à Internet. É o caso dos movimentos Programaê e Code.org, que têm por objetivo desmistificar e democratizar o aprendizado de programação. Para isso, eles disponibilizam em seus sites uma série de atividades desplugadas, justamente para professores que desejam ensinar programação, mas, não dispõem de muito acesso à tecnologia nas escolas onde lecionam.”

 

Fonte: Revista Escola

Desigualdades marcam acesso à tecnologia em escolas brasileiras

O número de escolas públicas com acesso à banda larga no Brasil é menor do que o de escolas com laboratório de informática, tanto no Ensino Fundamental como no Ensino Médio. Isso representa mais de 21 mil escolas que possuem os computadores para os alunos, mas só poderão fazer um uso limitado dessa estrutura. Os dados estão no Censo Escolar 2014 e também indicam que, agora que as escolas públicas conseguiram reduzir a ausência de equipamentos que as distanciava da média de escolas particulares, é o momento de pensar nas melhores estratégias pedagógicas para que a tecnologia de fato ajude a melhorar o aprendizado com uma educação de século 21.

O levantamento feito pelo Instituto Ayrton Senna mostra que, no Brasil, 45% das escolas públicas de Educação Básica possuem laboratório de informática, enquanto a banda larga chega a 43%. Mas a diferença de cobertura é ainda maior: Se observadas apenas as escolas com laboratório de informática, 32% delas não têm acesso a essa conexão. Banda larga é a conexão de internet que permite ao usuário navegar em alta velocidade; quanto maior a velocidade da conexão, melhor será o envio e recebimento de dados, incluindo imagens, infográficos e vídeos.

Um estudo recente da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) indicou que apenas equipar massivamente as escolas com dispositivos eletrônicos não é suficiente para melhorar os resultados e as habilidades digitais dos estudantes, o que aponta para a importância de qualificar os usos da tecnologia: formar professores para identificar os melhores conteúdos educativos, softwares que analisam as dificuldades dos alunos e geram aulas mais personalizadas, por exemplo. No Brasil, um movimento de organizações da sociedade civil lançou a campanha “Internet na escola” e defende que, para esse uso ocorrer, as unidades devem ter acesso a uma rede de 10 mega.

O principal objetivo do estudo feito pelo Instituto foi sistematizar a atual condição das escolas e incluiu uma série histórica sobre o acesso a esses recursos, bem como um comparativo entre diferentes regiões do país e entre áreas rurais e urbanas. Pela série histórica, percebe-se que enquanto a rede particular mostrou tendência de aumentar o acesso à banda larga (passando de 49% para 80% das escolas entre 2008 e 2014) e manteve estável o acesso a laboratórios (em cerca de 45% das escolas no mesmo período), a rede pública aumentou a cobertura de laboratórios de informática (de 22% para 45%) e de banda larga (de 18% para 43%), mas ainda de forma desigual.

Olhando os dados das escolas públicas por etapa de ensino, por exemplo, nota-se as diferenças no acesso à internet rápida: no Ensino Médio, 90% das escolas têm laboratório de informática e 80% o acesso à banda larga. A situação é pior no Ensino Fundamental, com laboratório em 51% das escolas, mas banda larga em apenas 40%. Os números das escolas particulares no Brasil revelam um cenário exatamente oposto sobre este acesso: no Ensino Médio, 78% das escolas possuem laboratório de informática e 91% têm acesso à banda larga. No Ensino Fundamental, são 55% com laboratório e 81% com banda larga, ou seja: em ambas as etapas, o número de escolas com banda larga é maior do que o de escolas com laboratório de informática.

 

Fonte: Instituto Ayrton Senna

Você inova na sua sala de aula? Queremos saber!

A Xalingo Brinquedos acredita que a inovação e a tecnologia fazem parte do nosso dia a dia, e claro, também precisam estar inseridos na sala de aula. Foi pensando nisso que a empresa criou esse blog, para que você possa buscar formas inovadoras, diferenciadas e interessantes de ensinar seus alunos ou mesmo os seus filhos em casa.

O ano letivo está começando e queremos saber sobre como você irá inovar com os seus alunos em 2016. Aqui mesmo pelo blog você pode enviar o seu relato da ação feita com os seus alunos, enviando fotos e histórias desse momento com as crianças.

Contando a sua história de inovação e criatividade em sala de aula outros educadores, pais e até professores terão acesso à sua história e ela pode ajudar outras pessoas a buscarem formas mais criativas e prazerosas de ensinar!

6 maneiras divertidas para aprender, e ensinar, inglês com os seus alunos

Está precisando de ideias para te ajudar no ensino do inglês para os seus alunos? Essa segunda língua é fundamental para vencer no mercado de trabalho, viajar, se informar e até mesmo estudar fora do Brasil.

Online é possível encontrar várias ferramentas divertidas que lhe ajudarão a aprender, e ensinar, seus alunos e tornar o aprendizado mais divertido.

Das mensagens instantâneas aos vídeos e histórias, a lista reúne maneiras criativas de aprender inglês online. Confira as dicas:

Viagens ao redor do mundo

Com mais de 450 vídeos, a plataforma Tripppin funciona como uma viagem ao redor do mundo. O usuário acompanha temporadas e episódios gravados em 12 países, passando por cidades como Londres, Berlim, Barcelona e Paris. Os vídeos tentam simular experiências pessoais de viagem, que são representadas pelos irmãos Tripp e Pin. Além de apresentar situações formais e informais do idioma, a plataforma reúne exercícios, desafios, músicas e uma rede social interna que permite interagir com pessoas de diferentes locais. Alguns vídeos e recursos são gratuitos, mas para ter acesso completo é necessário fazer um plano de assinatura. Os valores variam entre US$ 19 e 80.

Mensagens instantâneas

Disponível para as plataformas iOS e Android, o HelloTalk é um aplicativo para aprender mais de 100 idiomas com professores nativos de diversos países. Como uma espécie de WhatsApp, ele tem ferramentas que permitem enviar mensagens de texto e voz. O usuário também pode ouvir a pronúncia correta das mensagens recebidas e enviadas, além de criar um banco de dados com o vocabulário aprendido durante as conversas. O aplicativo é gratuito.

Videoaulas com Star Wars 

Baseado nos filmes de Star Wars, o minicurso gratuito ensina diferentes tópicos de inglês e expressões idiomáticas a partir de trechos com cenas famosas. Desenvolvido pela startup brasileira Backpacker, o curso ainda conta com uma ferramenta de reconhecimento de voz para praticar a pronúncia.

Filmes e músicas

O site English Attack! reúne trechos de filmes e músicas que ajudam a treinar o idioma. As mídias são acompanhadas por exercícios, jogos, atividades de compreensão auditiva e itens de vocabulário. A plataforma é paga, com opções de assinatura mensal, semestral anual ou bienal, entre R$ 35.90 e R$ 357.60. Também existem planos voltados para professores, escolas e empresas.

Histórias em quadrinhos 

O jogo Speaking Comics, criado pela escola de idiomas CNA, ajuda a praticar a pronuncia de inglês e espanhol com tirinhas. O usuário pode criar seus próprios quadrinhos, selecionando personagens, fundos e falas. Após concluir, ele também tem a opção de gravar sua voz para narrar a história e compartilhar nas redes sociais. O game é gratuito.

Vídeos curtos para qualquer tempo livre

Do iniciante para avançado, a plataforma Pow eLearning possibilita aprender diferentes tópicos gramaticais de inglês, como tempos verbais e advérbios, por meio de vídeos gravados por alunos e professores de diversas nacionalidades. Com vídeos de menos de 1 minuto, a plataforma gratuita pode ser acessada em qualquer tempo livre e ajuda a treinar a compreensão auditiva, proporcionando o contanto com falantes nativos e sotaques variados.

Fonte: Por Vir

Além da tecnologia, proposta pedagógica deve ser consistente, diz especialista

Em escolas e faculdades onde a aposta tecnológica é antiga, professores relatam maior aprendizagem e engajamento dos alunos. O risco, segundo especialistas, é investir apenas no uso dos equipamentos sem uma proposta pedagógica consistente.

O sonho de todo o professor é uma sala de aula equipada com internet, computadores, smartphones e muito mais tecnologias em prol da educação. Esses aparelhos agilizam as aulas de uma forma mais rápida e criativa. Nos dias de hoje é impossível pensar na formação do aluno sem a ajuda da tecnologia.

Mas é preciso se ter em mente que a tecnologia só terá efeito positivo na educação se houver uma proposta pedagógica completa e diversificada. A tecnologia nunca irá substituir o papel do professor em sala de aula e também ele não poderá ser apenas um operador de sistemas. É fundamental que ele mantenha a função de promotor do conhecimento.

As tecnologias precisam estar integradas ao projeto educacional da escola e também ao nível do aluno. Se bem usadas, as tecnologias serão suas aliadas e pode melhorar, e muito, o processo de aprendizagem em todas as idades.

Professora usa Minecraft para ensinar Impressionismo

Usar jogos em sala de aula já é uma realidade. Vamos conhecer o relato da professora Sabrina Quarentani que usou o jogo Minecraft em suas aulas para ensinar os alunos sobre o Impressionismo, movimento criado em Paris que revelou grandes nomes da pintura como Van Gogh.

“Na elaboração das minhas aulas de artes, sempre procuro entender a realidade dos alunos e buscar elementos que estimulem o interesse e a vontade de aprender. Desde o ano passado, eu percebi que as crianças dos 3ºs, 4ºs e 5ºs anos falavam muito sobre o jogo Minecraft. Então, a partir de conversas com os próprios estudantes, eu elaborei um projeto que trouxesse a história da arte para dentro do jogo.

Nós usamos o tour virtual do Google Art Project para visitar museus ao redor do mundo. Eu escolhi trabalhar com o Impressionismo, já que esse movimento traz a questão das pinceladas rápidas e a importância de retratar a impressão do momento. Os alunos conheceram galerias e obras de artistas famosos mundialmente, como Monet e Renoir. Depois, eu propus que realizassem releituras das obras vistas usando os blocos do jogo ao invés de pincéis.

A receptividade das crianças foi ótima. Aquelas que tinham mais dificuldade recebiam ajuda dos colegas, o que contribuiu muito para o trabalho colaborativo.

Como conclusão das atividades das aulas de artes, nós geralmente fazemos exposições. Nesse projeto, eu queria uma forma de apresentar as releituras que os alunos fizeram digitalmente. A ideia de fazer um passeio pelas obras dentro do jogo veio dos próprios estudantes, que elaboraram um tour pelas produções: montaram o caminho, os trilhos e o carrinho, que passeava virtualmente.

O resultado não poderia ter sido melhor. Foram aulas muito interativas, porque todos deram ideias, já que eles entendiam muito mais do jogo do que eu. A partir desse espaço aberto para a troca e colaboração, a participação de cada um aumentou muito. Tanto que, depois do projeto, uma aluna sugeriu outro aplicativo, que nós já estamos trabalhando.

O engajamento dos pais também foi muito importante. Um dos alunos comentou em casa sobre as obras impressionistas. Então, a família resolveu visitar o Masp (Museu de Arte de São Paulo), para conhecer um pouco mais desse movimento.

Como os alunos têm um dia da semana em que podem levar eletrônicos para a escola, é importante aproveitar essa oportunidade e saber trabalhar de uma forma pedagógica, para que não fique como uma “aula livre”. Nesse sentido, o uso do jogo a partir de tablets e celulares conseguiu despertar o interesse pelo aprendizado da história da arte.”

Fonte: www.porvir.org

Aplicativo aproxima escola, pais e alunos

Nem sempre é possível estar integrado com todas as atividades da criança na escola. As redes sociais até facilitaram um pouco o trabalho para pais e professores, mas ainda assim alguns problemas são vivenciados por ambos dentro do ambiente escolar. Grupos criados em aplicativos de mensagens podem constranger de lado a lado e a privacidade de professores acaba sendo invadida em alguns momentos.

Foi pensando nisso que os irmãos Sávio Grossi, 35, e Bruno Grossi, 33, viram uma oportunidade. Eles criaram há menos de um ano o Pertoo, aplicativo que permite o envio de fotos, documentos e comunicados via tablet, celular ou mesmo pelo navegador de um computador desktop. Essa comunicação pode envolver simples mensagens com as atividades escolares e até relatórios detalhados sobre o comportamento dos alunos. “Por mais que as escolas digam que querem se aproximar dos pais, é preciso estabelecer um limite. Se deixar, tem pai que quer ficar dentro da sala de aula com o filho”, diz Sávio, o CEO da empresa.

No Pertoo, a escola consegue acompanhar todas as mensagens de pais e professores e receber alertas quando a temperatura da conversa sobe e surgem palavras de baixo calão, por exemplo. O aplicativo também pode ser configurado para dar diferentes níveis de autonomia ao familiar do aluno: ele pode iniciar o contato ou somente responder mensagens enviadas por professores.

Atualmente, o Pertoo já tem cadastrados quase 50 mil estudantes de 30 escolas de todo o país. Ele é gratuito para os pais e alunos, que recebem um código de segurança individual com liberação do acesso. As escolas pagam a partir de R$ 199 por mês (o valor depende do número de estudantes) e podem colocar seu nome e logomarca no aplicativo que vai para as prateleiras das lojas virtuais App Store (iOS) e Google Play (Android). No pacote, estão inclusos ainda suporte técnico e atualizações.

 

Maneiras criativas de usar as redes sociais na sala de aula

Não há como negar que a Internet está inserida na rotina de crianças e adolescentes ao redor do mundo. E esse envolvimento é ainda maior quando se trata de redes sociais, cujo alcance se expandiu muito nos últimos anos com a popularização dos Smartfones. Mas quando se trata de mídias sociais em sala de aula, o assunto ainda é tabu e muitos professores abominam a ideia. A gente já comentou aqui no blog como você pode contar com a ajuda dessas ferramentas na sua aula e agora trazemos mais algumas dicas de como inovar com a ajuda dessas ferramentas.

Além do Google: Antes mesmo de aparecer nas buscas do Google as notícias circulam primeiro nas redes sociais. Você pode pedir para os seus alunos acompanharem um episódio com o auxílio da hashtag.

Entrevistas: Com a ajuda das redes sociais você pode conseguir palestras e entrevistas com pessoas bem interessantes que vão tornar a sua aula muito mais rica.

Interação e colaboração: Alunos e professores podem criar conteúdo nas redes e convidar outras pessoas com o mesmo interesse a interagir, opinar e colaborar de diversas formas aumentando a qualidade do projeto.

Grupos Online: Quando uma turma está envolvida em um mesmo tema, é possível criar grupos de estudo e discussão e incluir pessoas de relevância, como especialistas, que contribuam com a troca de conteúdos e informações, motivando os alunos.

Apresentações: Criar um banco de apresentações e vídeos online sobre temas variados que ajude a fomentar a troca de informações e referências entre os alunos. Pode-se também pedir aos alunos que disponibilizem suas apresentações a outras turmas.

Debates do virtual para o real: Iniciar debates nas redes sociais com alunos e estimulá-los a pesquisar informações para embasar suas respostas em um debate real na sala de aula, pode ser uma forma de enriquecer as discussões.

Senso crítico: É possível encontrar muita informação nas redes, e isso é uma forma de estimular seus alunos a ter senso crítico, tolerância com opiniões contrárias e discernimento na hora de usar um conteúdo como verdadeiro.

Estudar, revisar, testar e compartilhar: Existem várias plataformas onde é possível usar redes sociais na escola. Uma dessas plataforma é a ExamTime, como ela você pode criar gratuitamente, fichas de memorização, testes, mapas mentais, notas online, grupos de estudo e ainda compartilhar tudo isso em outras plataformas ou com os colegas. Também é possível acessar a biblioteca virtual, que possui milhares de recursos criados por outros alunos e professores.

Pesquisa mostra que apenas 22% das escolas públicas brasileiras têm acesso à Internet

A sua escola tem acesso à Internet? Pois saiba que apesar de ser tão popular no Brasil (o brasileiro é um dos povos que mais acessa a Internet) nem todas as escolas do País possuem esse acesso. Uma recente pesquisa realizada em escolas públicas mostrou que 32.434 colégios ainda não contam com qualquer tipo de conexão à internet, segundo levantamento feito pelo Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS). O número corresponde a 22% do total de escolas públicas. A maioria das escolas sem acesso à internet está no campo, onde apenas 13% estão conectadas à rede.

O levantamento mostra uma desigualdade muito grande entre os estudantes, afinal, a Internet é um espaço onde é possível aprofundar seus conhecimentos, conhecer novas formas de ensino e uma grande variedade de conteúdos diversificados.

Entre as escolas urbanas, o acesso é maior, cerca de 80% estão conectadas. No entanto, ainda há mais de 9 mil escolas em cidades que não têm acesso à rede ou a conexão à internet é mais lenta do que deveria ser. Isso significa que 4,5 milhões de alunos no país estão em desvantagem, segundo o levantamento.

 

 

Aulas de programação ainda na infância é tendência na China

Wu Pei começou a ensinar programação ao seu filho de 6 anos neste ano, acreditando que ele desfrutaria de aprender uma habilidade que poderia melhorar suas perspectivas de emprego no futuro em um mundo cada vez mais digitalizado. Agora, ela dá aulas em Nanjing, na China, e está ajudando mais de 100 pais a iniciarem seus filhos na codificação.

A ex-programadora da Foxconn Technology Group, de 35 anos, está aproveitando a crescente demanda de pais decididos a preparar seus filhos em idade pré-escolar para um mundo no qual, segundo previsão de pesquisadores da Universidade de Oxford, metade dos empregos em alguns países poderão ser eliminados por robôs e computadores.

Aulas semelhantes estão surgindo por toda a China. Reynold Ren ensinou cerca de 150 crianças do Ensino Fundamental em Pequim a utilizarem o Scratch, um projeto desenvolvido pelo MIT Media Lab, e o Arduino, que permite que os usuários criem objetos interativos, como robôs. Em Hong Kong, cerca de 2.500 estudantes participaram dos cursos da First Code Academy, dirigida por Michelle Sun.

Wu refletiu durante semanas sobre como poderia apresentar os conceitos fundamentais de programação a crianças em idade pré-escolar — que estão apenas começando a aprender matemática e chinês — de uma forma que elas pudessem entender.

Ela decidiu mostrar às crianças um tabuleiro de 3 x 3 unidades e as convidou a jogar um jogo no qual se pedia que os estudantes identificassem as localizações usando direções simples, como para cima, para baixo, direita e esquerda. Depois, ela passou para um sistema numérico e pediu que as crianças apontassem as localizações utilizando coordenadas.

Quando os estudantes já estão familiarizados com o conceito de eixos X e Y, ela os ensina jogos simples com aviões no Scratch. E quando se entusiasmam, ela os incentiva a aprender a criar jogos similares por conta própria.

Há crianças aprendendo a programar também em outros países. Incentivar as crianças a aprenderem a escrever as instruções para os programas de computador pode ajudar a China a subir na cadeia de valor da tecnologia, tornando-se mais inovadora em termos de softwares e ferramentas digitais em vez de ser uma fabricante em escala e uma fornecedora de componentes. Na atualidade, a segunda maior economia do mundo está atrás de pelo menos 16 países da Europa e dos EUA que estão colocando a programação no currículo escolar nacional.

Fonte: Uol