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Uma aula de cidadania

A escola não pode ser encarada apenas como o primeiro passo para o aluno ir bem em um vestibular, se formar em uma graduação e construir sua vida. Mas o papel da instituição é sempre muito maior que esse: ela é uma das peças fundamentais na formação da criança como cidadão. E é, exatamente isso, que pensa o Centro de Educação e Cultura (CEC), escola particular de ensino infantil, fundamental e médio, localizada na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.

Eles construíram uma minicidade, que reproduz o funcionamento de instituições reais, como prefeitura, hospital, escola, biblioteca, fórum, correio e mercado. O local tem, também, uma casinha de dois andares, com cômodos onde tudo funciona. E, como toda cidade, ela necessita de um prefeito para funcionar. É nesse momento que os alunos passam a vivenciar o processo eleitoral.

No “período eleitoral”, os alunos-candidatos fazem suas propostas de governo, discutem suas ideias com a coordenadora da minicidade e com a direção pedagógica, alinhando assim os projetos com a prática, evitando promessas inviáveis.
Depois de eleito, o aluno tem seu horário de trabalho na minicidade e suas propostas são expostas para que ele possa desenvolver item a item. As outras crianças são incentivadas a fazerem a cobrança. As responsabilidades do “prefeito” são tais como a promoção de campanhas de arrecadação de brinquedos ou de mantimentos, e o incentivo a ações de vacinação contra o HPV, por exemplo.

Além da eleição, a minicidade também promove a vivência em outros temas, como educação no trânsito, meio ambiente e educação financeira, para oferecer aos alunos a possibilidade de uma visão crítica. Todas situações e simulações são pedagogicamente planejadas, permitindo maior interação social, valorização dos interesses e talentos.

Fontes:
http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/cidadania-tambem-se-aprende-na-escola-20363281

Meditação como reflexão dos erros

João era um aluno muito levado e estava sempre aprontando uma aqui, outra ali. O castigo era rotina para ele, mas não trazia consequências positivas para seu aprendizado. João é um personagem fictício, mas com certeza você já se deparou com esta situação em sala de aula. Se, para muitos educadores, o castigo é a solução, não é mais o que pensa uma escola de ensino infantil de Baltimore, nos Estados Unidos.

O pensamento da escola Robert Coleman é de um processo de acolhimento do outro, consciência do erro, concentração e tranquilidade, substituindo a punição por sessões de meditação. O resultado foi a melhora na relação entre os alunos e a diminuição da taxa de suspensões.

O projeto foi implantado na escola em parceria com a organização sem fins lucrativos “Holistic Life Foundation” e recebeu o nome de “Mindful Moment Room”, que em uma tradução livre, pode significar “Sala do Momento de Meditação”. Como o próprio nome sugere, trata-se de um mecanismo simples: desacelerar e meditar. A proposta é fazer a criança pensar, mas não no sentido punitivo ou moralista, mas sim em relação à reflexão interior.

Para criar um ambiente acolhedor, a sala do programa é decorada com luzes baixas, almofadas e artefatos coloridos e relaxantes. Após adentrar o local, as crianças são motivadas a fechar os olhos, respirar e se reconectar consigo mesmas. Durante o processo, o aluno pode falar sobre o que houve e estimular a memória.

A meditação com atenção plena tem sido alvo de diversos estudos científicos que apontam para resultados interessantes, como expansão da concentração, incremento da memória e melhora das capacidades emocionais para lidar com situações de estresse e trauma.

Fontes:
https://catraquinha.catracalivre.com.br/geral/cuidar/indicacao/escola-americana-substitui-castigo-por-meditacao/