Conexão Xalingo – Blog

Tag - aulas de inglês

Até a culinária pode ensinar inglês

É inquestionável a importância do aprendizado da língua inglesa no século XXI. Em um mundo cada vez mais globalizado, o idioma é universal. Para crianças, o processo de conhecimento de inglês, muitas vezes, é penoso. Buscando criar uma forma mais divertida e “leve” de ensiná-lo, a professora Ana Lucia Arruda inverteu a lógica do ensino.

Durante 10 anos, Ana trabalhou em escolas que utilizavam métodos tradicionais de ensino, com carteiras enfileiradas e muito uso de livros didáticos. Após um período vivendo nos EUA, ela decidiu fazer um curso de extensão sobre o método montessoriano de ensino. Neste momento, dá início também ao lecionamento de aulas de inglês e percebe que a Califórnia é um espaço onde há muitas misturas e famílias em trânsito. Somente 20% dos seus alunos eram americanos e a maioria eram de outros países, como Japão, China e Coréia do Sul. O problema se deu ao fato de que, entre professora e alunos, não havia uma língua em comum.

A partir disto, Ana começa a utilizar metodologias diferentes, ensinando inglês a partir de aulas de culinária e artes. Ao voltar ao Brasil, iniciou o projeto Let it Grow, utilizando as metodologias. Segundo ela, a ideia é esquecer a gramática e ensinar o inglês de forma mais prática.

As aulas englobam artes, culinária e robótica. Na aula de culinária, por exemplo, são feitas receitas básicas. Na sala, só se comunicam através do inglês, mesmo que os alunos sejam praticantes básicos. A receita é colocada no quadro e eles copiam. Quando Ana vai fazer a receita, todos os ingredientes estão à sua frente. Conforme vai lendo os procedimentos, ela mostra o que está usando. Os estudantes, divididos em grupos, vão acompanhando, cada um fazendo a sua receita e, dessa forma, conseguem relacionar que strawberry, por exemplo, é morango. No final, cada um leva sua produção para casa, junto com a receita copiada do quadro.

Já nas aulas de robótica, alunos de quatro e cinco anos começam a aprender o inglês através de vídeos e desenhos. Se, por exemplo, eles vão aprender sobre girafa, os dois métodos são utilizados. Depois, recebem um kit com peças de montar e instruções, como “first you have to get the yellow block” (traduzindo, “primeiro você deve pegar o bloco amarelo”). A partir disso, as crianças vão montando.

Segundo ela, os métodos que utiliza, são como o desenvolvimento humano: quando uma criança nasce, ela não aprende gramática no primeiro momento. Diferentemente disso, ela passa quatro, cinco anos da vida vivenciando o idioma e aprendendo de forma lúdica e prática. Somente depois deste período vai para a escola aprender a gramática e lapidar o que aprendeu até então.

Fontes:  http://porvir.org/professora-usa-culinaria-artes-robotica-nas-aulas-de-ingles/

Empresa ensina inglês com aulas via Skype

Com uma aula online diária de 25 minutos de inglês que promete colocar o estudante para praticar desde a primeira conexão, a empresa japonesa Enpower quer repetir no Brasil o impacto que obteve em seu país de origem, onde já possui 400 mil alunos.

Criada pelo empreendedor Tomohisa Kato, 35, há oito anos, a empresa, que no Japão é chamada Rarejob, adota um modelo de aulas particulares apoiado em uma comunidade de 4.000 professores filipinos disponíveis via Skype, programa de ligações e videoconferência pela internet.

Mas por que professores filipinos? Por dois anos, as Filipinas aparecem na ponta de um ranking internacional feito pelo grupo educacional britânico Pearson que mede a aptidão de inglês para negócios, com nota mais que duas vezes maior que a do Brasil. Além desse fator, existe uma questão econômica envolvida, mas a Enpower diz que as escolhas são feitas por motivações técnicas, em um processo rigoroso que acaba qualificando apenas 4% dos candidatos. Todos os tutores possuem curso superior.

No Brasil, as aulas estão disponíveis entre 19h e 1h, e, em breve, também vão ser realizadas entre 13h e 19h. Por conta da diferença no fuso horário, os tutores não atendem durante o período da manhã.

Toda a estratégia da Enpower é amarrada ainda por uma política de preços agressiva. Por aqui, o plano inicial com oito aulas mensais custa R$ 149, enquanto um mais intensivo, com duas aulas diárias, sai por R$ 399. A expectativa da empresa é superar os números do Japão, onde já faturou só em 2014 R$ 72,8 milhões.