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5 atividades para o ensino remoto ou híbrido (parte 2)

No post “5 atividades para o ensino remoto ou híbrido (parte 1)”, trouxemos as inspirações que a professora Mara Mansani dá para aulas remotas ou híbridas de segunda à quarta. Agora confira mais inspirações, agora para quinta e sexta-feira.

Quinta-feira

Para esse momento, compartilhe um vídeo pelos grupos do Whatsapp com uma leitura feita por você de um poema infantil. Depois siga os mesmos passos de leitura dos outros dias.

Para finalizar as atividades do dia, oriente os alunos para que escolham um dos textos lidos na semana para participarem do “Festival da troca de leituras”. Para que as crianças fiquem tranquilas quanto a gravação, grave vídeos com mais de um aluno lendo, se você estiver no contexto familiar um de cada tipo lido durante a semana. Explique que as gravações deverão ser feitas com ajuda da família em suas casas.

Sexta-feira

O último dia é reservado para o Festival da troca de leituras. Decore a sala de aula para acolher e recepcionar os alunos. Pode ser interessante pensar em uma organização que dê a ideia de uma festa. Organize a sala em uma grande roda com cadeiras para todos e prepare uma caixinha com o nome de todos os alunos para o sorteio das trocas. Caso você esteja no formato remoto, pode decorar o fundo da sua imagem.

“Agradeça e dê parabéns aos alunos pela participação de todos durante a semana, destaque os pontos positivos e fale principalmente sobre o desenvolvimento da leitura. Para começar o compartilhamento das leituras, um aluno sorteia um nome e faz a leitura escolhida para o colega sorteado até que todos participem”, sugere Mara.

Ao final do festival, apresente os vídeos das leituras de todos, que podem também ser disponibilizados em canais de comunicação utilizados pela escola. Os textos lidos impressos podem também ser colocados em um painel em sala de aula para que as crianças continuem suas leituras e também para registrar esses momentos especiais em sala.

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Créditos da imagem: Freepik
Fonte: Nova Escola

5 atividades para o ensino remoto ou híbrido (parte 1)

Utilizando a leitura, esta professora criou uma semana “especial” de atividades para fazer com seus alunos durante o ensino remoto ou híbrido. Confira e inspire-se!

Mara Mansani é professora há quase 3 décadas e criou uma proposta de programação para desenvolver com seus alunos na alfabetização. Ela fez uma atividade para cada dia da semana e ficou muito legal. Que tal se inspirar e criar as suas? Então confira!

O primeiro passo que Mara sugere é de, através de videoconferência, explicar aos seus alunos a proposta da semana especial e do “Festival da troca de leituras”, onde todos poderão dar e também receber a sugestão de um livro. “Fale que para as trocas será feito um sorteio com todos os nomes da turma como um amigo secreto”, completa Mara.

Segunda-feira

A primeira atividade que a professora fez foi disponibilizar quadrinhas em arquivo PDF, onde cada aluno escolheu uma, leu e depois fez a escolha de um colega para ler junto. Oriente as leituras, ouvindo-as e auxiliando nas dificuldades. “Se possível, envie para as famílias links de leitura de quadrinhas para que acessem com suas crianças em casa, preparando para as leituras em sala de aula online ou presencial. Desta forma, você amplia também o repertório de leituras dos alunos. No Youtube é possível encontrar vários canais de leituras de quadrinhas, onde os textos e suas leituras são apresentados”, completa Mara.

Terça-feira

Faça todos os passos com os alunos, propostos na atividade de segunda-feira, mas ao invés de usar as quadrinhas, disponibilize diferentes parlendas. Deixe que as crianças leiam em voz alta para todos a parlenda escolhida. Dessa forma, elas já vão se soltando e se preparando para a gravação do vídeo.

Conheça o passo a passo de uma atividade para sua turma da alfabetização que pode ser feita no ensino remoto e com poucos recursos.

Quarta-feira

A terceira atividade é focada nos textos de trava-línguas. É importante acompanhar com mais atenção a leitura individualizada, pois nesse tipo de texto os alunos podem apresentar um pouco mais de dificuldades, devido a combinações de rimas e sons parecidos nas palavras.

Geralmente meus alunos gostam muito desses textos! Eles promovem momentos divertidos de leitura e apresentam um desafio que as crianças querem conseguir realizar, o que demanda várias leituras do mesmo texto.

Gostou das ideias? Confira na parte 2, as atividades para quinta e sexta-feira.

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Créditos de imagem: Freepik
Fonte: Nova Escola

Esta professora encontrou uma forma de motivar os alunos na pandemia. Confira!

Ao perceber que seus alunos não pareciam motivados nas aulas remotas, a professora Edizia Rodrigues desenvolveu atividade com outra professora para os alunos das turmas do sexto ao nono ano do ensino fundamental.

Edizia é professora de língua portuguesa na escola estadual Doutor Leôncio Gomes de Araújo, em São Lourenço da Mata/PE e, juntamente à professora Bruna Gomes desenvolveu uma atividade que retomou a motivação de seus alunos nas aulas remotas.

Após um de seus alunos mostrar um anime que tinha produzido (estilo de animação japonesa), Edizia logo lembrou de um aplicativo que havia conhecido durante a sua formação do EducaMídia: o Toontastic 3D. Através desse app dá para escolher muitos ambientes e personagens para construir, desenhar, narrar e animar uma história.

Foi então que ela e Bruna criaram um festival de animes. Como o app permite a inserção de gravações de áudio, isso trouxe outros recursos para a aula de língua portuguesa, que vão além da produção de textos e dos desenhos. Através da proposta, foi possível construir um trabalho interdisciplinar.

Desenvolvimento da atividade

Para construir os roteiros das histórias, os alunos utilizar tópicos como a produção da vacina contra a covid-19, por exemplo. Além da construção da narrativa, os estudantes foram responsáveis pelos desenhos, animações e gravações de áudio para a dublagem dos animes. E, para apresentar, a ideia foi a criação de um festival online, com convites enviados pelo WhatsApp para turmas e famílias.

Apresentação

Para apresentar o festival, foi o utilizado o Google Meet. No início das apresentações, foi feita uma recepção ao público com músicas de animes, com apresentação do que foi a atividade desenvolvida com as turmas. Além disso, foram convidadas duas aulas para que explicassem o que tinham estudado sobre a linguagem de HQs, animes e cartoons. A partir daí, começaram as exibições das produções feitas pelos estudantes.

Resultado

Segundo Edizia, “essa atividade teve um valor muito significativo. A turma estava muito desmotivada, e trabalhar com esse aplicativo e com a produção de animes foi uma forma de fomentar a leitura e ainda desenvolver competências relacionadas à minha disciplina”.

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Créditos da imagem: Freepik
Fonte: Porvir

Será que os alunos estão realmente concentrados nas aulas remotas?

A neurociência ajuda a desvendar como tem sido, para os estudantes, as aulas remotas, através de projeto da SOMOS Educação. Saiba mais!

Através de dispositivo acoplado à cabeça de estudantes, a iniciativa da SOMOS Educação faz mapeamento de quais atividades estão engajamento mais os alunos, para assim construir planejamentos de aula mais eficazes.

O estudo, realizado durante a quarentena, acompanhou as atividades cerebrais de alunos do segundo do ensino médio, mapeando quando os estudantes estão mais engajados, determinando quais atividades geraram atenção, motivação positiva e memorização. A experiência foi feita utilizando um headband, que é um dispositivo parecido com uma tiara eletrônica, que é conectado à internet.

Resultados

Entre as muitas descobertas, percebeu-se um nível maior de concentração em estudantes que estavam discutindo e participando de atividades colaborativas, em relação àquelas que estudavam de forma isolada. Segundo o professor de matemática, Thales Athanásio, “a headband mostra que aquele aluno que a gente sempre desconfiou que não prestava atenção estava realmente em um plano paralelo. E quando o aluno se depara com um resultado surpreendente, no qual a epifania é até sonora, existe uma mudança drástica em sua concentração”.

Além das aulas de matemática, também houve acompanhamento dos alunos em atividades de biologia, geografia, português e artes. Os dados foram agregados em uma plataforma online chamada BrainEdu, na qual professores, coordenadores e gestores podem analisar gráficos que mostram o que aconteceu quando um aluno assistiu a um vídeo, leu um texto, fez um exercício ou uma atividade em grupo.

Em comparação ao que acontece na educação presencial, Ricardo Schneider, diretor para a área de ciências da SOMOS, nota que na aula remota existe uma maior divergência entre os níveis de atenção registrados pelos alunos, enquanto que, em sala de aula, os gráficos da turma apresentam maior similaridade. “O nosso desafio é criar uma nova pedagogia para a aula digital que resgate essa atenção compartilhada que resulta em satisfação, sintonia e aprendizagem”, disse.

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Créditos da imagem: Freepik
Fonte: Porvir

Passo a passo para dar aulas pelo Google Meet

O Google Meet é uma das ferramentas de videoconferência mais utilizadas atualmente, e pode te ajudar nas aulas à distância. Confira um passo a passo de como utilizá-lo.

A ferramenta permite que possam ter até 250 participantes ao mesmo tempo (para clientes do G Suite ou contas de instituições ensino).

Para que você possa fazer uma conferência à sua turma do Google Classroom, confira o passo a passo:

1 – Selecione a turma do Classroom que você deseja ter uma videoconferência. Após, clique nas opções (localizada no canto direito superior) e abra a “Agenda Google”;

2 – Então crie um evento na agenda, dando um nome a ele e escolhendo a opção “Participar com Google Meet”;

3 – Após, selecione no ícone de calendário a turma que você quer fazer a videoconferência. É importante frisar que todas as turmas que estão no seu quadro principal do Google Classroom vão aparecer;

4 – Em “Mais Opções” você pode escolher que seus alunos recebam um alerta sobre a videoconferência. Lembrando que serão os estudantes da turma que selecionou;

5 – Salve o evento e ele aparecerá na sua Agenda;

6 – Assim que o evento for salvo, ele é criado para todos alunos da turma selecionada. Para que esse mesmo evento apareça no Google Classroom e os alunos saibam dele, é necessário seguir os próximos passos;

7 – Acesse o Google Classroom e crie uma pergunta na aba “Atividade”. Selecione um título para a pergunta e, na descrição, explique que ocorrerá uma reunião por vídeo e que os alunos precisarão participar em hora determinada;

8 – Então selecione “acrescentar um link à pergunta”, e use o link do Google Meet que você já criou na Agenda;

9 – Determine data e horário de vencimento que sejam iguais à data e horário da reunião;

10 – Salve a pergunta e pronto! A reunião vai aparecer no quadro do Google Classroom.

Gostou do passo a passo? Então comente abaixo!

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Créditos da imagem: Freepik
Fonte: Guia do PC