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Será que os alunos estão realmente concentrados nas aulas remotas?

A neurociência ajuda a desvendar como tem sido, para os estudantes, as aulas remotas, através de projeto da SOMOS Educação. Saiba mais!

Através de dispositivo acoplado à cabeça de estudantes, a iniciativa da SOMOS Educação faz mapeamento de quais atividades estão engajamento mais os alunos, para assim construir planejamentos de aula mais eficazes.

O estudo, realizado durante a quarentena, acompanhou as atividades cerebrais de alunos do segundo do ensino médio, mapeando quando os estudantes estão mais engajados, determinando quais atividades geraram atenção, motivação positiva e memorização. A experiência foi feita utilizando um headband, que é um dispositivo parecido com uma tiara eletrônica, que é conectado à internet.

Resultados

Entre as muitas descobertas, percebeu-se um nível maior de concentração em estudantes que estavam discutindo e participando de atividades colaborativas, em relação àquelas que estudavam de forma isolada. Segundo o professor de matemática, Thales Athanásio, “a headband mostra que aquele aluno que a gente sempre desconfiou que não prestava atenção estava realmente em um plano paralelo. E quando o aluno se depara com um resultado surpreendente, no qual a epifania é até sonora, existe uma mudança drástica em sua concentração”.

Além das aulas de matemática, também houve acompanhamento dos alunos em atividades de biologia, geografia, português e artes. Os dados foram agregados em uma plataforma online chamada BrainEdu, na qual professores, coordenadores e gestores podem analisar gráficos que mostram o que aconteceu quando um aluno assistiu a um vídeo, leu um texto, fez um exercício ou uma atividade em grupo.

Em comparação ao que acontece na educação presencial, Ricardo Schneider, diretor para a área de ciências da SOMOS, nota que na aula remota existe uma maior divergência entre os níveis de atenção registrados pelos alunos, enquanto que, em sala de aula, os gráficos da turma apresentam maior similaridade. “O nosso desafio é criar uma nova pedagogia para a aula digital que resgate essa atenção compartilhada que resulta em satisfação, sintonia e aprendizagem”, disse.

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Créditos da imagem: Freepik
Fonte: Porvir

Passo a passo para dar aulas pelo Google Meet

O Google Meet é uma das ferramentas de videoconferência mais utilizadas atualmente, e pode te ajudar nas aulas à distância. Confira um passo a passo de como utilizá-lo.

A ferramenta permite que possam ter até 250 participantes ao mesmo tempo (para clientes do G Suite ou contas de instituições ensino).

Para que você possa fazer uma conferência à sua turma do Google Classroom, confira o passo a passo:

1 – Selecione a turma do Classroom que você deseja ter uma videoconferência. Após, clique nas opções (localizada no canto direito superior) e abra a “Agenda Google”;

2 – Então crie um evento na agenda, dando um nome a ele e escolhendo a opção “Participar com Google Meet”;

3 – Após, selecione no ícone de calendário a turma que você quer fazer a videoconferência. É importante frisar que todas as turmas que estão no seu quadro principal do Google Classroom vão aparecer;

4 – Em “Mais Opções” você pode escolher que seus alunos recebam um alerta sobre a videoconferência. Lembrando que serão os estudantes da turma que selecionou;

5 – Salve o evento e ele aparecerá na sua Agenda;

6 – Assim que o evento for salvo, ele é criado para todos alunos da turma selecionada. Para que esse mesmo evento apareça no Google Classroom e os alunos saibam dele, é necessário seguir os próximos passos;

7 – Acesse o Google Classroom e crie uma pergunta na aba “Atividade”. Selecione um título para a pergunta e, na descrição, explique que ocorrerá uma reunião por vídeo e que os alunos precisarão participar em hora determinada;

8 – Então selecione “acrescentar um link à pergunta”, e use o link do Google Meet que você já criou na Agenda;

9 – Determine data e horário de vencimento que sejam iguais à data e horário da reunião;

10 – Salve a pergunta e pronto! A reunião vai aparecer no quadro do Google Classroom.

Gostou do passo a passo? Então comente abaixo!

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Créditos da imagem: Freepik
Fonte: Guia do PC

Professora estimulou os alunos a colocar a mão na massa

Vera Ligia de Campos Henrique é professora de ensino fundamental no Colégio Genius, em Campinas/SP e propôs a utilização de plataforma digital para trabalhar conteúdos de ciências com turmas do primeiro ao quinto ano.

Vera já tem mais de 20 anos de “casa”, com grande experiência em livros didáticos e apostilas, então trabalhar com uma plataforma digital, foi um novo desafio. Mas já nas primeiras aulas, a professora percebeu que os alunos estavam se envolvendo e participando das atividades.

A plataforma CLOE trabalha com a aprendizagem ativa, colocando o aluno no centro do processo. Por lá, é possível percorrer diferentes expedições que integram projetos, conteúdos e atividades práticas para trabalhar de forma significativa.

“Antes do fechamento das escolas, cada uma das minhas turmas estava participando de uma expedição. No quarto ano, por exemplo, estávamos percorrendo uma trilha que apresentava muitas experiências e estimulava momentos de interação entre os estudantes”, salienta Vera.

Quarto ano

A expedição do quarto ano falava um pouco sobre gastronomia molecular, transformações físicas e energia térmica. Além de trabalhar os conteúdos propostos, foram realizadas muitas atividades em sala de aula que estimulavam a reflexão dos estudantes, como experiência de observação de como a água passa do estado sólido para o estado líquido.

“Quando começou a quarentena, apesar de já estar trabalhando com uma plataforma digital, tive que fazer adaptações das aulas porque elas exigiam muitos momentos de interação e trabalho coletivo. Para dar continuidade aos conteúdos, passei a fazer algumas experiências na minha casa e também pedi para que os estudantes tentassem reproduzir com as suas famílias”, afirma Vera.

Resultados das experiências

Durante as últimas semanas, puderam observar o que acontecia com o mingau armazenado em potinhos, fizeram chá e até “geladinho” de vários sabores. “Compartilhamos receitas e tivemos um tempo para descrever como cada um fez na sua casa. Essa parte prática foi muito divertida, e os estudantes se engajaram muito”, completa a professora.

Segundo Vera, faltam três aulas para concluir essa expedição, mas ela já percebe que os estudantes estão envolvidos com o conteúdo. As experiências chamaram muito a atenção da turma, que consegue lembrar de diferentes atividades e conteúdos que foram trabalhados.

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Fonte: https://porvir.org/longe-do-laboratorio-turma-de-fundamental-1-pratica-ciencias-na-cozinha/