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Gentileza gera… vídeo no Youtube

Professora de uma turma de quinto ano do ensino fundamental, Cristina Gottardi aproveitou o gosto dos estudantes pelo Youtube e propôs a criação de vídeos para melhorar a interação e colaboração na sala de aula.

A ação teve início quando ela percebeu que os alunos tinham pouca empatia uns com os outros. Fofocas e picuinhas faziam parte da rotina dos estudantes, e isso a estava incomodando. Ela então utilizou o conhecimento adquirido na formação que estava fazendo sobre letramento digital e imaginou como as crianças poderiam vivenciar atos éticos e gentis, afim de refletir qual o impacto destas atitudes na interação humana.

Cristina descobriu que os alunos gostam muito do Youtube, através de uma sondagem que fez com eles. Ela costuma utilizar vídeos em aulas como ciências e história, sempre recebendo um bom feedback dos estudantes. Ao ligar os fatos, vislumbrou o quanto a experiência de produzirem um vídeo, em um processo cooperativo, contribuiria para estabelecerem uma convivência mais empática, e ainda traria novos sentidos às suas leituras digitais.

Antes de colocar a mão na massa, a professora trabalhou a ampliação do repertório dos alunos, sob o aspecto temático e estrutural do gênero. Levou para a sala o vídeo “Cuerdas” (animação premiada), o filme “Correntes do Bem” e outro vídeo chamado “Vírus da Gentileza”, que traz a ideia de que gentileza contagia. Através das obras, foi possível discutir qual a ideia de ser gentil e surgiram questões interessantes, como um dos alunos que disse: “a diferença entre educação e gentileza é que a gentileza é um pouco a mais do que a educação; você falar ‘obrigado’ e ‘por favor’ faz parte da educação, mas se você for gentil, irá um pouco além”.

Após isso, Cristina lançou a proposta de criação de vídeo que abordasse atos gentis na escola. O primeiro trabalho foi com os desenhos dos alunos. A ideia era utilizar imagens da internet juntamente com os desenhos. Porém, após ela apresentar questões sobre licença de compartilhamento de conteúdos, os estudantes perceberam que poucas imagens estavam liberadas. Ela aproveitou o fato para problematizar a questão, perguntando aos alunos, o que poderia ser feito. A maioria da classe falou “vamos usar mesmo assim”, mas algumas crianças relataram os direitos autorais como empecilho. Uma das crianças até falou: “Ah, tia. Mas é pra fazer uma coisa boa. Será que tem problema? A gente não vai vender e não vai ganhar dinheiro com isso.” Em seguida, o colega argumentou que “não importa ganhar dinheiro, mas ser ético.”.

Os alunos entraram em consenso em não utilizar as imagens e fazer novos desenhos, tudo em grupo. No novo levantamento, eles deram várias ideias, como “o motivo para não correr no corredor não apenas respeitar uma norma da diretoria, mas sim porque alguma criança pequena pode passar”; na biblioteca, os mais altos podem ajudar os mais baixinhos; e o que ela mais esperava, também apareceu: “quando um amigo estiver falando, o outro espera ele terminar para depois falar.”. Isso era uma coisa que as crianças não conseguiam fazer, pois se atropelavam, ninguém levantava a mão e iam falando, um em cima do outro.

As crianças então colocaram a mão na massa e desenvolveram o vídeo, com atuação delas próprias. Criaram roteiros e tiveram apoio de Cristina para mediar decisões, como escolha de atores e de filmagem. O resultado está aqui.

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Créditos da imagem: Freepik
Fonte: Porvir

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