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Existe uma idade certa para aprender outro idioma? Saiba mais

Muitas vezes ouvimos que o melhor momento para aprender outro idioma é durante a infância. Mas cientistas tem uma percepção mais complexa sobre isso. Saiba mais!

Diferente das crianças, que tem rápida absorção de sotaques e idioma, os adultos são mais atentos e já têm uma bagagem de conhecimento maior, permitindo maior expansão do vocabulário, mesmo em seu próprio idioma.

Mas há uma série de coisas além da questão do envelhecimento que podem modificar o aprendizado de outros idiomas. “Nem tudo piora com a idade”, diz Antonella Sorace, professora de desenvolvimento linguístico e diretora do centro Bilingualism Matters, da Universidade de Edimburgo.

Ela cita como exemplo o que é conhecido como “aprendizagem explícita”: aprender uma língua em uma sala de aula, com um professor explicando as regras.

“Crianças pequenas são muito ruins de aprendizagem explícita, porque elas não têm controle cognitivo, atenção e capacidade de memória”, diz Sorace. “Adultos são muito melhores nisso. Então isso é algo que melhora com a idade.”

Um estudo feito em Israel diz que adultos são bem melhores em compreender uma regra artificial de linguagem e aplicá-la a novas palavras. Os cientistas compararam o desempenho de grupos separados: crianças de 8 anos, de 12 anos e jovens adultos. Os adultos tiveram escores maiores do que os dois grupos, e as crianças de 12 anos superaram as de 8.

Isso corrobora os resultados de um estudo feito ao longo de muitos anos com cerca de 2 mil bilíngues — que falam catalão e espanhol — e que estão aprendendo inglês: os que começaram mais tarde aprenderam a língua melhor do que os que começaram cedo.

Os pesquisadores em Israel sugerem que os participantes mais velhos se beneficiam de habilidades desenvolvidas após a maturidade — como estratégias mais avançadas de solução de problemas — e maior experiência linguística.

Em outras palavras, alunos mais velhos costumam já saber bastante sobre si mesmos e o mundo, e podem usar esse conhecimento para processar novas informações.

O ponto de excelência das crianças é no aprendizado implícito: elas ouvem falantes nativos e os imitam. Mas esse tipo de aprendizado requer muito tempo de convivência com falantes nativos. Em 2016, o centro Bilingualism Matters preparou para o governo escocês um relatório interno sobre aulas de mandarim em escolas primárias.

Eles descobriram que uma hora por semana de aulas não dava às crianças de cinco anos uma experiência relevante. O mero acréscimo de meia hora por semana e a presença de um falante nativo ajudaram as crianças a compreender aspectos de mandarim que eram mais difíceis para adultos, como os tons diferentes.

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Créditos da imagem: Freepik
Fonte: Globo.com

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