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Estes professores usaram esta ferramenta para os desafios da pandemia

Os professores Jonatan Alan e Thadeu A. Miqueletto fundaram a Discovery Talents Education na intenção de trabalhar com competições e também levar o ensino de robótica por meio da metodologia STEM (sigla em inglês para designar ciência, tecnologia, engenharia e matemática). Confira!

Eles trabalham com todas as idades e, no momento, têm alunos de 5 a 18 anos, com modalidades por faixa etária. Para os mais novos, por exemplo, utilizam o WeDo, mas sempre que os pais vão fazer a matrícula na escola, reforçam que não se trata de brincar com as peças, mas que o aluno aprenderá lógica de programação, o que é muito diferente de pegar um tablet e ficar jogando, por exemplo.

Pandemia e projeto

“Antes da chegada da pandemia, já tínhamos vontade de usar outros métodos, como micro:bit, um hardware baseado em uma pequena placa programável que inspira a criatividade digital, Arduino, Scratch, e outras tecnologias para trabalhar de forma online com os alunos. Com o distanciamento social, tivemos que nos adaptar rapidamente para essa linha de trabalho”, ressalta Thadeu.

Eles começaram a adotar a micro:bit com atividades livres que postavam em sua página do Facebook e do Instagram para que, conforme os alunos iam realizando, tivessem tempo de montar o curso propriamente. Eles montam um vídeo explicativo com o passo a passo da programação e, se os estudantes não conseguirem realizar a atividade de forma autônoma, marcam horários para tirar as dúvidas.

“Alguns responsáveis ligavam na escola dizendo que os filhos não estavam se adaptando à aula online. Como nós já tínhamos as plaquinhas de micro:bit na escola, emprestamos como forma de motivar e reter alguns alunos. Ter a placa em casa é um atrativo, pois as crianças sentem falta da parte mão na massa, de brincar com a placa e programar as luzes de LEDs”, diz Thadeu.

A ideia deles é, daqui um tempo, colocarem mais uma fase de atividades. “Então manteremos a realização de um vídeo explicativo com a programação, um vídeo explicando como baixar a programação e ajustar na plaquinha e também a parte maker, ou seja, que o aluno possa construir algo com materiais dentro de casa e usar a placa. Nós conseguimos, por exemplo, fazer um relógio com a placa e fazer o bracelete com papelão”.

Já com o Scratch foi um pouco diferente. Como eram muitos alunos e quatro professores, dividiram em grupos menores e cada docente fica responsável por cerca de cinco ou seis estudantes, o que ajuda a dar uma atenção mais individual.

Apesar de terem encontrado certa resistência com essa migração para o online, eles conseguiram reverter bastante aluno. Sempre que realizam alguma atividade, eles solicitam para que os responsáveis mandem vídeos e fotos. E com isso, estão recebendo inúmeros relatos dos estudantes, que estão muito envolvidos.

“A vivência da robótica e da programação torna a criança muito mais crítica, pois ela não se contenta simplesmente com uma resposta. Ela passa a entender que existem diversas maneiras de resolver um problema. Por ser uma metodologia de ensino horizontal, o STEM permite que a criança passeie por todas as disciplinas. Mesmo que seja baseada em ciências, engenharia e matemática, é possível ensinar português, lógica e filosofia, porque o aluno precisa de todas as disciplinas e bagagens que têm para resolver o desafio colocado”, pondera Thadeu.

Crédito das fotos: PorVir

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Fonte: https://porvir.org/professor-de-robotica-adapta-metodologia-stem-para-aulas-remotas/

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