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Aprender ciências de uma forma diferente? Estes alunos inovaram

Esta professora utilizou técnicas forenses para trabalhar com os seus alunos. Quer entender melhor? Então confira!

Paula Schimidt Guolo é professora de biologia no Colégio Regina Mundi, em São Paulo/SP e desenvolveu o projeto “Mundi Forense” com seus alunos. A atividade é inspirada em séries de investigação e trabalhou com as redes sociais, ciências investigativas e autoaprendizagem no ensino de ciências.

O projeto

O projeto começou pelo Facebook: os alunos criaram um caso investigativo com a utilização de técnicas forenses, que eles aprenderam por meio de pesquisas. Uma vez formada a equipe, os alunos se dividiram nas diferentes áreas forenses para realizar pesquisas referentes às técnicas que poderiam ser utilizadas por eles na elaboração do caso. Nesta divisão, alguns alunos que se colocaram em mais de uma área de pesquisa e, em alguns casos, mais de um aluno interessado pela mesma área. Desta forma, o caso criado teve a personalidade da equipe, que teve autonomia para decidir como e quais técnicas e documentos seriam usados.

A proposta contribui inclusive para o projeto de vida dos alunos. Por exemplo: uma aluna quis entrar no projeto, pois gostaria de prestar direito no vestibular. Ela identificou a possibilidade de contribuir com o projeto a partir da produção de documentos, como o testamento e os depoimentos das testemunhas do caso fictício. Outra aluna, que gosta de medicina, ficou empenhada em produzir um exame de ultrassonografia obstétrica, com tamanho detalhamento que qualquer médico ficaria admirado.

Andamento do projeto

As pesquisas ocorreram ao longo de um mês, sendo de extrema importância que o aluno compreendesse à técnica escolhida. Essa pesquisa serviu como base para elaboração de um vídeo que, além de explicar a técnica, também sugeriu como ela poderia ser utilizada no caso.

Foi através desses vídeos que os alunos começam a perceber as possibilidades de utilização das diferentes técnicas pesquisadas no caso que foi criado pelo grupo.

É importante ressaltar que todas as discussões, compartilhamento de conhecimento e postagens de documentos elaborados pelos alunos foram feitos sempre por meio do grupo do Facebook e de uma pasta compartilhada pela equipe na nuvem.

Resultado do projeto

Terminada a primeira etapa, foi realizada uma reunião presencial no colégio, para a elaboração efetiva do caso. O primeiro passo, foi a realização de uma discussão que foi registrada por um integrante da equipe. Com base nas ideias apresentadas, a equipe selecionou aquelas com maior probabilidade de serem representadas na cena de investigação e, assim, começaram a trabalhar essas ideias.

Dentro deste formato, Paula percebeu que não caberia atribuir nota ao aluno. Muito além do prazer em aprender, o projeto contribuiu para o desenvolvimento de autonomia e de outras competências que se mostravam ir além dos muros da escola.

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Fonte:
https://porvir.org/alunos-utilizam-tecnicas-forenses-para-aprender-ciencia-de-forma-divertida/

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