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Tecnologia na zona rural

Quando a educadora e gerente de Projetos Especiais na Secretaria Municipal de Educação SEMED Macaé/RJ, Luemy Ávila, criou o programa Inovar e Aprender, já esperava que ele fosse trazer ótimos resultados para seu município. Já abrangend 10 escolas em uma rede de 105, o programa visa criar projetos específicos para escola, e atualmente atende 600 alunos em um universos de 40 mil.

O começo do programa se deu em 2014, quando Luemy levou um kit de robótica pra um grupo de alunos de um escola do centro do Rio de Janeiro. Com o kit, desenvolveram um projeto e foram apresentar em uma Feira de Responsabilidade Social. Nesta mesma feira, dois alunos de outro colégio, a Escola Municipal Natálio Salvador Antunes, se interessaram em desenvolver projetos de robótica. Ali, percebeu que era hora de ativar o Inovar e Aprender.

A Escola Natálio Salvador Antunes está localizada em região rural, na Serra de Macaé. Em certeza visita de Luemy à escola, a orientadora pedagógica logo falou: “Ixi, ela não vai voltar mais, porque aqui não tem internet, não tem tecnologia. É só roça”. Luemy não desistiu da ideia do programa e fez uma grande mobilização para levar o programa até lá.

O primeiro passo foi um diálogo com o diretor, conscientizando-o da abertura de um espaço de conversa com os alunos. Caso eles topassem, Luemy iria atrás de um professor-orientador depois. E foi isso que aconteceu: os estudantes aceitaram participar do projeto de robótica e convidaram a sua professora de matemática para ser a orientadora. Com tudo desenvolvido, foi possível organizar a primeira feira municipal de robótica.

Quando os jovens foram competir na feira, conheceram as equipes de outras e também a professora Regina, que tornou-se mentora deles. Ela ouvia relatos de professores da rede municipal sobre computadores que não funcionavam mais e estavam parados. Sabendo disso, começou a coletar e juntar dados sobre essas máquinas, que foram para a escola Natálio. A professora mobilizou os alunos, e eles mesmos procuraram tutoriais e fizeram conserto destas máquinas. De 15 computadores defeituosos, 8 foram restaurados.

Após o ocorrido, dois alunos da escola são bolsistas do CPNq, pesquisando mais sobre robótica e tecnologia aplicada à agricultura. Eles tinham vergonha da realidade onde estavam inserido, mas Luemy sempre buscou mostrar o potencial que eles tem. Com isso, começaram a perceber que é possível utilizar tecnologia na agricultura, na colheita e na plantação.

 

Fonte:  Porvir 

 

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