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Sua escola está no mapa de inovação e criatividade do MEC?

Quais escolas brasileiras podem ser chamadas de inovadoras? O Ministério da Educação e Cultura lançou, no fim do ano passado, o Mapa de Inovação e Criatividade na Educação Básica, com o objetivo de fortalecer instituições públicas e particulares e organizações não governamentais que possuem propostas arrojadas na Educação Básica.

A ideia do portal é promover a divulgação e a articulação entre as iniciativas e também com universidades, secretarias de Educação e outras organizações relacionadas. Para identificar quem estava fazendo um trabalho realmente inovador, o ministério abriu uma chamada pública em setembro do ano passado para a qual se inscreveram 682 entidades. Os grupos de trabalho regionais avaliaram as inscrições segundo cinco critérios: gestão, currículo, ambiente, metodologia e intersetorialidade.

Foram selecionadas 178 iniciativas, de todos as etapas de ensino e de todas as regiões do Brasil. A maior parte dos trabalhos são em escolas, sendo 52,5% públicas e 47,5%, particulares.

 

Entre outros exemplos, há escolas indígenas, como a Kulika, em Monsenhor Tabosa, a 285 quilômetros de Fortaleza, em que o ensino é bilíngue, em tupi e português, e o currículo inclui legislação indígena, cultura indígena, meio ambiente; e escolas que praticam a gestão democrática, como a Politeia, em São Paulo, que define as regras de convivência, de utilização dos espaços e os limites dos direitos e os deveres em assembleias semanais.

Já na área de inclusão, vale destacar a Escola Bilíngue Libras e Português Escrito de Taguatinga, no Distrito Federal. A instituição pública oferece ensino integral e recebe alunos com surdez de leve a profunda, filhos não surdos de pais surdos, alunos com dificuldade fonoarticulatória e não surdos. Além de ser baseada na pedagogia de projetos, os gestores convidam os estudantes a participar do planejamento das atividades escolares.

Na Escola Comunitária Cirandas, em Paraty, a 243 quilômetros do Rio de Janeiro, não há divisão em séries nem de disciplinas. Os alunos aprendem por meio de pesquisas e projetos de seu interesse, trocando conhecimentos com crianças de idades diferentes.

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