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Aplicativo desenvolvido por estudantes brasileiras é destaque em feira americana

Aplicativo desenvolvido por estudantes brasileiras é destaque em feira americana

Um grupo de estudantes do Recife criou um aplicativo para ensinar as crianças a usar a água de forma racional. A ideia das estudantes foi tão boa que elas ganharam o reconhecimento até de uma feira importante de inovação nos Estados Unidos, a Technovation Challenge. Elas são as únicas brasileiras inscritas na mostra, que traz as melhores inovações feitas por jovens em todo o mundo.

O projeto leva o nome de The Last Drop (a última gota, em tradução literal) e foi feito por cinco alunas da Escola Técnica Estadual Cícero. A ideia surgiu devido à crise hídrica vivida pelo país desde o ano passado.

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Aplicativo ajuda a criar uma consciência sobre a importância da água e atenta para a crise hídrica vivenciada no Brasil nos últimos anos

“Escolhemos o tema porque um problema que não é só nosso, mas do mundo todo”, diz Gabrielle Lopes, 16, uma das desenvolvedoras do projeto. “Tivemos de desenvolver o jogo em dois meses, para cumprir o prazo do concurso, o que foi um desafio para nós”, conta.

No aplicativo, a protagonista Victoria tem um tempo limitado para encontrar todas as maneiras em que pode ajudar a combater o desperdício em uma das cinco fases. A escola onde as meninas estudam oferece cursos de desenvolvimento e design digital, o que facilitou na criação do aplicativo inovador.

Elas contam que algumas pessoas se surpreendem quando descobrem que o projeto foi feito apenas por meninas. Afinal, apesar de consumirem muita tecnologia no mundo, as mulheres ainda não participam muito da criação de inovações tecnológicas.

Christiane Poppi, diretora-executiva no Brasil do Technovation Challenge, afirma que ainda existe muito preconceito com o trabalho da mulher nas novas tecnologias e nas inovações. “O estímulo à participação feminina vem de encontro com o preconceito que as mulheres sofrem todos os dias, em todas as áreas.” Ela ainda afirma que a grande maioria das meninas nem pensa na tecnologia como uma possível escolha de profissão. “Já está enraizado na nossa sociedade que tecnologia não é coisa de mulher.”

A executiva disse ainda que a participação do Brasil no troneio internacional vem crescendo a cada ano. O Brasil é um dos destaques da feira, que conta com 26 países participantes e mais de 6 mil projetos inscritos.

Fonte da imagem: Folha de São Paulo (www.folha.com.br)

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